Portugueses do Chelsea serão inimigos íntimos do Benfica
Desde a chegada de José Mourinho ao Chelsea, em 2004-05, os Blues estreitaram suas relações com o mercado português. Foram muitas as contratações vindas de clubes lusitanos, em especial o Porto, base da equipe que Mou construiu nos quatro anos em que esteve no Stamford Bridge. Se hoje uma parte de Londres é voltada para a cultura lusófona, isso certamente é responsabilidade de Mourinho.
Ao todo, desde 2004, o Chelsea já teve em seu elenco os tugas Ricardo Carvalho, Nuno Morais, Paulo Ferreira, Maniche, Tiago, Hilário, Bosingwa, Quaresma, Deco e Raul Meireles.
Nesse intervalo sem Mourinho os azuis tiveram sérios problemas com o padrão de jogo, certamente não era um problema de comunicação, visto que os lusos estavam em bom número dentro do vestiário. Nem todos eles vingaram por lá, é verdade.
Maniche teve problemas para se estabelecer onde passou, Quaresma ainda tenta desfilar um bom futebol, Hilário virou o eterno reserva que nunca tem chances, Nuno Morais ainda é quase anônimo e Paulo Ferreira sumiu do mapa com atuações desastrosas.
Quase sempre os Blues investiram em jogadores vindos do Porto. A exceção veio apenas com Nuno Morais e Tiago, de Marítimo e Benfica, respectivamente. Se costumeiramente os portistas tomavam conta, hoje os reforços de Ramires e David Luiz (ex-Benfica) podem ajudar muito no objetivo de conquistar mais uma vez a Europa.
Inimigos íntimos dos Encarnados, os brasileiros conhecem os atalhos na formação de Jorge Jesus, que tem em mãos um time entrosado e que joga junto há tempos. Não que o Chelsea vá precisar, já que dispõe de um plantel bem superior e o hábito de chegar longe em competições europeias.
Portugal contribuiu muito para que os Blues se tornassem uma potência internacional. Mas nesse caso, a gratidão poderá vir em forma de vitória em cima de um dos grandes lusitanos.



