Liga Europa

Roma foi cirúrgica em suas chances e conseguiu resistir à pressão do Ajax para chegar às semis

Apesar de ter dominado o confronto, o Ajax não conseguiu superar os italianos

A Roma teve média de aproximadamente 30% de posse de bola nas quartas de final da Liga Europa, e sabemos que essa estatística sozinha não conta totalmente a história do jogo – às vezes, quase nada. Mas o Ajax também criou mais chances do que o adversário e pareceu superior durante boa parte dos 180 minutos. Mesmo assim, de alguma maneira, foi eliminado e quem avança para enfrentar o Manchester United nas semifinais é a Roma, após o empate por 1 a 1 no Estádio Olímpico.

A vitória em Amsterdã foi mais confusa do que o jogo de volta, em que o Ajax teve até mais domínio territorial, mas também não criou muitas situações claras depois de levar o empate de Edin Dzeko. No geral, pareceu mesmo o time superior em campo nas quartas de final, mas, como também sabemos, nem sempre isso é suficiente.

A Roma teve os seus méritos especialmente em resistir à pressão, minimizar os danos e no aproveitamento das suas chances. Na Holanda, um gol de falta com falha do jovem goleiro Kjell Scherpen e um golaço de Ibañez combinaram com grandes defesas de Pau López. Nesta quinta-feira, Dzeko apareceu na segunda trave para empatar o jogo no momento em que o Ajax mais pressionava após ter voltado do intervalo como  se fosse um rolo compressor.

A partida começou relativamente equilibrada entre ações da Roma e do Ajax. Os italianos chegaram a abrir o placar, logo aos oito minutos, mas Jordan Veretout estava claramente impedido. Por característica de jogo e porque o empate favorecia a adversária, o Ajax foi pouco a pouco assumindo o controle. Teve chance com uma cabeçada perigosa com Tagliafico em escanteio e Dusan Tadic não pegou bem o cruzamento rasteiro de Sean Klaiber.

O momento de maior susto, como no começo do segundo tempo em Amsterdã, foi em um erro de saída de bola da defesa da Roma. Pau López tentou um passe com displicência, Antony recuperou e tocou para Klaassen. Diawara fez um bom bloqueio para conter os prejuízos.

O Ajax terminou o primeiro tempo com 74% de posse de bola, mas foi limitado a apenas cinco finalizações, duas corretas, e nenhuma que exigiu um grande esforço de Pau López.

Logo aos três minutos da etapa final, Perr Schuurs lançou direto da defesa para Brian Brobbey, que havia entrado no intervalo, aparecer entre a defesa da Roma. Bryan Cristante observou bem de longe ao jovem atacante holandês tocar na saída de López para abrir o placar.

O Ajax ainda precisava de mais um gol e chegou a consegui-lo, quando Brobbey bateu da entrada da área, López deu rebote e Tadic completou de chapa. No entanto, após checar o monitor do assistente de vídeo, o árbitro Anthony Taylor anulou o lance por uma falta de Tagliafico em Mkhitaryan no instante anterior à primeira finalização

A tendência do jogo era que os holandeses conseguissem o gol que precisavam, mas, aos 26, Riccardo Calafiori, substituto de Leonardo Spinazzola, machucado no jogo de ida, fez boa jogada pela esquerda, aproveitou o escorregão de Jurriën Timber e cruzou. O desvio no meio do caminho direcionou a bola na direção de Dzeko.

A Roma ganhou alguma tranquilidade, mas o gol do bósnio não mudou demais o panorama da partida. O Ajax ainda precisava de apenas um gol para se manter vivo, e nesse momento decisivo ficaram claros os méritos e falhas dos dois lados: a Roma se segurou bem, e o Ajax não conseguiu pressionar o bastante para forçar a prorrogação ou até exigir grandes defesas de Pau López.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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