Liga Europa

United administrou larga vantagem com tranquilidade diante de uma Real Sociedad que não ofereceu desafio

Depois de aplicar uma goleada por 4 a 0 como visitante na partida de ida, o Manchester United precisaria de uma atuação desastrosa diante da Real Sociedad nesta quinta-feira (25) para ver a vantagem revertida – ou então de uma noite inspirada do adversário. Nenhum desses cenários se concretizou. Apesar de um bom e movimentado primeiro tempo, as duas equipes não saíram do 0 a 0 no Old Trafford, e os Red Devils avançaram às oitavas de final da Liga Europa.

Ainda no início do jogo, a Real Sociedad teve excelente oportunidade de começar a sonhar com uma reação. Aos 12 minutos, Daniel James foi imprudente ao derrubar Gorosabel dentro da área com uma carga às costas do adversário, e o pênalti foi assinalado. Na cobrança, Oyarzabal foi infeliz e isolou a bola, à direita do gol defendido por Dean Henderson.

Os bascos tiveram outra boa chance de abrir o placar aos 15 minutos: Oyarzabal cruzou baixo para Isak, mas Lindelöf deu um carrinho providencial no último instante para impedir que a bola chegasse para a finalização fácil de Isak.

O Manchester United respondeu aos 24 minutos com Bruno Fernandes. Greenwood passou em profundidade para a penetração de Fred na área, o brasileiro driblou o goleiro Remiro e, sem ângulo para a finalização, tocou para trás. Fernandes, de primeira, acertou um bonito chute, mas carimbou o travessão.

Em mais uma jogada de brilho do português, o United esteve perto de marcar aos 36 minutos. Da intermediária, o meia encontrou James na área com uma bola cavada cheia de classe, e o galês cabeceou para boa defesa de Remiro.

Observando o ritmo do jogo e a improbabilidade de reação da Real Sociedad, Solskjaer voltou para o segundo tempo com três alterações, poupando jogadores importantes: Tuanzebe, Williams e Rashford entraram nas vagas de Fred, Wan-Bissaka e Bruno Fernandes. Do lado dos visitantes, Imanol Alguacil trocou Oyarzabal e Isak por Barrenetxea e Portu.

Na melhor oportunidade válida do United na segunda etapa, ainda aos três minutos, Rashford cobrou falta de longa distância, colocou um efeito impressionante na bola e ficou a centímetros de marcar, mandando a bola à esquerda do gol de Remiro, que ficou plantado do outro lado da meta.

O mais próximo que a Real Sociedad chegou do gol foi também no início do segundo tempo, aos cinco minutos. Após cobrança de falta levantada na área, a defesa do United afastou, e Sagnan, na sobra do lance, acertou o travessão de Henderson.

O Manchester United chegou a balançar a rede e comemorar seu gol aos 18 minutos da etapa final, em cabeçada forte de Tuanzebe após escanteio cobrado por Alex Telles, mas uma falta de Lindelöf na disputa pelo alto acabou por invalidar o lance, revisto no VAR.

Solskjaer, que na última semana havia dado a Amad Diallo, de 18 anos, e Shola Shoretire, de 17, suas estreias no time principal, colocou a dupla em campo novamente. O marfinense entrou aos 14 no lugar de James, enquanto o inglês substituiu Greenwood já aos 31. Exceto por alguns lances de habilidade de Diallo pela ponta direita, os garotos não conseguiram tirar grande proveito da oportunidade, diante de 30 minutos de domínio da posse de bola por parte da Real Sociedad na parte final do duelo.

Apenas uma tragédia e um desmonte emocional poderiam ter inviabilizado a classificação do United nesta quinta-feira, e o time de Ole Gunnar Solskjaer fez uma partida oposta a isso, com o regulamento debaixo do braço e tranquilidade para administrar o ritmo do encontro. Pouco inspirada, a Real Sociedad esteve longe dos seus dias de futebol inspirado que passamos a ver em algumas oportunidades nas duas últimas temporadas.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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