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Portugal chega à sexta Euro seguida e reforça posição como potência na competição

Com a vitória por 1 a 0 sobre a Dinamarca, nesta quinta-feira, Portugal garantiu com um jogo de antecedência a sua vaga na Eurocopa de 2016, na França. Será a sexta participação consecutiva dos portugueses na competição, e, embora ainda falte o título, as campanhas têm sido boas, e a confirmação de mais uma presença nos empurra a constatação: o país já se consolidou como uma das potências da Euro.

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A seleção portuguesa perdeu sua grande oportunidade de conquistar um título relevante em 2004, quando sediou a Eurocopa, fez ótima campanha sob o comando de Felipão, mas, mesmo empurrada pela torcida em casa, acabou derrotada para a Grécia de Charisteas e Nikopolidis na decisão no Estádio da Luz. Mas, para vencer um torneio de mata-mata, um passo básico é estar constantemente nele, e os portugueses têm conseguido isso.

Mais do que estar presente nas últimas cinco Eurocopas, as campanhas mais recentes de Portugal têm sido boas. Em 2012, passou por um grupo difícil que tinha Alemanha e Holanda. Chegou à semifinal e caiu diante da Espanha, que acabaria ficando, em derrota bastante contestada pelos Tugas. Em 2008, os portugueses lideraram sua chave, que tinha também Suíça, Turquia e República Tcheca. Deram o azar de pegar a forte Alemanha, que chegaria à decisão, e acabou eliminada com a derrota por 3 a 2 em um jogo acirrado.

A participação anterior foi a do vice-campeonato em casa, e, em 2000, tiveram 100% de aproveitamento em um grupo que contava com as fortes Alemanha, Romênia e Inglaterra, esta inclusive a anfitriã, e acabaram eliminados apenas na semifinal para a França, então detentora do título da Copa e que ficaria também com a taça daquela Euro.

Você pode ver as campanhas portuguesas como uma série de fracassos pelo fato de o título nunca ter sido alcançado, mas não dá para negar que a regularidade com que Portugal chega bem, com um time competitivo, às disputas de Euro pode ser um sinal de que a conquista pode estar em fase de amadurecimento. Cascuda e com Cristiano Ronaldo talvez em seu último torneio pela seleção ainda no auge de sua forma física, a seleção lusitana pode ser vista como uma das que correm por fora em busca da taça na França.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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