Liga Europa

O chutaço de Gameiro permitiu ao Atlético dar um passo à frente na Liga Europa

A Liga Europa possui uma representatividade imensa na história de Diego Simeone à frente do Atlético de Madrid. O torneio ofereceu o impulso para que o treinador se referendasse nos colchoneros. O argentino assumiu após meses errantes sob as ordens de Gregorio Manzano e, durante a metade final da temporada, levou o time à conquista continental com um desempenho irrepreensível. Depois de 2012, porém, os colchoneros só voltaram à Liga Europa na campanha seguinte, construindo desde então uma trajetória sólida na Liga dos Campeões. Já neste momento, em que surgem questionamento sobre a forma do Atleti, a competição secundária cintila no horizonte. Quem sabe, para marcar um novo sucesso aos rojiblancos de Simeone.

Eliminado na fase de grupos da Champions, mas ficando com a terceira colocação em sua chave, o Atlético atropelou nos 16-avos de final da Liga Europa. O Copenhague não era exatamente o maior desafio, o que ficou claro desde a goleada por 4 a 1 na Dinamarca. Já nesta quinta, o time fez sua parte no reencontro dentro do Wanda Metropolitano. Mais uma daquelas partidas às quais a torcida se acostumou: 1 a 0 seco no placar, já suficiente para a comemoração. Em uma escalação sem alguns titulares, Kevin Gameiro resolveu. Aos sete minutos, acertou um belo chute de fora da área e decretou a vitória.

Se as atuações não empolgam, não dá para negar que o desempenho do Atlético no Campeonato Espanhol é bom, com apenas uma derrota em 24 rodadas. Mas sem tantas ameaças do Real Madrid atrás e ainda um bocado distante de tirar a diferença para o líder Barcelona, apesar dos tropeços recentes dos catalães, a Liga Europa soa como um objetivo mais interessante. Os colchoneros não ficam devendo a nenhum concorrente no torneio e têm mais tarimba que a maioria absoluta dos adversários. Certame mais modesto do que os sonhos desfrutados recentemente na Champions, mas que pode oferecer a medida certa de moral em momento de repensar algumas diretrizes na equipe.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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