Turquia reduz punições por manipulação de resultados

A Turquia aprovou neste sábado uma redução drástica nas punições para os envolvidos no esquema de manipulação de resultados no país, que abalou o futebol turco no início da temporada, com diversos dirigentes presos. O Fenerbahçe, campeão da temporada passada, perdeu a vaga na Liga dos Campeões por seu envolvimento.
Os legisladores do país aprovaram a mudança com ampla maioria, 284 votos a favor e apenas seis contra, além de uma abstenção. A sentença máxima para todos aqueles que forem considerados culpados por manipulação de resultados passa de 12 para três anos.
A medida também reduziu de cinco para três anos a pena máxima para quem for considerado culpado por atirar alguma coisa dentro de campo.
Se algumas medidas reduziram as punições, na questão do racismo a punição aumentou. Aqueles que forem considerados culpados por comportamento racista passarão a cumprir dois anos de prisão e não mais um ano, como estabelecido antes.
O presidente turco, Abdullah Gul, exerceu seu direito a veto. A questão ainda será discutida no país para ser aplicada.
Em julho, 31 pessoas foram detidas por suspeitas de participarem de um esquema de manipulação de resultados em 19 partidas do Campeonato Turco, da primeira e da segunda divisão. Os presidentes de Fenerbahçe e Besiktas foram presos no escândalo.
Aziz Yildrim, presidente do Fenerbahçe, ainda está atrás das grades. Segundo a imprensa local, o dirigente pode pegar até 147 anos de prisão por participar e articular diversos esquemas de manipulação de resultados.



