Liga Europa

Malinovskyi pede fim da guerra na Ucrânia após gol pela Atalanta e torcidas manifestam apoio aos ucranianos

Jogos da Liga Europa e da Conference contaram com manifestações contra a guerra iniciada nesta quinta-feira

A guerra na Ucrânia se refletiu em protestos nos estádios nesta quinta-feira, de jogos pela Liga Europa e pela Conference League. Manifestações aconteceram tanto nas arquibancadas quanto em campo. A torcida do Bodo/Glimt, na Noruega, declarou seu apoio aos ucranianos. Uma parte do público presente ergueu bandeiras do país antes que a bola rolasse, na vitória por 2 a 0 sobre o Celtic, que classificou os aurinegros. Um ato parecido ocorreu na Croácia, onde o Dinamo Zagreb derrotou o Sevilla por 1 a 0, apesar da passagem dos espanhóis. Faixas e bandeiras eram visíveis no Maksimir. Já a vitória da Atalanta por 3 a 0 sobre o Olympiacos teve um ucraniano como protagonista. Ruslan Malinovskyi marcou dois gols em Pireu e, na comemoração, exibiu uma camiseta com a mensagem: “não à guerra na Ucrânia”.

A postura de Malinovskyi na Liga Europa era até esperada. O meia é o jogador ucraniano em melhor momento na temporada europeia e, diante de sua ótima fase, prevaleceu na vitória da Atalanta sobre o Olympiacos por 3 a 0, na Grécia. O primeiro gol da Dea foi anotado aos 40 minutos, num contragolpe concluído por Joakim Maehle. O ucraniano apareceu na segunda etapa, ao ampliar com 21 minutos. Durante a comemoração, o meia logo ergueu a camisa do time e mostrou uma camiseta branca onde escreveu “No war in Ukraine”. Três minutos depois, o artilheiro ampliou com uma pancada de fora da área e teve celebração mais contida. Os italianos, que tinham vencido a ida por 2 a 1, avançam no torneio.

Malinovskyi nasceu em Zhytomyr, cidade em região mais a oeste da Ucrânia, próxima da fronteira com Belarus e principal centro da minoria polonesa no país. A carreira profissional do meia, em compensação, se desenvolveu nas regiões em disputa. Atuou por Shakhtar Donetsk e Zoyra Luhansk, no leste ucraniano. Também permaneceu emprestado por uma temporada ao Sevastopol, na Crimeia, em 2013. Malinovskyi deixou o país pouco depois do início dos conflitos internos e defendeu o Genk a partir de 2015, antes de se transferir à Atalanta em 2019. Pela seleção, soma 45 partidas desde 2015. Agora, se torna mais uma voz em meio à guerra, ao lado de Roman Yaremchuk, que também se manifestou ao balançar as redes pela Champions com o Benfica.

Em outro compromisso pela Liga Europa, o apoio à Ucrânia esteve presente nas arquibancadas do Estádio Maksimir, na Croácia. A torcida do Dinamo Zagreb levou uma faixa dizendo: “Apoie o povo da Ucrânia”. Também surgiram algumas bandeiras ucranianas. Os croatas venceram o Sevilla por 1 a 0, gol de Mislav Orsic cobrando pênalti, aos 20 do segundo tempo. Todavia, com os 3 a 1 aplicados na Andaluzia, os sevillistas avançaram.

Já pela Conference, o posicionamento da torcida do Bodo/Glimt se mostrou coordenado. As bandeiras exibidas em folhas de papel eram padronizadas e foram distribuídas nas arquibancadas. Dentro de campo, a equipe correspondeu com o triunfo por 2 a 0 sobre o Celtic, após já ter vencido por 3 a 1 na Escócia. Ola Solbakken abriu o placar para os noruegueses logo aos nove do primeiro tempo e, na segunda etapa, Hugo Vetlesen concluiu o triunfo.

Atualizado às 19h30

O segundo horário de jogos das copas europeias também teve outras manifestações. Na Itália, os jogadores de Napoli e Barcelona entraram em campo com uma faixa escrita “Parem a guerra”, posando juntos para uma foto. Os barcelonistas venceram por 4 a 2 e avançaram às oitavas de final da Liga Europa. Já na República Tcheca, o Slavia Praga entrou em campo com uma camisa amarela, que trazia no peito o Tryzub, tridente que serve de símbolo nacional da Ucrânia, e a mensagem “Nós apoiamos a Ucrânia”. Nas arquibancadas, bandeiras do país também eram vistas entre os torcedores tchecos, enquanto os visitantes do Fenerbahçe até criaram uma música para criticar o presidente russo Vladimir Putin. O Slavia derrotou o Fener por 3 a 2 e segue em frente na Conference.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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