Europa

O belo drible de Martial na assistência para Lacazette já valeu o ingresso em Alemanha 2×2 França

Alemanha e França fizeram um dos grandes jogos da Data Fifa. O clássico entre duas seleções que prometem bastante rumo à Copa do Mundo aconteceu no Estádio Rhein-Energie, em Colônia. E embora jogassem em casa, os alemães tiveram dificuldades contra os franceses. Os Bleus estiveram em vantagem no placar por duas vezes, mas acabaram cedendo o empate por 2 a 2 nos acréscimos do segundo tempo. Noite em que o destaque acabou sendo Alexandre Lacazette, escolhido por Didier Deschamps para comandar o ataque, deixando Antoine Griezmann no banco. O camisa 10 retribuiu com dois gols. Ainda assim, o artilheiro deve bastante a Anthony Martial, pela maneira espetacular como o companheiro criou o primeiro tento.

Com uma linha de frente formada por Martial, Lacazette e Mbappé, a França saiu em vantagem aos 34 minutos. Jogadaça coletiva dos Bleus, em que a bola circulou ao redor da área alemã, até chegar ao pé de Martial. Então aconteceu o lance impressionante: o ponta deixou Niklas Süle no chão, com um drible desconcertante, antes de passar para Lacazette apenas escorar. Fantasia pura do camisa 20, que ganha uma merecida chance por aquilo que vem produzindo no Manchester United.

O empate da Alemanha só veio no início do segundo tempo. Em contra-ataque, Mesut Özil lançou Timo Werner, que deixou a marcação para trás e finalizou por entre as pernas de Steve Mandanda. A alegria, porém, não duraria muito. A França retomou a vantagem 15 minutos depois. Corentin Tolisso limpou os trilhos no meio e passou para Mbappé, que enfiou a bola para Lacazette fuzilar. Por fim, o Nationalelf persistiria até os acréscimos para igualar. Mais um vez Özil fez o serviço, com um passe de três dedos para Mario Götze, de volta à seleção. O herói da final de 2014 pensou rápido e ajeitou de primeira para Lars Stindl finalizar. O tento ajudou os alemães a fecharem o ano invictos, o que não acontecia desde 1997.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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