EspanhaLiga Europa

Jogador por jogador, como o Villarreal montou o elenco que tentará a glória na Liga Europa

Submarino Amarelo chegou à final da Liga Europa misturando uma espinha dorsal formada em casa com experiência de Campeonato Espanhol adquirida na hora certa

O Villarreal não tem muito dinheiro. Nos registros do site especializado Transfermarkt, suas maiores contratações são de € 20 milhões e € 23 milhões, ambas recentes, em uma época na qual esse tipo de valor representa uma coxinha e dois refrigerantes. É um time de uma cidade pequena na Comunidade Valenciana. E, mesmo assim, está há 20 anos na primeira divisão, com apenas um rebaixamento, e muitas vezes brigando no pelotão de cima. Chegou a uma semifinal de Champions League e, nesta quarta-feira, disputará a final da Liga Europa contra o poderoso Manchester United.

Como o Manchester United chegou a Gdansk é óbvio: é o clube mais rico da liga mais rica do mundo. Passou pela Liga Europa porque está em um momento – meio longo, para dizer a verdade – de transição e adaptação desde a aposentadoria de Alex Ferguson e porque fez uma má campanha na fase de grupos da Champions League. Possui a capacidade de contratar jogadores em alta como Bruno Fernandes e Paul Pogba ou atrair veteranos do calibre de Edinson Cavani.

Como o Villarreal montou um time capaz de ser disputar o título da Liga Europa é mais misterioso. Analisando todas as peças elenco que disputaram pelo menos um minuto da competição, a estratégia fica clara: misturar uma espinha dorsal formada em casa, com categorias de base prolíficas e sempre atentas, com oportunidades de contratar jogadores mais tarimbados com experiência no Campeonato Espanhol – que às vezes exigem investimento alto, como Gerard Moreno, o jogador de € 20 milhões, e Alcácer, o de € 23 milhões.

Começando pela base, a memória institucional do Villarreal está protegida por nomes como Manu Trigueros e Mario Gaspar, ambos na casa das 400 partidas com a camisa amarela. Alfredo Pedraza e Jaume Costa são peças de rotação que conseguem quebrar o galho. Samuel Chukweze, contratado da Academia Diamond da Nigéria após brilhar em um Mundial Sub-17, e Pau Torres são as esperanças de futuros craques que podem render muito em campo e também para os cofres do clube.

O recheio, porém, é composto por jogadores que defenderam outros clubes importantes da Espanha, alguns maiores que o Villarreal, e que por diferentes motivos estavam disponíveis no mercado. Dani Parejo e Francis Coquelin, por exemplo, foram inexplicavelmente colocados na lista de dispensa do Valencia após a temporada anterior. Vicente Iborra havia conquistado três Ligas Europas pelo Sevilla, mas não se adaptou à Inglaterra quando foi contratado pelo Leicester.

A lista segue com Gerard Moreno, que havia sido formado na base do Submarino Amarelo. O Villarreal manteve 50% dos seus direitos econômicos quando o liberou ao Espanyol e conseguiu contratá-lo pagando apenas metade do que precisaria quando ele começou a mostrar que seria um dos grandes artilheiros da Espanha. O experiente Raúl Albiol tinha uma cláusula de rescisão baixa no Napoli e topou voltar para a Comunidade Valenciana, onde havia nascido.

O mesmo vale para a dupla de atacantes Paco Alcácer e Carlos Bacca. Houve temporadas em que ambos estiveram entre os artilheiros mais empolgantes de La Liga, tanto que foram contratados por clubes como Milan, Barcelona e Borussia Dortmund. Por diferentes razões, não se firmaram, e na hora de voltar para a Espanha, o Villarreal estava ligado.

Somando-se a essas duas linhas principais, há algumas contratações pontuais. Curiosamente, a maioria da Inglaterra. Três delas foram com Unai Emery, que aproveitou as observações que fazia quando era treinador do Arsenal: Juan Foyth, Étienne Capoué e Pervis Estupiñán. Os dois últimos foram vendidos pelo Watford, em busca de diminuir a sua folha salarial após ser rebaixado à segunda divisão.

Os investimentos do Villarreal, como você verá a seguir quando detalharmos jogador por jogador que compõe o elenco, são baixos, mas o clube compensa com uma boa rede de observações e a capacidade de contratar o cara certo na hora certa.

Gerónimo Rulli

12 jogos na Liga Europa, 1080 minutos, € 5 milhões

Gerónimo Rulli, do Villarreal (Foto: Vitalii Kluiev/Imago/One Football)

Rulli surgiu no Estudiantes e passou dois anos emprestado à Real Sociedad ao assinar com o Deportivo Maldonado, clube do empresário Juan Figger. Teve talvez a passagem mais rápida da história pelo Manchester City. A imprensa inglesa anunciou que ele havia sido contratado em 19 de julho de 2016. A ideia era mais um empréstimo aos bascos, mas a Sociedad anunciou, em 9 de agosto, que havia fechado negócio para contratá-lo em definitivo do City, após uma cessão temporária simbólica de seis meses. Rulli teve cinco temporadas jogando bastante em La Liga antes de uma experiência nova nas metas do Montpellier. A liga francesa foi interrompida mais cedo por causa da pandemia, e Rulli foi vendido ao Villarreal. É reserva de Asenjo na liga nacional, mas foi o titular na Liga Europa e na Copa do Rei.

Manu Trigueros 

13 jogos na Liga Europa, 928 minutos, base

Trigueros comemora (Foto: Imago / One Football)

Cria da base. Mais ou menos. Teve um ano infrutífero em La Masia quando era adolescente, e passou também pelo Murcia, antes de chegar às estruturas do Villarreal em 2010. Precisou comer seus vegetais: defendeu o time C, defendeu o time B e estreou no principal apenas em 2012, quando o Submarino Amarelo estava na segunda divisão. Tornou-se um dos mais confiáveis meias do Campeonato Espanhol. Não fez pelo menos 30 jogos em apenas duas das últimas oito edições – 23 em 2018/19, quando sofreu uma lesão no joelho, e 29 em 2019/20. Não por acaso aproxima-se dos 400 jogos pelo Villarreal. A decisão será seu 378º.

Raúl Albiol

12 jogos na Liga Europa, 900 minutos, € 4 milhões

Raúl Albiol, do Villarreal (Foto: Maria José Segovia/Imago/One Football)

Albiol, 35 anos, escolheu o Villarreal para a reta final de uma carreira em que somou mais de 100 jogos por Real Madrid, Valencia e Napoli e 56 pela seleção espanhola. Foi levado por Rafa Benítez ao sul da Itália em 2013 e retornou seis anos depois para agregar experiência à defesa do Villarreal, que havia flertado com o rebaixamento. Custou € 4 milhões, valor da sua cláusula de rescisão. Jogou quase todos os minutos das últimas duas edições de La Liga e tem 84 jogos em dois anos, uma regularidade impressionante para o jogador mais velho do elenco.

Alfonso Pedraza

11 jogos na Liga Europa, 826 minutos, base

Alfredo Pedraza, do Villarreal (Foto: Rubén Albarran/Press In Photo/Imago/One Football)

Esse rodou, viu? Foi formado na base do Villarreal, e chegou a estrear com Marcelino em 2015. Depois, concentrou-se em ganhar milhas áreas (ou rodoviárias) com empréstimos para Lugo, na segunda divisão, Alavés, Leeds, da Inglaterra, e Betis. Fez a última temporada no Benito Villmarín, jogando sempre que não estava machucado – não muito, portanto. Ao retornar, Unai Emery decidiu acreditar em seu futebol e ganhou um lateral esquerdo que jogou quase todos os minutos da Liga Europa desde as oitavas.

Dani Parejo

11 jogos na Liga Europa, 822 minutos, sem custos

Parejo sendo apresentado pelo Villarreal

Foi um dos milhares de jogadores formados nas categorias de base do Real Madrid que acabaram não sendo aproveitados. Era o canterano favorito de Alfredo Di Stéfano, ao ponto de a lenda ter boicotado os jogos do Castilla quando Parejo foi emprestado ao Queens Park Rangers por alguns meses em 2008. Ao retornar, fez apenas cinco jogos pelos merengues antes de sair ao Getafe. Em 2011, chegou ao Valencia, o qual defenderia durante quase toda a última década. Melhorou à medida em que se tornou mais velho. Foi colocado na lista de dispensas pelo dono Peter Lim, apesar de ser a principal bandeira do time, e acertou com o Villarreal sem custos, após um acordo para rescindir seu contrato que valia por duas temporadas. Aos 32 anos, é o motorzinho do Submarino Amarelo. Fez 52 jogos, 11 pela Liga Europa. O jogador com mais minutos em campo em 2020/21 pelo time de Emery.

Juan Foyth

11 jogos na Liga Europa, 815 minutos, emprestado 

Juan Foyth (Foto: Maria José Segovia/Imago/One Football)

Juan Foyth dividiu CEP com Unai Emery no norte de Londres. Ele como defensor do Tottenham, Emery como técnico do Arsenal. Foi um investimento relativamente alto de Mauricio Pochettino em 2017, após se destacar pelo Estudiantes, mas, em três temporadas, não conseguiu se firmar no time titular. Saiu para ganhar um pouco de experiência com o treinador que o viu jogar de perto. E aí, ironias do destino, ele se machucou no jogo do Emirates na primeira perna da semifinal e não entrou em campo desde então. Emery afirmou que há uma possibilidade que ele jogue.

Samuel Chukwueze

11 jogos na Liga Europa, 773 minutos, valor não confirmado

Samuel Chukwueze (Foto: Press In Photo/Imago/One Football)

Trocou a Academia Diamond, na Nigéria, pelo Villarreal em 2017 depois de brilhar na Copa do Mundo sub-17 no Chile. Foi campeão e um dos destaques, com três gols e três assistências – Victor Osimhen, agora no Napoli, foi o artilheiro com 10. Tem sido lapidado desde então. Passa por altos e baixos naturais para um garoto de 22 anos, mas já mostrou muita promessa. Sofreu uma lesão muscular no começo de maio, mas deve retornar para a final.

Gerard Moreno

11 jogos na Liga Europa, 760 minutos, € 20 milhões

Moreno, do Villarreal (Foto: Imago / One Football)

Uma história de idas e vindas. Era gandula do Espanyol, lembra de ter comemorado um gol com Raúl Tamudo, mas subiu pelas categorias de base do Villarreal até se tornar profissional. Deu até uma mãozinha para conquistar o acesso em 2012/13. Foi para o Espanyol, ficou três temporadas e retornou em 2018. Exigiu o investimento de € 20 milhões pela segunda metade dos seus direitos econômicos – o Villarreal havia mantido a outra quando o liberou em 2015. Gerard Moreno é um dos mais prolíficos artilheiros do país e está entre os jogadores espanhóis que tiveram a melhor temporada 2020/21. Ele fez tantos gols quanto Benzema em La Liga. Treze dos 23 vieram nas últimas 17 rodadas do campeonato.

Pau Torres

8 jogos na Liga Europa, 675 minutos, base

Zagueiro Pau Torres já é alvo de grandes clubes europeus e pode ser vendido pelo Villarreal futuramente (Foto: Divulgação)

Cria da base e provavelmente o jogador mais valorizado do Villarreal no momento, no equilíbrio entre idade e potencial de ser um dos grandes zagueiros da Europa. Também comeu os brócolis no time B do Submarino Amarelo, passou um ano na segunda divisão emprestado ao Málaga e se firmou a partir da temporada 2019/20. É titular desde então e já atrai interesse de clubes mais ricos, como o próprio Manchester United, embora tenha dito recentemente que ainda não pensa em uma transferência.

Étienne Capoue

7 jogos na Liga Europa, 604 minutos, valor não confirmado

Étienne Capoué, do Villarreal (Foto: Imago/One Football)

Unai Emery utilizou seu conhecimento do futebol inglês para encontrar uma boa oportunidade em Capoue. Volante forte e com qualidade de passe com vasta experiência de Premier League por um valor que não foi confirmado, mas não pode ter sido muito alto. O Watford, rebaixado à segunda divisão, precisava vender alguns de seus jogadores mais caros. Capoue ainda fez os primeiros meses da temporada na Championship antes de se mudar em janeiro com contrato de dois anos e meio, após a lesão de Vicente Iborra.

Rubén Peña

8 jogos na Liga Europa, 499 minutos, € 8 milhões 

Rubén Peña (Foto: Maria José Segovia/Imago/One Football)

Sólido lateral direito com experiência em La Liga. Rubén Peña havia feito três temporadas pelo Eibar na primeira divisão quando foi contratado pelo Villarreal por € 8 milhões. Uma opção segura para o lado da defesa, com mais preocupação em defender do que de atacar. Alterna entre o banco de reservas e o campo, dando um pouco de descanso ao capitão Mario Gaspar.

Paco Alcácer

9 jogos na Liga Europa, 476 minutos, € 23 milhões

Alcácer comemora pelo Villarreal (JOSE JORDAN/AFP via Getty Images/One Football)

Foi uma das inúmeras tentativas de arrumar um centroavante reserva do Barcelona, depois de duas temporadas chegando aos dois dígitos em gols pelo Valencia, no qual foi formado, pelo Campeonato Espanhol. Perdeu espaço rápido no Camp Nou e embarcou em uma aventura ao exterior, emprestado ao Borussia Dortmund. O começo foi tão arrasador que os alemães rapidamente tornaram o negócio definitivo. Mas os gols e o tempo em campo foram pouco a pouco minguando – embora ele tenha saído com uma média ótima de 26 tentos em 47 partidas – e a contratação de Haaland foi a sinalização definitiva de que não teria espaço. Retornou à Comunidade Valencia em janeiro de 2020, desta vez para defender o Villarreal, por cerca de dois terços do valor pago pelo Barcelona. É meio titular, meio reserva.

Carlos Bacca

8 jogos na Liga Europa, 434 minutos, € 7 milhões

Carlos Bacca é apresentado no Villarreal (Foto: divulgação)

Bacca explodiu pelo Sevilla como um dos atacantes mais letais da Espanha, campeão da Liga Europa, e ganhou uma transferência para o Milan. Foi bem em sua primeira temporada, ok na segunda, mas não se tornou o goleador que se esperava na Serie A. Retornou à Espanha, emprestado ao Villarreal, com opção de compra, que foi exercida. É uma boa alternativa de rotação. Foi gradualmente perdendo espaço nos últimos quatro anos, mas contribuiu com um gol a aproximadamente cada três jogos.

Ramiro Funes Mori

6 jogos na Liga Europa, 404 minutos, valor não confirmado

Ramiro Funes Mori, do Villarreal (Foto: Omar Arnau – Press In Photo/Imago/One Football)

Quase foi um zagueiro de Copa do Mundo. Chegou a ser incluindo na pré-convocação de Jorge Sampaoli para 2018, mas havia feito apenas quatro partidas pelo Everton, após sofrer uma lesão séria no joelho. Buscou novos ares para recuperar a confiança no Villarreal. Está em seu terceiro ano e foi bem reserva nos últimos dois.

Jaume Costa

8 jogos na Liga Europa, 401 minutos, base

Jaume Costa(Foto: Imago/One Football)

Foi formado pelo Valencia, mas fez apenas um jogo pelo time principal antes de sair para a equipe reserva do Villarreal em 2010. Passou a década quase inteira vestindo amarelo, com 268 jogos no total, exceto pela temporada 2019/20, quando passou emprestado… ao próprio Valencia. Ele gosta muito da região, parece.

Francis Coquelin 

6 jogos na Liga Europa, 377 minutos, € 6,5 milhões

Francis Coquelin, do Villarreal (Foto: Bagu Blanco – Shutterstock/Imago/One Football)

Coquelin e Emery se desencontraram por seis meses no Arsenal. O volante francês foi vendido por Arsène Wenger ao Valencia em janeiro de 2018. Encontrou o tempo de jogo que procurava, mas foi colocado na lista de dispensa ao fim da temporada passada, ao lado de outros nomes fortes, como Dani Parejo, do qual continuou sendo companheiro de equipe.

Takefusa Kubo 

5 jogos na Liga Europa, 375 minutos, emprestado 

Kubo, do Villarreal (Foto: Joaquin Corchero – Shutterstock/Imago/One Football)

Passou apenas seis meses e jogou bem pouquinho – cerca de 700 minutos. Fez um gol, contra o Maccabi Tel Aviv, pela Liga Europa. Em janeiro, o Real Madrid o redirecionou ao Getafe.

Vicente Iborra

5 jogos na Liga Europa, 298 minutos, € 10 milhões

Cazorla e Iborra (Foto: Getty Images)

O Leicester incluiu Iborra na segunda leva de reforços após o título inglês de 2015/16 e, como outros, o volante não conseguiu se firmar na Inglaterra. Retornou à Espanha em 2019 para o Villarreal, que fica na mesma Comunidade Valencia onde ele foi formado – pelo Levante. Virou o carregador de pianos do meio-campo, mas sua temporada terminou mais cedo por uma lesão no ligamento do joelho em dezembro.

Álex Baena

8 jogos na Liga Europa, 285 minutos, base

Álex Baena, do Villarreal (Foto: Bagu Blanco/Imago/One Football)

Base. Estreou em 2019/20, mas tem sido mais utilizado nesta temporada. Participou da rotação na fase de grupos da Liga Europa e marcou nos dois jogos contra o Maccabi Tel Aviv. Tem 19 anos e 21 jogos como profissional.

Yeremy

8 jogos na Liga Europa, 269 minutos, base

Yeremy, do Villarreal (Foto: Rúben Albarrán/Imago/One Football)

Nascido nas Ilhas Canárias, começou na base do Las Palmas e chegou moleque ao Villarreal. Passou pelos times inferiores e foi incorporado ao principal nesta temporada. Foi bastante utilizado, já com 36 jogos, a maioria saindo do banco de reservas.

Pervis Estupiñán

4 jogos na Liga Europa, 224 minutos, € 16,4 milhões

Estupiñán (Foto: Maria José Segovia/Imago/One Football)

Cria da base da LDU, Estupiñán passou quatro anos vinculado ao Watford e nunca fez uma partida pelo clube inglês. A situação é um pouco estranha, mas vale pontuar que ele havia chegado aos 18 anos da Udinese, clube de Giampaolo Pozzo. O Watford é propriedade de Gino Pozzo, e o sobrenome igual não é uma coincidência. Enfim, foi várias vezes emprestado, ao Almería, ao Mallorca e ao Osasuna, pelo qual deu sete assistências em 30 partidas em 2019/20. Chamou a atenção do Villarreal que investiu bem – para seus recursos – para contratar o ofensivo lateral esquerdo de 23 anos.

Moi Gómez

10 jogos na Liga Europa, 219 minutos, € 1,3 milhão 

Moi Gómez, do Villarreal (Foto: Imago/One Football)

Fez a base entre o Alicante e o próprio Villarreal, passou pelos times B e C e disputou a temporada na segunda divisão. Teve a sua campanha com mais tempo em campo em 2014/15, mas Marcelino o emprestou ao Getafe. Quando retornou, sem contrato, acertou com o Sporting Gijón, no qual passou três temporadas (uma delas emprestado ao Huesca) antes completar o círculo e fechar com o Villarreal novamente, em 2019. Custou módicos € 1,3 milhão. Nada mal para um titular nas últimas duas edições de La Liga. Na Liga Europa, o ponta tem sido usado mais como opção de segundo tempo.

Fer Niño

6 jogos na Liga Europa, 163 minutos, base

Yeremi Pino e Fer Nino (dir), do Villarreal (Divulação)

Outro que foi integrado muito jovem às categorias de base do Villarreal. Fez 10 gols em 35 jogos em um ano e meio, o que não é um começo ruim para um atacante de 20 anos. Na Liga Europa, marcou contra Maccabi Tel Aviv, na fase de grupos, e Red Bull Salzburg, na primeira rodada de mata-mata.

Mario Gaspar

3 jogos na Liga Europa, 137 minutos, base

Mario Gaspar, do Villarreal (Foto: Ruben Albarran/Imago/One Football)

Nunca defendeu outra camisa e é o capitão do time. Foi poupado na Liga Europa e perdeu dois meses de ação por lesão muscular. Seu primeiro jogo como titular na competição foi justamente o 0 a 0 contra o Arsenal que carimbou a vaga na decisão. São 404 partidas pelo Villarreal no currículo.

Sergio Asenjo 

1 jogo na Liga Europa, € 5 milhões 

Sergio Asenjo, do Villarreal (Foto: Meng Dingbo/Imago/One Football)

Não teve muita sorte no começo da sua carreira. Subiu pelo Valladolid e chegou ao Atlético de Madrid aos 20 anos. Até aqui tudo bem. Mas primeiro teve que lidar com a concorrência de De Gea e depois passou um longo tempo afastado por lesão no ligamento do joelho. Quando se recuperou, foi emprestado ao Málaga. Precisou passar por outra cirurgia no mesmo joelho, pelo mesmo problema. Mais um tempão afastado. Quando retornou ao Vicente Calderón, a meta colchonera era defendida por Courtois. Nada que Asenjo pudesse fazer quanto a isso. Em 2014, o Atleti o vendeu ao Villarreal pelos mesmos € 5 milhões que havia pago para tirá-lo do Valladolid, e o Submarino Amarelo encontrou um goleiro seguro que… teve mais dois problemas de ligamento, dessa vez pelo menos um deles no outro joelho. Com esse histórico de lesão, é notável que tenha feito 250 partidas pelo clube que agora tenta transformar em campeão da Liga Europa.

Alberto Moreno

3 jogos na Liga Europa, 12 minutos, sem custos

Alberto Moreno, do Villarreal (Foto: José Miguel Fernandez/Imago/One Football)

Ao fim de seu contrato com o Liverpool, Moreno acertou com o Villarreal, mas tem tido dificuldades para ficar em campo. A primeira temporada foi prejudicada por lesões musculares e a segunda praticamente não existiu. Sofreu uma lesão no ligamento do joelho e conseguiu estrear apenas em março. Jogou 12 minutos pela Liga Europa, dez no jogo de ida da semifinal contra o Arsenal.

Dani Raba

1 jogo na Liga Europa, 11 minutos, base

Dani Raba (Foto: Imago/One Football)

Apenas para registrar que Dani Raba, ponta de 25 anos, jogou 11 minutos nesta Liga Europa, nas oitavas de final, contra o Dínamo Kiev. Tem um número baixo de jogos (56) para um atleta dessa idade formado em casa e que teve apenas um empréstimo. Defendeu o Huesca em 2019/20.

Mostrar mais

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo