Liga Europa

Paquetá garante ótima vitória do Lyon sobre o Porto no Dragão; Frankfurt também vence Betis na Espanha pela Liga Europa

Num jogo aberto em Portugal, o Lyon contou com o gol de Paquetá e também com as intervenções decisivas do VAR, enquanto na Espanha o Frankfurt poderia ter feito mais contra o Betis

As oitavas de final da Liga Europa começaram já nesta quarta-feira, com partidas antecipadas por motivos de logística. E seria um dia favorável aos visitantes. O Lyon conseguiu bater o Porto por 1 a 0 no Estádio do Dragão. Seria uma partida muito boa, repleta de chances de gol e com defesas difíceis dos arqueiros. Pesou a estrela de Lucas Paquetá, que definiu o placar. O VAR ainda frustrou o Porto, com um pênalti cancelado e um gol anulado já nos acréscimos. O duelo, de qualquer forma, parece aberto para o reencontro no Estádio Groupama. Já na Espanha, o Eintracht Frankfurt foi claramente superior ao Betis, num triunfo por 2 a 1 que poderia ter sido maior.

O primeiro tempo seria bem equilibrado no Estádio do Dragão. O jogo seria paralisado logo nos primeiros minutos por um choque de cabeça entre Pepe e Lucas Paquetá. Quando a bola voltou a rolar, o Lyon era melhor e começou a dar trabalho para Diogo Costa, que faria defesas contra Léo Dubois e Moussa Dembélé. A resposta do Porto não tardaria, com Vitinha exigindo uma defesaça de Anthony Lopes e logo depois Mateus Uribe batendo com muito perigo para fora.

O Porto manteve a posse de bola no desenrolar do primeiro tempo, enquanto o Lyon ainda incomodava nas jogadas às costas da defesa. E as chances apareciam dos dois lados. Bem na partida, Pepê veria Anthony Lopes se agigantar mais uma vez. Logo depois, Diogo Costa faria uma defesa na linha de fundo contra Karl Toko Ekambi. Pouco antes do intervalo, os Gones voltaram a se postar no campo de ataque. Nada que reduzisse a trocação franca, com Vitinha e Toko Ekambi assustando.

A cara do jogo não mudou no segundo tempo. Ainda era lá e cá. Mehdi Taremi quase abriu a contagem para o Porto, mas Dembélé responderia na mesma moeda do outro lado. Com o passar dos minutos, contudo, o Lyon se tornava mais sufocante. As oportunidades se sucediam, e Diogo Costa salvou de novo um arremate de Paquetá, até que as redes balançassem aos 14 minutos. Toko Ekambi escapou da marcação dupla, Dembélé ajeitou de calcanhar e Paquetá chutou rasteiro, nas redes. O tento foi inicialmente anulado, mas confirmado pelo VAR. Logo na sequência, o Porto ganhou um pênalti por toque no braço de Paquetá. O lance seria revisado na lateral e revertido, por um toque anterior no corpo do brasileiro.

O Porto se acanhou depois disso e o Lyon ainda ditava o ritmo da partida. Os portistas não tinham grande conexão em suas jogadas. Só depois dos 30 é que os portugueses voltaram a arriscar mais. Tentavam em chutes de longe e cruzamentos, em pressão paulatina. Já aos 40, Galeno teve uma boa chance de bater na área, mas pegou mal e mandou ao lado da trave. Mesmo com algumas escapadas dos franceses, os lusitanos não desistiram. Até chegaram a balançar as redes aos 49, com Chancel Mbemba, mas o lance acabou anulado por impedimento. Ficaria a frustração dos portistas, que precisarão buscar sua redenção na visita à França durante a próxima semana.

Frankfurt volta com a vitória da Espanha

O Betis vinha de uma grande classificação contra o Zenit na fase anterior da Liga Europa, mas sente dificuldades nas últimas semanas. O rendimento dos verdiblancos caiu, com tropeços seguidos em duelos importantes. O Eintracht Frankfurt, que também oscilou no último mês, fez por merecer o resultado no Estádio Benito Villamarín. As Águias se fecharam bem na defesa e foram bem mais diretas no ataque, criando seguidos lances. A vitória por 2 a 1 poderia ter sido mais dilatada para os alemães, com Claudio Bravo acumulando ótimas defesas, mas Rafael Santos Borré também abusando dos desperdícios.

O Betis controlava a bola durante o início da partida e indicava domínio sobre o jogo, por mais que a marcação do Eintracht Frankfurt não permitisse grandes sustos. Porém, o talento de Filip Kostic desequilibraria com o primeiro gol aos 14 minutos. O sérvio recebeu pela esquerda e mandou uma bola venenosa por cobertura, que superou Claudio Bravo e morreu na lateral da rede. Não dá para cravar que foi intencional, mas o golaço estava anotado. Os beticos pareceram sentir o gol e dependiam também das individualidades. Aos poucos o time melhorou, até Nabil Fekir arranjar o empate aos 30, após fintar a marcação e bater com muita categoria no canto.

O Eintracht Frankfurt, no entanto, daria uma resposta imediata e retomaria a dianteira aos 32. Jesper Lindström era um dos melhores da equipe e faria ótima jogada pela direita, após roubada de bola já no campo de ataque. O cruzamento rasteiro chegou limpo para Daichi Kamada, que não precisou de muito esforço para concluir às redes. O Betis retomou a iniciativa na reta final do primeiro tempo. Todavia, a falta de conexão em seu ataque não rendeu muitas respostas e os alemães foram para o intervalo com ótima vantagem.

O Frankfurt teve uma chance de ouro para ampliar aos sete minutos do segundo tempo, num pênalti por toque de mão de Aitor Ruibal. Claudio Bravo, contudo, conseguiu defender a cobrança de Rafael Santos Borré sem nem dar rebote. Na sequência do segundo tempo, o Betis tentou aumentar a pressão, mas também acabava mais exposto aos contragolpes e via os alemães serem mais perigosos. Borré poderia matar o jogo, mas parava em Bravo. O goleiro chegou a defender uma com o corpo e depois espalmou uma pancada do colombiano aos 22.

Já depois dos 30, o Betis ganhou Borja Iglesias e Cristian Tello para dar um gás em seu ataque. Nada que tenha gerado muito resultado, com a defesa do Frankfurt muito atenta. E a impressão era de que o placar poderia ser maior, não fosse a atuação desencontrada de Borré pelas Águias. Fisicamente, a equipe alemã parecia bem mais inteira que os espanhóis, que vêm numa maratona de jogos importantes nas últimas semanas. Nos acréscimos isso se notou com novas oportunidades para o terceiro tento dos visitantes, mas Claudio Bravo fez uma defesaça para barrar Kostic. No fim das contas, a derrota por um gol de diferença pareceu lucro aos verdiblancos.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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