Europa

Recuperado de uma cirurgia cardíaca, o árbitro Ovidiu Hategan recebeu uma bonita (e raríssima) homenagem dos torcedores no estádio

Ovidiu Hategan participou de sua primeira partida desde o ataque cardíaco e recebeu sonoros aplausos das arquibancadas

A temporada romena começou no último sábado, com a disputa da Supercopa da Romênia. Campeão inédito na Copa da Romênia, o Sepsi levou mais uma taça para casa e surpreendeu o Cluj, atual força dominante na Liga 1. Os alvirrubros venceram por 2 a 1, diante de 10 mil torcedores em Arad. A grande cena, entretanto, veio já depois da partida: o árbitro Ovidiu Hategan foi ovacionado ao receber a medalha por sua participação na decisão. Foi uma inusitada homenagem da torcida, mas belíssima, em reconhecimento ao profissional que sofreu um ataque cardíaco e retorna ao trabalho nesta temporada.

Hategan sofreu o ataque cardíaco em março, há pouco mais de três meses. O árbitro sentiu um desconforto no peito após realizar seu treino diário e se dirigiu ao hospital. Os exames apontaram um quadro de risco e ele passaria por uma cirurgia emergencial, para colocar um stent. Apesar da recuperação, ainda havia dúvidas se ele continuaria sua carreira como juiz, aos 41 anos.

A volta de Hategan aconteceu na Supercopa. Ele atuou como responsável pelo VAR, na primeira partida em que o recurso de vídeo foi usado no futebol romeno. E saiu homenageado do estádio. Quando seu nome foi anunciado para receber a medalha de participação, os torcedores gritaram mais alto e aplaudiram mais forte. O árbitro ficou claramente emocionado, contendo as lágrimas.

Hategan faz parte do quadro da Fifa e trabalhou nas duas últimas edições da Eurocopa. Outro momento marcante do romeno aconteceu em novembro de 2018, durante a partida entre Alemanha e Países Baixos pela Liga das Nações. Hategan soube no intervalo que sua mãe havia falecido e preferiu terminar o jogo. Ao final, seria consolado por Virgil van Dijk.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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