Sete números que ajudam a explicar a rodada na Europa
– O Arsenal precisa melhorar seu aproveitamento no ataque. A estreia dos Gunners na Premier League não foi ruim, especialmente na cadência de jogo. Com 70% de posse, os londrinos deram 662 passes no Emirates e acertaram 90,7%. E as chances de gol também apareceram, com 23 finalizações. Entretanto, apenas três delas foram ao gol. Podolski, escalado como centroavante, deu apenas dois chutes durante o jogo todo. Por outro lado, Cazorla deu assistências para sete finalizações, melhor da rodada, demonstrando que está afinado na armação.
– É bom prestar atenção no Everton neste início de Premier League. Os Toffees demonstraram potencial para incomodar, especialmente pela velocidade na transição. Mesmo com apenas 30% de posse de bola contra o Manchester United, a equipe de David Moyes conseguiu finalizar 18 vezes – com impressionante média de 12,7 passes a cada chute. Além disso, 72% dos arremates foram dados de dentro da área, o que mostra a capacidade de infiltração. Individualmente, o destaque foi Marouane Fellaini. Fazendo a ligação entre meio e ataque, o belga finalizou seis vezes e ganhou nove bolas pelo alto.
– O Liverpool tem que aumentar seu poder de marcação se quiser voltar às cabeças. Ainda se adaptando ao estilo de jogo de Brendan Rodgers, os Reds desarmaram apenas 15 vezes e conseguiram nove interceptações, entre os números mais baixos na rodada. Para piorar, deram espaços para o West Bromwich finalizar 18 vezes. Curiosamente, quem destoou individualmente foi um velho conhecido de Rodgers. Joe Allen desarmou três vezes, interceptou outras três e não errou nenhum dos 11 lançamentos que tentou.
– Yaya Touré e Tevez mantêm o protagonismo no Manchester City. Apesar dos apuros vividos contra o Southampton, a dupla segue com o poder de decisão já demonstrado na última temporada para garantir as vitórias. “Carlitos 2.0” comandou o ataque com seis finalizações, uma a cada nove bolas recebidas. Já o marfinense controlou o meio de campo, dando 130 passes, 13 lançamentos e quatro enfiadas de bola, além de uma assistência. E, desta vez, a dupla ganhou a companhia de Samir Nasri, que também fez a balança pesar aos Citizens com cinco assistências para finalização e 95% de aproveitamento nos passes.

– O Barcelona é o mesmo com Tito Vilanova. Não é a saída de Pep Guardiola que atrapalhará o estilo consagrado pelos blaugranas. Na goleada sobre a Real Sociedad, a equipe manteve 72% de posse de bola, com 765 passes e 92,3% de precisão. Xavi foi o grande mentor, acertando 122 dos 124 passes que tentou. Lionel Messi, por sua vez, segue letal. O argentino deu oito dos 18 chutes a gol do Barça, acertando quatro deles no alvo e dois nas redes. Ao seu lado, o principal garçom foi Cristian Tello, com duas assistências em quatro passes para finalização.
– Diego Alves merece ser observado na seleção. E não é de hoje que o goleiro justifica a reivindicação com suas atuações pelo Valencia. No domingo, o brasileiro foi o principal responsável por parar o Real Madrid no Bernabéu. Em 24 chutes contra sua meta, nove deles no alvo, e Diego conseguiu fazer oito defesas (melhor número da rodada), algumas de extrema dificuldade. No lance do gol, Higuaín só marcou com o arqueiro caído, depois de realizar dos milagres consecutivos.
– O Paris Saint-Germain não pode ficar na dependência de Ibrahimovic. Não com o elenco que tem. Durante a estreia da equipe na Ligue 1, contra o Lorient, o sueco deu oito chutes a gol (de um total de 20 de seu time) e viu seus companheiros investirem bastante no jogo aéreo, com 31 cruzamentos. Já neste domingo, Ibra não esteve em campo e o time inteiro do PSG finalizou sete vezes. Além disso, o total de cruzamentos caiu para 18. Não à toa, a equipe de Carlo Ancelotti não conseguiu sair do 0 a 0 no placar.



