Liga Europa

Roma até chegou a virar o jogo, mas Cavani sepultou de vez as suas parcas esperanças

A Roma fez 2 a 1 com dois gols relâmpagos no começo do segundo tempo, mas Cavani marcou novamente e colocou o United na final

A Roma chegou a estar vencendo o Manchester United por 2 a 1, de virada, no começo do segundo tempo. Ainda estava longe de esboçar um milagre, mas e se fizesse mais dois gols em sequência? Estava criando até que bastante. O problema é que a postura ofensiva deixava a retaguarda resguardada. E Edinson Cavani, autor do primeiro gol inglês, recebeu de Bruno Fernandes para sepultar de vez a campanha italiana na Liga Europa. A Roma ainda fez o terceiro gol, venceu em casa por 3 a 2, mas quem passou à grande decisão foi o United – graças à goleada por 6 a 2 em Old Trafford.

Para realmente ameaçar o Manchester United, a Roma precisava de uma produção ofensiva acima da média e uma atuação defensiva perfeita. Equilíbrio difícil de atingir. A primeira parte até que aconteceu porque, além dos três gols, De Gea precisou fazer muitas defesas – dez! – e teve uma bola na trave. Ainda faltaria um gol, mesmo que tivesse lidado melhor com o ataque inglês.

Essa segunda parte foi a mais complicada. Paulo Fonseca, de saída para a chegada de José Mourinho, escalou três zagueiros no papel, mas um deles, Gianluca Mancini, jogou um pouco mais avançado. Para piorar, a Roma teve que mais um vez fazer uma substituição antes do intervalo quando Chris Smalling saiu machucado. Além dos nomes, a postura foi ultra-ofensiva. Restou à Roma torcer para que o United não conseguisse converter as oportunidades que invariavelmente apareceriam.

Para não dar sopa ao azar, Solskjaer escalou um time bem forte para quem tinha vantagem de quatro gols na eliminatória. Wan-Bissaka, Harry Maguire e Luke Shaw na defesa, Pogba e Bruno Fernandes no meio e Cavani no ataque. O uruguaio, para variar, conseguiu converter duas das chances que apareceram.

A Roma começou em cima, exigiu boas defesas de De Gea com Gianluca Mancini e Dzeko, e chegou a bater cinco vezes no gol nos primeiros 25 minutos. O United respondeu com um bonito passe de três dedos de Bruno Fernandes para Cavani, que entrou na área e encheu o pé em cima de Antino Mirante, que conseguiu espalmar ao lado. A segunda chance, muito parecida, não seria desperdiçada pelo uruguaio. Fred soltou em contra-ataque, e Cavani abriu o placar.

O fiapo de esperança chegou pouco depois do intervalo. Dzeko empatou de cabeça, pegando um chute-cruzamento de Pedro na pequena área, e Cristante emendou de média distância. Será? Não. Greenwood havia perdido uma grande chance quando Fernandes cruzou, e Cavani, completamente, livre, apareceu na área para desviar de cabeça e empatar em 2 a 2. O gol que sepultou de vez qualquer esperança da Roma.

Os italianos seguiram em uma louvável luta para pelo menos resgatar um pouco de orgulho com uma vitória em casa. Mkhitaryan acertou a trave, e Nicola Zalewski aproveitou o cruzamento de Santos para colocar a Roma à frente no placar. Aos 43 minutos do segundo tempo, Cristante mandou uma bomba de frente, De Gea espalmou, e nem deu para esboçar uma pressão no fim.

As circunstâncias naturalmente deixaram esse segundo jogo muito condicionado, especialmente no lado do esforço do United, mas a Roma teve uma apresentação respeitável diante da missão que tinha em mãos. Mesmo no primeiro jogo, havia feito um primeiro tempo ok. Mas desmoronou tanto no segundo que nada mais importou. Pela segunda vez, o Manchester United está na final da Liga Europa.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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