França

Ibra deveria ou não viajar para a Bósnia? A gente acha que sim

Zlatan Ibrahimovic não é dos astros do futebol que costumam despertar as maiores simpatias do público. O centroavante do Paris Saint-Germain é conhecido pelo seu gênio forte, tido muitas vezes como arrogante. No entanto, o sueco está prestes a realizar o último sonho de uma criança à beira da morte.

Hajrudin Kamenjas é um garoto bósnio de oito anos. A paixão pelo futebol foi transmitida por seu pai, que esteve prestes a fechar um contrato com o Sarajevo às vésperas da Guerra da Bósnia, mas perdeu uma de suas pernas durante o conflito. Assim como muitos meninos de seu país, ele é fã de Ibrahimovic, que também é descendente de bósnios. O que diferencia Hajrudin dos outros é sua história. Os médicos dão um mês de vida para a criança, que sofre com uma leucemia em estágio avançado e não melhorou nem mesmo com três transplantes de medula. Seu último desejo é conhecer o atacante.

Quando estava em tratamento na Alemanha, Hajrudin já conheceu Vedad Ibisevic, atacante do Stuttgart e da seleção bósnia. Agora, está prestes também a ver Ibrahimovic de perto. Segundo relatos da imprensa francesa, o sueco viajou diretamente de Paris à Bósnia após a vitória do PSG sobre o Benfica na Liga dos Campeões, embora a história tenha sido desmentida por um porta-voz do clube.

“Veremos o que eu poderei fazer. Recebo requisições do tipo todas as semanas, com a diferença que não chegam à mídia. Essa história é triste. Sempre tento deixar todos felizes.”, declarou Ibrahimovic. Caso tenha viajado mesmo à Bósnia, o atacante teria aberto mão de comemorar seu aniversário nesta quinta-feira. Além disso, o PSG tem pela frente no domingo o clássico contra o Olympique de Marseille, enquanto a semana seguinte será de definições para a seleção sueca nas Eliminatórias da Copa. Não valeria a pena deixar de pensar na carreira por algumas horas para realizar o sonho de Hajrudin? Nós não temos dúvidas que sim.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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