Kvaratskhelia: ‘Ele é tão subestimado. A forma como ele entende futebol é loucura’
Astros do PSG comparam Fabián Ruiz a Sergio Busquets e destacam capacidade do espanhol de controlar o ritmo das partidas
Fabián Ruiz pode não ser o jogador mais chamativo do Paris Saint-Germain. Mas, para quem divide o campo com ele, sua importância é impossível de ignorar. Em entrevista ao “The Athletic” ao lado de Ousmane Dembélé e Khvicha Kvaratskhelia, o meio-campista espanhol recebeu uma série de elogios dos companheiros, com direito a uma comparação com Sergio Busquets feita pelo astro georgiano.
Ruíz vem de uma temporada histórica. Campeão francês e europeu com o PSG e peça importante da seleção espanhola que conquistou a Copa do Mundo. A dupla de craques não mediu esforços para encherem sua bola.
A cobertura da Ligue 1 você acompanha na Trivela!
Os elogios de Kvaratskhelia e Dembélé a Ruiz
“Ele é tão subestimado, porque a forma como entende o futebol é loucura”, afirmou Kvaratskhelia ao “The Athletic”. O atacante do PSG, eleito MVP da última edição da Champions League, ainda comparou o companheiro a Sergio Busquets.
“Não sei quem disse isso sobre o Busquets: quando você assiste ao jogo, você não vê o Busquets; mas quando você olha para o Busquets, você vê o jogo. É a mesma coisa com o Fabi. Você não o nota tanto, mas a capacidade dele de entender o futebol e a forma como controla o ritmo da partida estão em outro nível.”
A descrição ajuda a explicar o papel de Ruiz no PSG de Luis Enrique. Aos 30 anos, o espanhol ocupa uma posição de enorme responsabilidade na construção da equipe e se tornou uma peça importante do time que conquistou a Champions League nas duas últimas temporadas.
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F07%2FFabian-Ruiz-da-Espanha-beija-a-taca-da-Copa-do-Mundo-scaled-e1784745262207.jpg)
Dembélé foi na mesma linha. Para o atual vencedor da Bola de Ouro, ter Ruiz no time significa contar com um jogador capaz de dar estabilidade ao jogo e, sobretudo, de fazer os troféus parecerem uma consequência natural.
“Ele é um jogador incrível. Quando você o tem no seu time, você ganha todos os troféus. É um jogador muito especial, muito calmo, que dita o ritmo dos jogos. É um atleta muito subestimado no futebol“, disse Dembélé.
A trajetória recente do espanhol ajuda a dimensionar o elogio. Ruiz chegou ao PSG em 2022, vindo do Napoli, e ganhou ainda mais importância após a chegada de Luis Enrique ao clube no ano seguinte. Desde então, o meio-campista participou da transformação do PSG em uma potência europeia. Nas últimas duas temporadas, o clube conquistou nove troféus e finalmente alcançou o domínio continental que buscava havia anos.
Ruiz também vive um momento excepcional pela seleção espanhola. A final da última Copa do Mundo foi sua 50ª partida pela equipe principal, e ele ainda não perdeu um jogo pela Espanha. No período, conquistou a Liga das Nações, a Eurocopa e a Copa do Mundo.
“É incrível que eu tenha jogado 50 partidas pela seleção e nunca tenha perdido”, brincou Ruiz na entrevista, ressaltando que Dembélé costuma provocá-lo pela estatística.
A relação entre os três jogadores ajuda a entender o ambiente no atual PSG. Dembélé e Kvaratskhelia estão entre os principais nomes ofensivos da equipe, enquanto Ruiz funciona como uma espécie de elo silencioso para que o talento dos companheiros apareça.
E o próprio espanhol devolve os elogios. Ao analisar Kvaratskhelia, destacou justamente a inteligência do georgiano para encontrar espaços, receber entre linhas e atacar em profundidade, além de sua contribuição defensiva. Sobre Dembélé, foi ainda mais direto: classificou o francês como um jogador fundamental para o PSG.
Bola de Ouro fica em segundo plano para astros do PSG
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F03%2Fousmane-dembele-bola-de-ouro-psg-scaled.jpg)
Os três também aparecem entre os protagonistas da disputa pela Bola de Ouro. Dembélé é o atual vencedor, enquanto Kvaratskhelia surge entre os candidatos após possivelmente a melhor temporada da carreira. Ruiz, por sua vez, chega à premiação respaldado pelo sucesso do PSG e pelo título mundial conquistado com a Espanha. Mesmo assim, Kvaratskhelia garante que os jogadores não ficam obcecados com a disputa individual.
“Se você perguntar a qualquer jogador, nós não pensamos muito em troféus individuais; eles vêm como consequência do sucesso coletivo”, afirmou.
O foco do trio, portanto, permanece no que transformou o PSG em uma das grandes forças do futebol europeu: conquistar mais títulos. Depois de vencer a Champions League duas vezes consecutivas, o objetivo agora é alcançar uma marca que apenas o Real Madrid conseguiu na era moderna da competição: três títulos seguidos.
“Esperamos poder competir novamente este ano para vencer a Champions League pela terceira vez. É o nosso principal objetivo este ano: estar lá, lutando para fazer algo histórico.”