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O EuroCelta vive! Em noite dramática na Ucrânia, Celta elimina o Shakhtar na prorrogação

Nesta temporada, o Celta voltou a disputar as competições continentais depois de uma década afastado. Teve bom desempenho na fase de grupos da Liga Europa, apesar da segunda colocação, sobrevivendo em uma chave que também contava com Ajax, Panathinaikos e Standard Liège. Nos 16-avos de final, encarou uma pedreira imensa, diante do Shakhtar Donetsk, dono da melhor campanha na etapa anterior. E, apesar da derrota por 1 a 0 em Balaídos, os galegos sobreviveram ao duelo na Ucrânia. Anotaram um gol salvador aos 46 do segundo tempo, para sacramentar a classificação às oitavas na prorrogação, com a vitória por 2 a 0 em Kharkiv. Heroico.

O jogo parecia estar nas mãos do Shakhtar. Os anfitriões eram mais agressivos e desperdiçaram boas oportunidades de sair em vantagem no primeiro tempo. Pagariam caro por isso. O Celta cresceu principalmente a partir dos 15 minutos da etapa complementar. Esperança aumentou, mas começou a se esvair. Até que, nos últimos suspiros, surgiu a oportunidade de alcançar a vitória. Em um lance polêmico, no qual John Guidetti se jogou na área, o árbitro assinalou o pênalti. Na cobrança, Iago Aspas estufou as redes e garantiu mais 30 minutos ao confronto.

Já na tensa prorrogação, o Celta garantiu o triunfo no segundo tempo. Jozabed cobrou escanteio em direção à primeira trave e o argentino Gustavo Cabral se antecipou, desviando de cabeça. Cansado, o Shakhtar fez pouco para descontar, quando precisava de dois gols para buscar a classificação. Esta foi a primeira derrota dos ucranianos como mandantes desde maio.

Apesar do erro de arbitragem, o resultado premia o grande trabalho feito pelo Celta de Eduardo Berizzo. Ao longo das últimas temporadas, os galegos demonstram uma veia copeira, sem temer camisas pesadas e conquistando ótimos resultados. A eliminação para o Alavés na semifinal da Copa do Rei, depois de derrubar o Real Madrid, foi um duro golpe em Balaídos. Contudo, o resultado desta quinta serve para ratificar o desempenho do time. E para relembrar os tempos em que o velho EuroCelta, na virada do século, fazia sucesso na antiga Copa da Uefa, chegando três vezes às quartas de final.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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