Europa

Quão ruim precisa ser para tomar 36 a 0 de um clube estoniano?

Quando o seu time estiver fazendo aquela partida sofrível, prestes a ser derrotado de forma vexatória, lembre que sempre pode ser pior. Porque a alguns milhares de quilômetros de distância existe um clube tão ruim que foi goleado por 36 a 0 em uma partida de Copa da Estônia. Esse clube é o Virtsu Jalgpalliklubi, de uma cidade com aproximadamente 500 habitantes. O algoz foi o Infonet, quinto colocado da primeira divisão do futebol estoniano.

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Nem sabíamos que um clube da Estônia, o 13º pior país da Europa no ranking da Fifa, conseguia marcar 36 gols, mas dificilmente uma partida a sério pode ter um placar muito maior do que esse. A média é quase de um gol a cada dois minutos. Os jogadores do time vencedor teriam que ser praticamente impecáveis nos passes e nas finalizações para fazer mais do que 36 gols em 90 minutos. Isso porque o primeiro tempo terminou apenas 13 a 0, e 23 tentos saíram na etapa final.

O placar igualou a goleada do Arbroath sobre o Ben Accord, pela Copa da Escócia de 1885, mas, segundo a BBC, ainda está longe do recorde de 149 a 0 que o Adema, de Madagascar, impôs ao Olympique L’Emyrne, em 2002, partida que claramente foi uma baita de uma entregada.

No mesmo final de semana, pela Copa da Estônia, houve outras duas goleadas retumbantes: o Kuressaare enfiou 20 a 0 no Rapla Lokomotiv, e o Trans Narva venceu o Eestimaa Kasakad por 14 a 0. Mas nada perto da derrota do Virtsu Jalgpalliklubi, o novo candidato a pior time do mundo.

O Virtsu, coitado, entrou para a história, mas não está achando tão ruim assim. Ao contrário, comemorou que está virando notícia ao redor do mundo e o crescimento de acessos ao seu site oficial. É, de fato, um jeito de pegar esses 36 limões e fazer uma limonada.

infonet x virtsu

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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