Ligue 1

PSG contou com um pouco de sorte para vencer o Brest, com provocação de Mbappé no final

Depois de abrir 2 a 0 e tomar o empate do Brest, Mbappé marca no final, depois de aproveitar rebote do próprio pênalti, no final do jogo, e sai com a vitória sofrida

A torcida do Brest saiu frustrada e furiosa de campo neste domingo, após o duelo com o Paris Saint-Germain, pela Ligue 1. O jogo acabou 3 a 2 para os parisienses no Stade Francis Le Ble, mesmo em uma ótima atuação do time da casa. Depois de abrir 2 a 0, o PSG viu o Brest cresceu no jogo, empatar e ficar perto da virada, mas, graças a um pênalti no final e uma boa dose de sorte, foi o time da capital francesa que saiu com a vitória. Com direito a provocação de Kylian Mbappé ao fazer o gol, o que fez a torcida do time da casa o xingar bastante.

Sem Marquinhos em campo, quem vestiu a braçadeira de capitão do PSG foi o atacante e craque Kylian Mbappé. Aliás, a escalação de Luis Enrique trouxe alguns reservas depois do intenso jogo de meio de semana contra o Milan na Champions League. Danilo Pereira assumiu a posição de Marquinhos na zaga, Fabián Ruiz e Lee Kang-in entraram no meio-campo nos lugares de Manuel Ugarte e Vitinha e, no ataque, Bradley Barcola substituiu Ousmane Dembélé e Gonçalo Ramos entrou no lugar de Randal Kolo Muani.

O Brest faz boa campanha, brigando nas primeiras posições da tabela. Se o PSG foi para o jogo pensando em subir na tabela e tentar alcançar o Nice, o Brest lutava para ficar entre os seis primeiros.

Domínio do PSG e susto no final

Logo a dois minutos, o PSG chegou com perigo. Lee Kang-in recebeu boa bola de Mbappé, finalizu forte, o goleiro Marco Bizot defendeu e a bola sobrou para Barcola, que não conseguiu pegar bem na bola e sua finalização saiu fraca. Foi um primeiro susto dado pelos parisienses no Stade Francis Le Ble.

Os parisienses chegariam com perigo de novo aos cinco minutos. Mbappé recebeu na esquerda muito marcado, pedalou e tocou para Barcola, que ajeitou para Warren Zaire-Emery chutar forte e exigir boa defesa de Marco Bizot.

O primeiro gol não demoraria a sair. Aos 15 minutos, Warren Zaire-Emery recebeu de Barcola, escapou da marcação de Hugo Magnetti e soltou um chutaço de fora da área, um golaço, indefensável: 1 a 0 para o PSG.

Os visitantes estavam bem no jogo e continuaram criando chances. Lee Kan-in chegou pela direita, acionou Gonçalo Ramos, que devolveu de primeira para o sul-coreano. Ele chutou forte de pé direito e exigiu boa defesa de Bizot, que mandou para escanteio.

O segundo gol do Real Madrid veio aos 27 minutos. Lee feu um lançamento longo para Mbappé, que partiu em velocidade contra a marcação adversária, o que quase uma covardia. Ele puxou para o meio, chutou, a bola ainda desviou levemente no marcador e entrou, matando o goleiro Bizot: 2 a 0.

O jogo parecia controlado, sem problemas para o Paris, mas no fim do primeiro tempo o Brest arrancou um gol que o colocou de volta no jogo. Aos 42 minutos, uma cobrança de lateral aparentemente inofensiva virou gol. Kenny Kala recebeu e cruzou alta para a área, onde Steve Mounié cabeceou bem para vencer Gianluigi Donnaruma e marcar, reduzindo o placar para 2 a 1.

Brest domina até o pênalti no final

Logo no início do segundo tempo, o Brest arrancou o empate. Em uma cobrança de escanteio do camisa 10 do time, Romain Del Castillo, Jérémy Le Douaron subiu de cabeça na primeira trave e desviou para vencer o goleiro Donnaruma em um desvio que foi até a segunda trave: 2 a 2, aos seis minutos.

Com o empate, o técnico Luis Enrique olhou para o banco e chamou dois titulares. Colocou Dembélé no lugar de Barcola e Kolo Muani no lugar de Gonçalo Ramos para, assim, tentar voltar a ficar à frente no placar. Só que o momento era do Brest, que chegava com perigo no ataque e com frequência.

O susto poderia ser maior quando Mounié recebeu de Pierre Lees Melou e finalizou colocado, mas mandou longe do gol, mesmo com liberdade. Era uma boa chance para a virada do Brest.

O Brest chegou perto da virada aos 24 minutos, quando Lees Melou recebeu dentro da área e chutou forte, para grande defesa do goleiro Donnarumma. A bola sobrou para Le Douaron, que furou a primeira, a bola ainda sobrou para ele, que finalizou e Donnarumama mais uma vez defendeu.

O bom jogo do Brest não resistiu a um lance aos 39 minutos quando Lilain Brassler dividiu com Kolo Muani e derrubou o atacante do PSG. O árbitro Jérôme Brisard não marcou pênalti, mas foi chamado pelo VAR, reviu o lance e mudou a decisão. Apontou a penalidade para os parisienses. A decisão gerou uma confusão.

O goleiro Bizot começou a tentar prejudicar a marca do pênalti, pisando por ali. Virou uma confusão e Jonas Martin colocou a mão na cara de Mbappé e ganhou um cartão amarelo. Bizot também tomou cartão amarelo.  

Mbappé assumiu a cobrança e bateu mal, o goleiro Bizot defendeu, mas a bola sobrou para o próprio Mbappé, livre, marcar 3 a 2. E ele saiu comemorando provocando os torcedores rivais, fazendo um gesto de “calma”. É claro que a torcida não gostou, xingou e os próprios jogadores do Brest, que já estavam nervosos, também não gostaram.

Luis Enrique percebeu que a coisa poderia ficar feia e imediatamente sacou Mbappé de campo, o substituindo por Nordi Mukiele. Restavam só os acréscimos e o Brest foi ao ataque na raça, tentando o que dava de um jogo que pareceu tão perto de um grande resultado para o time da casa. Mesmo com a polêmica, mais uma vez foi Mbappé que ajudou a decidir um jogo para o PSG, como tem acontecido nesta temporada, e dar uma vitória importante ao time, que ainda busca a ponta da tabela.

O PSG sobe a 21 pontos na tabela e fica perto do Nice, primeiro colocado com 22. Já o Brest fica com 15 pontos, em sexto lugar na Ligue 1.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.
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