Liga Europa

A retranca do West Ham quase parou o Leverkusen, que, de novo, marca no fim e vence

Leverkusen sofre com 'ônibus estacionado', mas supera West Ham

Não foi um dia fácil para os torcedores na Bay Arena. O Bayer Leverkusen tentou de toda forma furar a retranca adversária, pecava nas finalizações e, quando acertava, Lukasz Fabianski aparecia para defender. Mas estamos falando de um dos mais sensacionais times da Europa nesta temporada, que não desiste, e aos 37 minutos do segundo tempo, após duas dezenas de chutes, o zero finalmente saiu do placar nesta quinta-feira (11).

Em cobrança de escanteio, Alejandro Grimaldo levantou na segunda trave, onde Jonathan Tah desviou de cabeça e Victor Boniface chutou em cima da marcação. A bola sobrou bonitinha para Jonas Hofmann, que saiu do banco instantes antes, bater de primeira e abrir o placar. Depois, o artilheiro foi assistente: levantou na área e Boniface, outro reserva, confirmar a vantagem de dois gols dos Aspirinas na ida das quartas de final da Liga Europa. A volta acontece já na próxima quinta (18), no London Stadium.

O Leverkusen segue invicto na temporada 2024, agora com 37 vitórias e 5 empates.

O embate tático entre alemães e ingleses

Como parar um dos mais fantásticos times da Europa? Para David Moyes é montar uma belíssima retranca, como fez hoje ao colocar uma linha de cinco para combater os cinco “atacantes” do adversário. Ainda tinha outra linha, bem compacta com a defesa, com quatro meio-campistas. Apenas o centroavante Michail Antonio ficava mais avançado.

O Leverkusen não inovou na forma de jogar. Saída de bola com os três zagueiros, dois volantes bem próximos, Wirtz flutuando na entrelinha com a presença de Alejandro Grimaldo ou Amine Adli – se um ficava por dentro, o outro dava amplitude pela esquerda, e Jeremie Frimpong exercia essa função à direita. Como centroavante, Patrik Schick, como de praxe, participava de várias maneiras, seja com pivôs, apoio ao meio e lados do campo ou controlando a profundidade no meio da zaga rival.

Fabianski coloca 1º tempo no bolso

As estatísticas no futebol normalmente não contam nada se não há contexto na análise. Para quem viu o primeiro tempo entre Leverkusen e West Ham, entende que as 18 finalizações contra uma dos alemães, que também tiveram 76%, contam perfeitamente o que foi a partida. O time da casa tentou de tudo: com paciência, pelo lado, mais veloz, por dentro, bolas na área, enfim. Não deu.

Seja por uma pontaria que falhou ou, principalmente, pela atuação de Fabianski, os Aspirinas não abriram o placar por pouco. Foram só quatro chutes certos, mas o goleiro polonês brilhou em cada intervenção. Na primeira, segurança para encaixar um desvio de letra de Schick após conclusão torta de Josip Stanisic. Na sequência, voou para espalmar chute colocado de Adli, com movimento parecido que fez para se esticar todo e evitar gol de Grimaldo de longe. No fim, a defesa mais espetacular: um desvio com a ponta da mão após finalização cruzada de Schick.

Os Hammers, por vezes com incríveis 11 jogadores da área para se defender, quase não atacaram. Nos raros momentos que tinham a bola, só faziam duas coisas: aguardar para sofrer uma falta e segurar um pouco o adversário ou tentar verticalizar com Antonio. Em uma escapada pela esquerda, o centroavante mostrou sua velocidade e disparou. Quando invadiu a área, cruzou para Mohamed Kudus chutar no meio do gol. A única tentativa dos ingleses. Poderiam ter sido dois chutes no momento que Antonio, sozinho no meio-campo, chapelou dois rivais, foi, aos trancos e barrancos, e cruzou para Paquetá. No entanto, Stanisic tirou.

Leverkusen volta pior e só melhora com alterações

Foi um começo de segundo tempo péssimo. Em 20 minutos, o único chute foi uma fraca tentativa de Frimpong. O Leverkusen estava lento e pouco eficaz. Xabi Alonso entendeu isso e, a partir de duas janelas de trocas, aos 25 e 30, as coisas mudaram. Primeiro, Fabianski, de novo, brilhou em cabeçada perigosa de Schick até o gol de Hofmann aos 37.

Nos minutos finais, Tah tentou três vezes após bola jogada na área e foi parado de todas as formas: bloqueado pela defesa antes de chegar no goleiro, Soucek tirou em cima da linha e depois o zagueiro isolou. Um lance que ilustra como foi boa parte do jogo. Mas, no fim, deu bom para os Aspirinas, sempre insistentes.

Os números da temporada perfeita do Leverkusen

  • 42 jogos, 37 vitórias e 5 empates;
  • 118 gols marcados e 31 sofridos;
  • Líder da Bundesliga com 13 pontos de vantagem para o segundo, na final da Copa da Alemanha e em vantagem nas quartas da Liga Europa.
Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius é nascido e criado em São Paulo e jornalista formado pela Universidade Paulista (UNIP). Escreveu sobre futebol nacional e internacional no Yahoo e na Premier League Brasil, além de eSports no The Clutch. Além disso, atuou como assessor de imprensa no setor público e privado.
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