Quem ficará com as últimas vagas? Um mini-guia da repescagem da Euro 2016
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Em menos de uma semana, enfim, a Euro 2016 conhecerá todos os seus 24 participantes. Restam quatro vagas, decididas nos duelos da repescagem espalhados entre esta quinta e a terça-feira da próxima semana. Confrontos que primam justamente pelo equilíbrio, já que a maioria das seleções tarimbadas do continente está garantida no torneio da França. E justamente esta falta de grandes forças é o que garante a imprevisibilidade nas partidas.
O jogo mais interessante reúne camisas pesadas e rivais: Suécia e Dinamarca não vivem os seus melhores momentos, mas prometem um grande clássico escandinavo. Bósnia e Irlanda oscilaram nos últimos anos, dependendo bastante de seus destaques individuais no encontro. Noruega x Hungria, por sua vez, carrega consigo uma dose de nostalgia, entre equipes que estão há um tempo razoável distante das competições internacionais, e que contam com elencos homogêneos, sem craques. Por fim, a Ucrânia talvez seja quem mais se destaque como favorita nos confrontos, embora a Eslovênia tenha o costume de surpreender.
Abaixo, uma prévia de cada um dos quatro duelos, com os destaques das seleções. Quais a suas apostas? Confira os detalhes:
Suécia x Dinamarca
Sábado, 14 de novembro, na Friends Arena (Solna)
Terça, 17 de novembro, no Estádio Parken (Copenhague)
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Suécia
A campanha: Os principais nomes do elenco sueco estão envelhecidos, enquanto há uma lacuna mal preenchida pelas novas gerações. E o resultado disso foi um desempenho aquém do esperado nas Eliminatórias. O time fez sua parte contra as seleções mais fracas da chave, mas só conquistou um ponto contra Rússia e Áustria. O pior veio na goleada que os suecos tomaram em casa para os austríacos, quando a equipe demonstrou uma impotência enorme.
O cara: Resposta meio óbvia, não? Zlatan Ibrahimovic pode não passar por seu melhor momento, mas segue sendo o dono do time. E o atacante terá uma de suas últimas oportunidades de participar de um torneio com a seleção sueca. Caso a classificação venha, será a quarta participação consecutiva do artilheiro. Ibra foi o artilheiro do time na fase de classificação, marcando oito dos 15 gols.
Histórico na Euro: Estreante em 1992, quando sediou o torneio, a Suécia se estabeleceu como uma das seleções mais frequentes da Eurocopa a partir de então. A única ausência aconteceu em 1996, embora só duas vezes o time tenha passado da fase de grupos. A classificação em 2016 pode marcar a despedida de alguns nomes de uma de suas melhores gerações, incluindo Ibrahimovic, Isaksson e Källström.
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Dinamarca
A campanha: Na chave com um concorrente a menos, a Dinamarca não conseguiu competir com Portugal e Albânia, ficando a dois pontos da classificação. O pecado dos nórdicos esteve principalmente nos confrontos diretos, com duas derrotas para os lusos e dois empates com os albaneses. Além disso, a solidez da defesa foi descompensada pelos problemas do ataque, que teve média de apenas um gol por partida.
O cara: Christian Eriksen é a grande referência técnica dos dinamarqueses atualmente. O meio-campista do Tottenham manda em um ataque cujas principais apostas deverão se firmar apenas dentro de alguns anos, como Viktor Fischer e Yussuf Poulsen. Assim, cabe ao camisa 10 ser a grande fonte criativa para Nicklas Bendter mais à frente. Outro que pode se destacar é Michael Krohn-Dehli, vivendo excelente momento com o Sevilla.
Histórico na Euro: Figurinha carimbada no torneio desde os tempos de “Dinamáquina”, o país só se ausentou em uma das últimas sete edições – incluindo aí o título de 1992, quando curiosamente se classificou apenas depois da exclusão da Iugoslávia. Boa parte do time atual esteve presente em 2012, quando os dinamarqueses deram o azar de cair no mesmo grupo de Alemanha, Portugal e Holanda. Terminaram em terceiro, batendo os holandeses.
Bósnia x Irlanda
Sexta, 13 de novembro, no Estádio Bilino Polje (Zenica)
Segunda, 16 de novembro, no Estádio Aviva (Dublin)
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Bósnia
A campanha: Diante da ascensão de Bélgica e Gales, os bósnios passaram sufoco para cavar um lugar na repescagem, mesmo contando com a base que foi à última Copa do Mundo. Até os últimos momentos a equipe sofreu com a ameaça de Israel e do Chipre. E muito por sua própria incompetência no início da campanha, perdendo em casa para os cipriotas. No entanto, os balcânicos cresceram na reta final, vencendo os galeses e a revanche dramática contra os cipriotas na rodada final, em Nicósia.
O cara: O peso de Edin Dzeko no ataque é enorme. Entretanto, o melhor jogador bósnio em atividade no momento é Miralem Pjanic. O meio-campista vem jogando o fino na Roma, ditando o ritmo do time e ainda marcando golaços de falta. Deverá ajudar bastante o centroavante, agora seu companheiro também no clube. Na primeira fase das Eliminatórias, Dzeko balançou as redes sete vezes.
Histórico na Euro: Estreante na Copa do Mundo de 2014, a Bósnia nunca esteve presente na Euro. Disputou as últimas cinco edições das Eliminatórias, e o mais perto que chegou foi com a atual geração, em 2012. Os bósnios caíram na repescagem, tomando uma sacolada de Portugal. Depois do empate sem gols na ida, tomaram de 6 a 2 em Lisboa. A vaga desta vez seria a afirmação do ótimo elenco.
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Irlanda
A campanha: Em uma chave com Alemanha e Polônia, a Irlanda sabia desde o início que não teria vida fácil. E primou principalmente pelos pontos roubados dos atuais campeões do mundo. Depois de arrancar o empate em Gelsenkirchen, a equipe conquistou uma histórica vitória sobre os germânicos no reencontro em Dublin. Porém, os irlandeses derraparam nos duelos contra os poloneses. E, pior, tropeçaram duas vezes contra a Escócia, o que custou pontos vitais e por pouco não deu chances nem na repescagem.
O cara: A idade depõe contra, mas não a forma. Aos 35 anos, Robbie Keane continua sendo a principal referência dos irlandeses em campo. O atacante marcou cinco gols na campanha das Eliminatórias e segue em alta, especialmente pela maneira como tem jogado no Los Angeles Galaxy. E tem companhias de valor na linha ofensiva, sobretudo Shane Long e Jonathan Walters.
Histórico na Euro: Ao contrário do que aconteceu nas Copas do Mundo, as participações da Irlanda na Euro são mais raras. A estreia aconteceu em 1988 e o time voltou a marcar presença em 2012, com vários veteranos do time atual. Só não deu para chegar tão longe assim, em chave que também contava com as finalistas Espanha e Itália.
Noruega x Hungria
Quinta, 12 de novembro, no Estádio Ullevaal (Oslo)
Domingo, 15 de novembro, na Groupama Arena (Budapeste)
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Noruega
A campanha: Por dois pontos, os noruegueses não conseguiram roubar a segunda vaga da Croácia, no grupo que ainda tinha a Itália. As duas derrotas contra a Azzurra pesaram contra os noruegueses, mas os pontos mais lamentados foram desperdiçados no empate sem gols contra o Azerbaijão dentro de casa. Além disso, os muitos gols sofridos pela defesa também atrapalharam, cinco apenas na visita aos croatas em Zagreb.
O cara: Em um elenco cheio de jogadores jovens, os noruegueses carecem de nomes de peso nos principais clubes da Europa. Mas possuem promessas interessantes. Uma das melhores é Stefan Johansen, meio-campista de 24 anos. O jogador do Celtic foi eleito o craque das duas últimas edições do Campeonato Escocês, sendo uma arma importante nas bolas paradas.
Histórico na Euro: O time que colocou a Noruega no mapa do futebol nos anos 1990 também buscou a classificação para a Euro de 2000, a única do país até hoje. Deu para fazer um papel digno, apesar da eliminação na primeira fase, caindo apenas nos critérios de desempate para a Iugoslávia. Entretanto, era uma geração muito superior à atual.
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Hungria
A campanha: A Hungria tinha a vaga direta ao melhor terceiro colocado até o final do jogo da Turquia, quando Selçuk Inan mudou o destino de sua seleção com um belo gol de falta. Em um grupo equilibrado, os húngaros não foram bem nos confrontos diretos com Irlanda do Norte e Romênia. E também deram a maioria dos pontos para a lanterna Grécia, que conquistou sua única vitória na visita dos magiares a Pireu.
O cara: A Hungria passa longe de ter uma de suas gerações mais talentosas. Não à toa, alguns veteranos seguem intocáveis no time. O goleiro é Gábor Király, aos 39 anos. Já no meio de campo, Zoltán Gera verga a camisa 10. O jogador de 36 anos, rodado no futebol inglês, dá um toque importante de qualidade técnica e experiência à equipe. Algo que pode pesar justamente em um elenco no qual a tarimba internacional é bastante limitada.
Histórico na Euro: É preciso voltar aos tempos de Ferenc Bene e Florian Albert para lembrar da última vez que os húngaros estiveram na Eurocopa. As duas únicas classificações aconteceram em 1964 e 1972, época em que o país seguia como uma potência no futebol, mesmo com o número de participantes no torneio sendo limitado. Desde então, só decepções, com direito até a uma derrota para Malta nas Eliminatórias de 2008.
Ucrânia x Eslovênia
Sábado, 14 de novembro, na Arena Lviv (Lviv)
Terça, 17 de novembro, no Estádio Ljudski vrt (Maribor)
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Ucrânia
A campanha: A derrocada da Ucrânia começou na primeira rodada. A derrota para a Eslováquia em Kiev custou justamente os três pontos que os separaram do segundo colocado. E o time até fez sua parte no restante da campanha, batendo os adversários mais fracos e só sofrendo outras derrotas contra a Espanha. Contudo, na chance de revanche em Zilina, só um empate sem gols contra os eslovacos. Destaque para a defesa, que sofreu apenas quatro gols.
O cara: Se o Sevilla viveu bons momentos neste início de temporada oscilante, muito se deve a Yevhen Konoplyanka. O meia vem sendo o protagonista dos andaluzes, sem sentir o peso de jogar em uma liga maior depois de deixar o Dnipro. Veloz e excelente pelas pontas, ajuda um setor ofensivo de qualidade, que também conta com Andriy Yarmolenko como boa referência.
Histórico na Euro: Sede da última edição, a Ucrânia só esteve presente na Eurocopa daquela vez. Em campo, nunca conseguiu a classificação. Nas quatro vezes em que tentou, só em uma conseguiu chegar à repescagem. E, mesmo assim, perdeu o bonde de sua grande geração ao perder justamente para a Eslovênia em 2000.
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Eslovênia
A campanha: Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno. A Eslovênia não tinha potencial para competir com Inglaterra ou Suíça, mas se manteve acima de Estônia, Lituânia e San Marino. E, mesmo assim, passou por alguns apuros, tropeçando duas vezes contra os bálticos. Pelo menos o triunfo em casa contra os suíços ajudou a manter distância sobre os concorrentes mais fracos da chave.
O cara: Impossível falar sobre as chances da Eslovênia sem apontar para Samir Handanovic. O goleiro vem sendo um dos melhores de sua posição no futebol italiano há um bom tempo. E, como se isso não bastasse, a fase atual na Internazionale é excelente. Segura as pontas em uma seleção mediana, deixando a boa opção de Jan Oblak no banco. Já na linha, o nome para resolver é Josip Ilicic, um dos destaques da Fiorentina na temporada.
Histórico na Euro: Antes de chegar as duas Copas do Mundo, a Eslovênia emplacou primeiro na Euro, disputando a sua única edição em 2000, depois de eliminar a Ucrânia na repescagem. Porém, o time estrelado por Zahovic estava longe de fazer frente aos concorrentes. No máximo, arrancou o empate por 3 a 3 com a Iugoslávia, graças a dois gols de seu craque.