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Quem gosta da Liga Europa?

Torcedores do Fenerbahçe: eles gostam da Liga Europa

Surrada, maltratada, ignorada, desvalorizada. Escolha o termo. É assim, menosprezada, que a Liga Europa começa. Todo ano é a mesma coisa.

Não vou, mais uma vez, expor os motivos pelos quais gosto de futebol bem ou mal jogado, no Brasil ou na China, defensivo ou ofensivo.

A Liga Europa reúne times fracos e times ótimos. Péssimos jogadores e craques. Jogos bons e jogos ruins. Não é, nem de longe, o segundo torneio mais importante de clubes do continente europeu. Fica atrás de alguns campeonatos nacionais.

Diferentemente dos poderosos, equipes da “periferia” veem o torneio como a oportunidade de se sentirem grandes. De se rebelarem diante dos opressores. Já italianos, ingleses e outros não veem a hora de a eliminação chegar, ignorando muitas vezes um negócio chamado Ranking de Coeficientes da Uefa…

Mas mesmo assim gosto demais da Liga Europa. E gosto porque futebol não é só bola rolando (putz, tinha dito que não iria novamente “expor os motivos pelos quais gosto de futebol…”, mas agora já era).

Uma partida no estádio Sükrü Saracoglu é muito maior do que o conceito de um jogo. É uma ode ao esporte, uma demonstração fervorosa de amor por uma entidade esportiva. A presença do Hapoel Kiryat Shmona em San Mamés, time de Israel no País Basco, é um fato histórico, marcante. Um confronto entre Partizan Belgrado e Neftçi remete a muitas pesquisas envolvendo a história dos clubes e a formação de seus países.

Futebol é muito mais do que uma bola e 22 homens correndo atrás dela. Vai muito além de um gol, de um drible. Futebol é vida, e a vida é enorme.

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