Europa

Verratti: “Não acho que valho 100 milhões de euros. Ninguém vale isso”

Ultimamente, muito se tem falado sobre uma eventual saída de Marco Verratti do Paris Saint-Germain. Desde que uma sequência de lesões começou a assombrar a carreira do italiano e Unai Emery assumiu o controle da equipe tetracampeã francesa, o camisa 6 vem perdendo um pouco de espaço no time. Com isso, muitas especulações foram surgindo sobre qual seria seu futuro. Segundo a imprensa europeia, Bayern de Munique, Real Madrid, Chelsea e outros estariam de olho no meia, que, para muitos, poderia arrancar muito dinheiro dos cofres dos clubes interessados por custar algo em torno de € 100 milhões. Valor este que ele considera muito alto para um jogador.

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“Não acho que valho € 100 milhões”, admitiu Verratti em coletiva de imprensa durante a concentração com a seleção italiana, que enfrenta Liechtenstein e a Alemanha pela quarta rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo. “Nós jogadores apenas estamos jogando futebol. Esse tanto de dinheiro me faz rir. Ninguém vale tudo isso”, acrescentou. “Eu também penso que é ruim para os atletas que custem tudo isso, porque pelo tanto que eles valem, as pessoas esperam coisas impossíveis deles”, falou o italiano. E o que ele afirma não deixa de ser uma verdade.

O grande exemplo que faz valer sua crítica é o de Paul Pogba. Na última janela de transferências o valor que o Manchester United pagou pelo ex-meia da Juventus superou o do negócio envolvendo Real Madrid e Tottenham por Gareth Bale. O tanto de cobranças em campo que o francês recebe da mídia e da torcida é a prova de que essas cifras muito altas acabam estimulando exigências. E estas, às vezes, são um tanto descabidas e pedem que o atleta alcance um nível muito alto de ser atingido, já que o desempenho do jogador é associado ao seu valor de mercado.

A história de uma possível ida de Verratti para o Real Madrid já é antiga. Quase sempre seu nome é relacionado ao clube espanhol. “Sempre falo para aqueles que falam que eu vou para o Real que talvez eles estejam certos, mas que no momento há coisas mais importantes na minha vida”, comentou ainda o meio-campista. “Sou parte de uma grande família aqui no PSG e de um projeto que já dura há cinco anos. Ainda estamos atrás de três ou quarto times na Europa, mas isso só serve como motivação. Aqui, os meios são para chegar no topo, e eu não me importaria de ficar aqui para me tornar capitão”.

Foto de Nathalia Perez

Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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