Europa

Van Persie ganha a missão de liderar a Holanda no Mundial

A Holanda está na Copa do Mundo. Uma campanha quase impecável classificou-a com duas rodadas de antecedência, mas isso não é novidade para a seleção que embalou 14 vitórias nas Eliminatórias Europeias entre 2005 e 2013. O desafio é repetir o futebol no Mundial do Brasil, ainda mais com uma geração envelhecida. Por isso, a responsabilidade sobre os ombros de Robin van Persie, está cada vez maior.

Wesley Sneijder, 29 anos, sofre com problemas físicos e está no futebol menos competitivo da Turquia. Rafael Van der Vaart, 30, foi do Real Madrid para o Tottenham e, agora no Hamburgo, também está longe do seu melhor. Arjen Robben, 29, não foi titular absoluto do Bayern de Munique na última temporada.

Dos principais nomes da equipe, Van Persie é o que está em melhor fase. Com a forma física em dia e sem as lesões que atrapalharam parte da sua carreira, o jogador de 30 anos foi artilheiro do Campeonato Inglês pelo Arsenal em 2011/12 e pelo Manchester United na temporada seguinte. A boa fase é positiva, mas aumenta a pressão de atuar bem na busca da Holanda pelo primeiro título desde 1988.

O vice-campeonato da Copa do Mundo de 2010 atenuou uma competição que teria sido desastrosa para o canhoto. Foi titular em todos os jogos, mas só ficou em campo até o fim na semifinal e na decisão. Marcou apenas um gol em sete partidas e teve que lidar com a pressão da mídia holandesa, que pedia mais chances para Klaas-Jan Huntelaar.

A Eurocopa de 2012 acabou sendo pior. Van Persie ao menos marcou, mas foi incapaz de evitar o vexame da seleção holandesa de Bert van Marwijk, que acabou eliminada na primeira fase com três derrotas, para Dinamarca, Alemanha e Portugal.

Agora sob o comando de Louis van Gaal, que se redimiu de não ter levado a Holanda ao Mundial de 2002, Van Persie está produtivo nas Eliminatórias e lidera a tabela de artilharia com oito gols ao lado do bósnio Edin Dzeko. Ele balançou as redes quatro vezes em quatro jogos pelo Manchester United, e seu começo de temporada no clube também é bom.

A Holanda de Johan Cruyff e Rinus Mitchel bateu na trave em 1974. Rob Resenbrink, Johan Neeskens e Jonny Rep também foram vice-campeões, quatro anos depois. Sneijder quase conseguiu na África do Sul, mas o gol de Andrés Iniesta, na prorrogação, colocou um ponto final no sonho do título mundial. A missão de Van Persie é ingrata.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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