Liga Europa

Milan prova que Liga Europa ‘virou’ Champions e aniquila Rennes no San Siro

O 3 a 0 foi construído com autoridade pelo Milan, que colocou um pé nas oitavas de final da Liga Europa

“Agora a nossa Champions League é a Liga Europa“, foi o que disse Stefano Pioli, técnico do Milan, antes da partida de ida contra o Rennes e se comprovou no campo do San Siro nesta quinta-feira (15). O clube Rossonero dominou e venceu por 3 a 0 o adversário, com brilho individual de Ruben Loftus-Cheek, autor de dois gols. Rafael Leão fez o terceiro e encerrou uma seca de cinco jogos sem marcar. Apesar de quase classificado, os italianos ainda jogam na próxima quinta (22) o confronto de volta, no Roazhon Park, em Rennes.

Milan domina começo do jogo e garante vantagem

Piolo mostrou que a Liga Europa é o foco do Milan para temporada ao escalar o que tinha de melhor na equipe. O característico 4-2-3-1 se manteve, com a linha defensiva formada por Theo Hernández, Matteo Gabbia, Simon Kjaer e Alessandro Florenzi. A dupla de volantes tinha Tijjani Reijnders, que segurava mais na base da jogada, e Yunus Musah, este se lançava ao ataque e às vezes ficava alinhado ao meia Ruben Loftus-Cheek. Christian Pulisic era o ponta pela direita, quase sempre aberto à linha lateral, e Rafael Leão jogava pela esquerda, mas tinha liberdade para flutuar para dentro e apoiar o centroavante Olivier Giroud, completando 700 jogos por clubes na carreira.

O Rennes, quase todo momento sem a bola, se fechava em 4-4-2 de bloco baixo, por vezes médio, para tentar incomodar a saída de bola do Milan, mas não conseguiu trabalhar muito bem isso nos primeiros minutos. Com apenas seis, Rafael Leão recebeu um lançamento perfeito de Kjaer e dominou com o peito já driblando Guéla Doué, mas quando chegou para finalizar na área foi travado e a bola explodiu no travessão. Depois, foi a vez de Reijnders arriscar, dessa vez de fora, e mandar por cima do gol. A equipe da casa era muito superior e encontrava espaço nos lados do campo. Loftus-Cheek carregou pela direita e cruzou para Musah bater mascado, sem conseguir dar direção ao gol.

A equipe francesa não conseguiu impor seu jogo. O setor defensivo não era tão efetivo, dando algumas chances para o adversário, e no ataque não conseguia emplacar um contragolpe para incomodar os italianos. Apenas com 23 minutos foi levar algum perigo para Mike Maignan. Benjamin Bourigeaud recebeu na entrada da área e agitou o corpo para dar uma bonita chapada na bola, que passou bem próxima da trave.

Mesmo com um menor ritmo, o Milan seguiu como o dono do jogo e finalmente, com meia hora no relógio, abriu o placar. Com paciência, rodando a bola de um lado para o outro, encontrou espaço na direita para acionar Florenzi, que cruzou na medida para Loftus-Cheek, sozinho, cabecear e superar o experiente Steve Mandanda.

Milan sai em vantagem contra Rennes (Foto: Icon Sport)

O Rennes se soltou mais, porém ficava claro que faltava algo mais no ataque. Talvez mais paciência nos momentos em que se deparava com a defesa do Milan fechada ou melhor efetividade no passe nos contra-ataques. De toda forma, saiu em desvantagem na etapa inicial.

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Em menos de 10, italianos marcam mais dois

Não deu nem dois minutos e o Milan já estava marcando o segundo na etapa final, de novo com Loftus-Cheek. Em um lançamento da defesa ao ataque, conseguiu um escanteio. Hernández cobrou na primeira trave, Kjaer, de costas, desviou na primeira trave e Mandanda fez uma grande defesa. No entanto, a bola sobrou na medida para o inglês concluir de peixinho. Esse foi o sexto gol do meio-campista apenas em 2024.

A blitz Rossonera estava imparável e, aos 7′, mais um. Pressionando, roubou na defesa, Hernández tabelou com Leão, que tocou de letra, recebeu de volta e deu uma chapada linda direta às redes.

Mesmo três atrás do placar, o técnico Julien Stéphan não colocou o time mais para frente, apenas trocou posição por posição: Amine Gouiri na vaga de Arnaud Kalimuendo e Doué por Alidu Seidu. Já pensando no restante da temporada, Pioli decidiu poupar alguns jogaram. Leão e Kjaer saíram para as entradas de Noah Okafor e Malick Thiaw, respectivamente.

Um tanto desconcentrado, o Milan permitiu duas finalizações perigosas do Rennes, mas respondeu na sequência com Pulisic na cara de Mandanda, que defendeu a tentativa do norte-americano. Na sobra, Okafor ia marcando e a defesa tirou um gol certo.

Antes dos 30, os poupados por Pioli foram Loftus-Cheek e Florenzi – depois, Pulisic também saiu. Ismaël Bennacer, Filippo Terracciano e Yacine Adli ganharam uma chance, enquanto no Rennes entraram Ibrahim Salah, Ludovic Blas e Mahamadou Nagida, mudanças definitivamente ofensivas.

Nos minutos finais, a bola ficou mais nos pés dos franceses, que não conseguiram encontrar espaço para diminuir a gigante vitória milanista por 3 a 0. O clube da casa ainda quase ampliou em perigosa falta frontal, próxima da área, de Bennacer, mas a bola passou por cima do gol.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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