França

Com Diallo, PSG mantém filosofia diferente no mercado e encorpa ainda mais seu elenco

O Paris Saint-Germain tem adotado uma nova filosofia neste mercado de transferências. Sem grandes estrelas (pelo menos por enquanto), o foco está em jogadores interessantes para reforçar o elenco por valores relativamente módicos, sem desafiar o Fair Play Financeiro. A chegada de Abdou Diallo para a defesa é mais um exemplo dessa abordagem.

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Nesse caso, digamos que foi um plano B. O PSG queria De Ligt, que acabou preferindo a Juventus e seria mais um reforço badalado. No entanto, sem o jovem zagueiro holandês, não resistiu a diminuir suas exigências e contratar um jogador da linha de Ander Herrera e Pablo Sarabia, os outros dois negócios desta janela.

Aos 23 anos, Diallo é um zagueiro promissor e já com boa experiência. Foi campeão francês pelo Monaco, clube que o formou, atuando muito pouco, mas despontou nas últimas duas temporadas na Bundesliga. Somou 55 partidas de primeira divisão alemã, de 68 possíveis, por Mainz e Borussia Dortmund.

Como seus novos companheiros Sarabia e Herrera, Diallo vai a Paris para ajudar a equilibrar o elenco do PSG que, desde as chegadas de Mbappé e Neymar por muito, muito dinheiro, tem se mostrado curto, especialmente no meio-campo e nas opções para o ataque, na ausência das três estrelas. Tanto que Eric Choupo-Mouting acabou jogando bastante.

Não é tanto o caso da zaga porque Thomas Tuchel já contava com quatro bons jogadores: Marquinhos, Thiago Silva, Thilo Kerer e Presnel Kimpembe. Diallo, porém, dá mais liberdade para Tuchel usar Marquinhos em outras posições, caso seja necessário, e Thiago Silva, com 34 anos, não atuará em alto nível para sempre.

A decisão de vender um de seus titulares acabou sendo natural para o Borussia Dortmund, depois do retorno de Matts Hummels. O diretor-esportivo Michael Zorc explicou que o jogador queria aceitar a proposta e, como o Dortmund está bem recheado de jogadores para a defesa, “em qualidade e em número”, não houve resistência. Além de Hummels, Lucien Favre conta com Manuel Akanji, Ömer Toprak e Dan-Axel Zagadou.

Os valores acabaram sendo bons para os dois lados. Os relatos divergem de € 31 milhões a € 34 milhões, o que de um jeito ou de outro é pouco para os cofres do Paris Saint-Germain e representa lucro ao Borussia Dortmund, que pagou € 28 milhões para tirá-lo do Mainz, por um jogador de um setor bem abastecido.

O mais importante é que o Paris Saint-Germain parece ter percebido que não basta ter apenas um time titular de qualidade, sem opções para rodar o elenco ou para variações táticas de seu treinador. Acerta bastante ao fazer contratações menos badaladas de jogadores interessantes para encorpar seu elenco.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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