Com déficit maior que o esperado, Marseille tem pouco tempo para evitar punição pelo Fair Play Financeiro
Depois de registrar perdas de € 78,5 milhões na temporada 2017/18, a estimativa era de que o Olympique de Marseille teria déficit de cerca de € 80 milhões na campanha 2018/19. Porém, os resultados oficiais acabam de ser divulgados, e as perdas da temporada passada atingiram na verdade € 91,5 milhões, conforme noticiado pelo L’Équipe. O sinal vermelho está ligado, e a equipe precisará apresentar déficit de no máximo € 30 milhões em 2019/20 para evitar ser punida pelo Fair Play Financeiro.
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O salto nas despesas pode ser explicado em particular por duas contratações que muito custaram ao clube: Kevin Strootman, que chegou em 2018 e ainda está sob contrato, e Mario Balotelli, que brilhou na segunda metade da temporada passada, mas teve que deixar o clube porque o Marseille não tinha condições de pagar seu salário por mais uma temporada.
O OM, é bom apontar, não corre risco de ver sua dívida se acumular. A expectativa é de que, como tem sido feito nos últimos anos, desde que Frank McCourt comprou o clube em 2016, a dívida seja paga. Entretanto, o verdadeiro problema é a corrida contra o tempo para que as contas sejam balanceadas e o clube evite uma punição do mecanismo de controle fiscal da Uefa.
Normalmente, o Fair Play Financeiro compreende o período dos três últimos anos, mas o Marseille fez um acordo com a Uefa para apresentar perda de no máximo € 30 milhões para a temporada 2019/20. Além disso, o acordo prevê ainda zero perdas em 2020/21 e, por fim, “respeitar plenamente a exigência relativa ao equilíbrio financeiro dali até o período de acompanhamento de 2022/23”.
Mesmo no cenário mais positivo projetado pelo clube, de perda de € 60 milhões em 2019/20 sem contar a venda de jogadores, o OM precisaria arrecadar € 30 milhões com transferências até 30 de junho. O jornal L’Équipe estima que, levando em conta a tendência dos últimos anos, o valor a ser arrecadado precisaria ser mais do que o dobro disso: € 61 milhões.
De olho em gerar receitas, o clube contratou o inglês Paul Aldridge, com larga experiência administrativa no futebol da Inglaterra, para tentar encontrar bons compradores para alguns de seus jogadores. O mais cotado a sair ao fim da temporada é Morgan Sanson, meia de 25 anos com valor estimado em € 30 milhões.
Fazendo uma boa temporada com André Villas-Boas, na segunda colocação da Ligue 1 e em boa situação para voltar à Champions League depois de sete anos, é essencial ao OM manter um equilíbrio financeiro que lhe permita estar em posição de participar da competição europeia com alguma constância. O caminho para uma boa saúde financeira passa por isso.



