Perspectivas para a Euro
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Croácia, Romênia, Polônia e República Tcheca. Nesta ordem, são as equipes do Leste Europeu mais bem cotadas para a próxima Eurocopa, que começa neste sábado. Cada uma tem suas peculiaridades e obstáculos pelo caminho, portanto, uma breve análise de cada uma.
A imprensa européia é quase unânime em afirmar que a Euro é mais difícil do que a Copa do Mundo. E realmente não é complicado afirmar isso. Basta olhar as 16 seleções participantes e comparar com equipes como Arábia Saudita, Togo, Irã…
Por isso, o nível das equipes está extremamente equilibrado, e apontar uma única favorita é das tarefas mais complicadas. Ainda mais se tratando de uma competição que tem uma zebra como a Grécia, detentora do título.
No Grupo B, a seleção croata chega para a disputa da Euro com o moral alto e resultados que comprovam sua força. A equipe se classificou com autoridade, deixando de fora os ingleses. O técnico Slaven Bilic tem o time nas mãos e gosta de atuar com uma formação ofensiva, que prioriza os talentos de sua equipe.
Por sinal, esse é outro diferencial da Croácia nesta Euro. Após a geração de 1998, que terminou em terceiro lugar no Mundial, esta é a safra de atletas mais talentosa do país. O grande destaque é o meia Luka Modric, contratado há algumas semanas pelo Tottenham. Além dele, jogadores experientes, como o goleiro Stipe Pletikosa, completam esse forte elenco, que, no entanto, vai sentir muito a falta de Eduardo da Silva na frente.
A Croácia caiu em um grupo teoricamente tranqüilo: a Alemanha vai ficar com a primeira vaga, mas a briga pela segunda é sossegada, contra poloneses e austríacos. Daí em diante, as semifinais são um sonho totalmente alcançável.
Como a Polônia entrou na pauta, vamos ao assunto. A equipe não tem grandes nomes, mas é um time consistente, com bons jogadores e um treinador experiente – Leo Beenhakker. Na frente estão os dois maiores talentos, os atacantes Smolarek e Zurawski. No gol também há a segurança de Boruc.
Porém, como já foi ressaltado, não deve ser um adversário páreo para alemães e croatas. Passar da primeira fase seria uma surpresa.
Os classificados do Grupo B encaram os que passarem do A, onde está a República Tcheca. Apesar de ser uma seleção com “nome”, os tchecos estão longe de sua melhor forma.
Desfalques (Rosicky) e aposentadorias (Nedved) enfraqueceram demais a equipe comandada por Karel Bruckner. Some a isso seu ataque fraco e quase inexistente, com Koller e Baros, e a República Tcheca terá uma dura missão contra Suíça, Portugal e Turquia.
Do outro lado da chave está a forte seleção romena, mais especificamente no Grupo C. Contra Itália, França e Holanda, é natural apontar a Romênia como o azarão da chave, no entanto, alguns fatores importantes levam a crer em uma classificação da equipe.
Os campeões mundiais e os vices, italianos e franceses, não vivem momentos espetaculares. Além disso, seus treinadores têm sido bastante questionados devido a algumas escolhas nas convocações. Além disso, os holandeses enfrentaram os romenos duas vezes nas eliminatórias: um empate e uma derrota.
No entanto, o mais importante a ser ressaltado é a força dessa equipe liderada pelo técnico Victor Piturca. Há tempos a Romênia não tinha um time com tantos talentos, como Nicolae Dica, Chivu, Mutu e Marica, e não se classificava para uma grande competição – a última havia sido a Euro de 2000. Os romenos, sem dúvida, podem ser a surpresa da competição.
Enfim, previsões são previsões, ou seja, podem ir por água abaixo logo na primeira rodada. Que venha então a Euro 2008.