Futebol europeu

Renovação suíça passa pela seleção sub-17

Estádio Nacional de Abuja, Nigéria. Quinze de Novembro de 2009. Suíça campeã mundial. Ao menos da categoria sub-17, feito inédito para o futebol helvético, que até então tinha como melhores resultados um título europeu sub-17 em 2002 (com Barnetta, Senderos e Reto Ziegler) e a semi-final no Europeu sub-21 também em 2002 (com Magnin, Grichting, Frei, Gygax e Eggimann). Sem contar que essa própria seleção já tinha sido vice-campeã, meses antes, do Europeu sub-17.

Depois de uma Copa do Mundo frustrante, quando estreou batendo a Espanha (única equipe a fazer isso em todo o torneio), para depois perder para o Chile e encerrar com um melancólico empate sem gols contra Honduras, a manutenção de Ottmar Hitzfeld ainda pode ser vista como um alento, já que estará em seus braços uma mudança de postura do futebol suíço, que defendeu demais, mas simplesmente não sabia sequer como se portar no ataque.

E é justamente no ataque onde está o jogador com o melhor horizonte daqueles que triunfaram na Nigéria. Nassim Ben Khalifa, Bola de Prata daquele torneio, e que foi vendido para o Wolfsburg nesta janela de transferências.

Em seu novo clube, Ben Khalifa terá uma competição com outro recém contratado, Mario Mandzukic, pela vaga no banco, mas tem futebol para ao menos figurar nas próximas convocações de Hitzfeld, já que Blaise N’Kufo não deve mais fazer parte dos planos para as Eliminatórias da Euro (num grupo com Inglaterra, Bulgária, Gales e Montenegro). Os titulares devem ser entre Frei, a observar a sua forma física, Derdiyok e Streller. Bunjaku, surge como uma outra opção.

Outros dois que conseguiram transferências foram o atacante Haris Seferovic, que em janeiro foi para a Fiorentina, onde começou no Primavera mas já fez algumas atuações na pré-temporada. E Pajtim Kasami, meia que saiu do Bellinzona para o Palermo, onde também já teve espaço na atual pré-temporada.

Lembrando, ainda, que Ben Khalifa e Seferovic ainda não jogaram pela seleção principal, e com isso, tem a opção de jogar por outras seleções, já que ambos tem pais imigrantes. Ben Khalifa tem ascendência tunisiana e Seferovic bósnia.

Mais três jogadores, que já estavam em clubes ingleses, merecem atenção, casos de Sead Hajrovic, do Arsenal, Benjamin Siegrist, do Aston Villa e Frederic Veseli, do Manchester City. Todos ainda nos seus respectivos Reserves. Outros campeões que vão disputar a Super League nesta temporada: Granit Xhaka, Janick Kamber (Basel); Oliver Buff, Ricardo Rodríguez (Zürich); Raphael Spiegel, Charyl Chappuis (Grasshopper).

Mas não é apenas essa geração que deve ganhar espaço na Nati. Outros nomes como os dos meias Xherdan Shaqiri, que estava nos 23 na África do Sul, e Valentin Stocker, destaque do Basel no último título da Super League, e do volante Fabian Lustenberger, do Hertha Berlin, podem aparecer nas eliminatórias. Esse sangue novo pode mudar a imagem do ferrolho suíço, talhada já na década de 30, e reforçada depois das duas últimas Copas.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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