Ligue 1

Cavani e Neymar lideraram o PSG em uma vitória folgada, mas sem brilhantismo

O Paris Saint-Germain enfrentou nesta sexta-feira o seu jogo mais difícil pela Ligue 1 até o momento. Os parisienses entraram em campo apoiados por sua torcida no Parc des Princes, mas teriam uma parada mais indigesta contra o Saint-Étienne, dono de três vitórias nas três primeiras rodadas. No entanto, por mais que os alviverdes tenham complicado para os anfitriões em certos momentos, nem isso atrapalhou a vitória folgada do time de Unai Emery. Placar de 3 a 0 a favor do PSG, em noite que teve Edinson Cavani como grande destaque, com dois gols. Já Neymar, sem ser espetacular como o último final de semana, teve papel ainda assim decisivo – os três tentos nasceram a partir de jogadas do brasileiro.

O jogo começou em ritmo lento, com o PSG encontrando dificuldades para criar espaços na defesa do Saint-Étienne – que não foi vazada nas três primeiras rodadas. Aos 18 minutos, na primeira chance concreta dos parisienses, nasceu o gol. Neymar acionou Cavani em profundidade, em bola desviada pela zaga, e o uruguaio foi levemente puxado dentro da área. O árbitro marcou o pênalti, cobrado pelo próprio centroavante, vencendo o goleiro Stéphane Ruffier. Vantagem pertinente em um partida na qual tinham dificuldades para encadear as jogadas, sem a presença de Marco Verratti no meio-campo.

O Saint-Étienne buscava bem mais o ataque durante o primeiro tempo, finalizando mais, e só não empatou porque parou em boa defesa de Alphonse Aréola. A falta de eficiência cobraria o seu preço. Logo no início do segundo tempo, o PSG aumentou sua vantagem. Cobrança de falta de Neymar rumo à área, que Marquinhos ajeitou e Thiago Motta escorou para as redes. Os alviverdes tentavam responder, mas os parisienses eram bem mais ativos na etapa complementar, principalmente nas jogadas em velocidade e nas bolas paradas. Ángel Di María quase anotou o terceiro, esbarrando na trave.

O melhor momento do PSG na partida, curiosamente, aconteceu durante os 15 minutos finais. Foi quando o time de Unai Emery começou a sobrar e os substitutos renovaram as energias. Ruffier realizou boas defesas para evitar o terceiro, enquanto os parisienses ainda desperdiçaram alguns lances por própria culpa. Já aos 44, Cavani deu números finais ao duelo. Neymar abriu para Thomas Meunier, que cruzou para o artilheiro completar dentro da área, de letra. No final das contas, o placar elástico maquiou a atuação oscilante dos anfitriões.

Neymar seguiu como principal arquiteto das jogadas ofensivas do PSG, mesmo sem aparecer nos registros de gols ou assistências. Mais preso no primeiro tempo, teve dificuldades. Começou a desequilibrar mais quando ganhou espaço na segunda etapa, transitando pelo centro do campo. Curiosamente, o camisa 10 não finalizou na noite, mas foi o terceiro que mais efetuou passes – à frente de Javier Pastore e Ángel Di María. Além disso, o brasileiro foi o autor de 15 dos 25 dribles arriscados por seu time ao longo dos 90 minutos e se empenhou bastante sem a bola, com oito tentativas de desarme. Mas também errou, com nove perdas de posse.

O PSG domina o topo da tabela da Ligue 1. Conquistou quatro vitórias nas quatro primeiras rodadas, tem o melhor ataque e a segunda melhor defesa. O Monaco tentará igualar a pontuação dos parisienses no final de semana, mas enfrentará uma partida igualmente difícil, recebendo o Olympique de Marseille no Estádio Louis II. Justamente os maiores rivais podem ajudar o clube de Paris a já disparar.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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