Liga Europa

Imparável: Sevilla vira sobre a Inter com gol de bicicleta e leva seu sexto título de Liga Europa

Vencer a Liga Europa é algo que o Sevilla está mais do que acostumado a fazer. E nem a Internazionale, outro time que tem títulos e tradição, foi capaz de impedir. Mesmo saindo em vantagem logo nos primeiros cinco minutos, a Inter não foi capaz de vencer os rojiblancos. A virada por 3 a 2 veio com contornos dramáticos: o jogador que fez o pênalti que deu a vantagem inicial aos italianos foi também quem marcou o gol do título, no segundo tempo, em uma bicicleta. Foi o sexto título do Sevilla na Liga Europa.

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Os rojiblancos nunca perderam uma final de Liga Europa. Foi a sexta final e sexto título. E com Diego Carlos escrevendo o seu nome na história do clube espanhol, em uma partida que tinha tudo para acabar como um vilão. E, ao contrário, Romelu Lukaku tinha tudo para sair como o herói, artilheiro, recordista e, no fim, deixa o gramado com uma participação decisiva para o gol do Sevilla.

Logo no começo do jogo, depois de um escanteio, a Inter contra-atacou de forma mortal: Nicolò Barella pegou rebote, avançou e colocou para Lukaku na ponta direita. O belga adiantou, colocou o corpo à frente de Diego Carlos e o brasileiro o derrubou dentro da área: pênalti. O próprio Lukaku cobrou e marcou: 1 a 0, logo a cinco minutos.

Foi o seu 11º jogo seguido marcando gols na Liga Europa, um recorde absoluto. Mais do que isso, ele chegou a 34 em toda a temporada, somando as competições, e igualou a marca de Ronaldo Nazário em 1997/98, primeira temporada do Fenômeno pelos nerazzurri.

A vantagem da Inter durou poucos minutos. Em jogada pela direita, Jesus Navas recebeu pela direita e cruzou para a área. Luuk De Jong, de cabeça, completou para o gol em um peixinho: 1 a 1, aos 11 minutos. Os reis da Liga Europa não ficaram muito tempo em desvantagem no marcador.

Aos 32 minutos, o Sevilla voltou a ficar em vantagem em uma cobrança de falta para a área. Éver Banega levantou na área, De Jong, na segunda trave, subiu bem e marcou de cabeça para virar o jogo e colocar o time espanhol em vantagem: 2 a 1.

Mais uma vez, a vantagem durou pouco, só que desta vez do outro lado. Lukaku sofreu falta na entrada da área, Marcelo Brozovic cobrou para a área e Diego Godín subiu na segunda trave para cabecear bem e marcar: 2 a 2 no placar, aos 36 minutos. Um jogo definitivamente muito movimentado.

No começo do segundo tempo, a Inter voltou tentando apertar. Em um ataque rápido, Lukaku foi lançado nas costas da defesa e, frente a frente com o goleiro, tocou para tentar vencer o goleiro Yassini Bounou, que defendeu com o pé.

Só que o Sevilla voltaria a causar problemas em uma cobrança de falta. Banega cobrou para a área, a zaga afastou e Diego Carlos, de bicicleta, ainda viu a bola desviar em Lukaku e entrar. Um golaço em Colônia: 3 a 2 para o Sevilla, mais uma vez em vantagem na partida.

Diego Carlos comemora seu gol pelo Sevilla contra a Inter (LARS BARON/POOL/AFP via Getty Images/Onfefootball)

Depois do gol, muitas mexidas. No Sevilla, Juen Lopetegui colocou Franco Vázquez no lugar de Suso. Vazquez é um jogador perigoso, finaliza bem e é menos ponta e mais atacante que Suso. Antonio Conte mudou três jogadores: tirou Roberto Gagliardini, Lautaro Martínez e Danilo D’Ambrosio e colocou em campo Christian Eriksen, Alexis Sánchez e Victor Moses. Lautaro, especialmente, fez uma partida muito fraca.

As mudanças deixam a Inter teoricamente mais ofensiva, especialmente com a entrada de Eriksen. Aos 36 minutos, uma boa chance. Uma bola na área que ia na direção de Lukaku, passou por todo mundo e sobrou para Moses, que tentou finalizar, se enrolou e tocou para o gol mesmo assim. A bola ia na direção do alvo, mas foi tirada em cima da linha.

Lopetegui fez mais duas mudanças aos 40 minutos. Tirou De Jong e colocou Youssef Em-Nesyri, e também sacou Joan Jordán e entrou Nemanja Gudelj. Uma tentativa também de ganhar algum tempo.

A Inter sofria para criar chances, mesmo tentando pressionar. O Sevilla ia segurando o jogo, tocando a bola e tentando gastar o tempo, com tranquilidade. E, sem conseguir criar nada, a Inter viu o tempo se esvair como areia em uma ampulheta, sem nada poder fazer. O título era mesmo do Sevilla, mais uma vez. A festa foi toda em branco e vermelho em Colônia.

Com a derrota, Antonio Conte perde força na dura disputa que exerce nos bastidores contra a direção do clube. Uma derrota sofrida como essa dá menos argumentos para Conte bater o pé como tem batido. Resta ver qual será a postura da direção e do próprio treinador, que desde o fim da temporada da Serie A, quando explodiu, passou a ter colocar panos quentes. A Inter continua na fila: desde 2011, quando conquistou a Copa da Itália, não conquista um título.

O Sevilla, por sua vez, tem um Julen Lopetegui um técnico recuperado. Depois da confusão que o tirou da seleção espanhola a três dias da estreia da Roja na Copa do Mundo de 2018, depois que a federação descobriu que ele estava acertado com o Real Madrid para depois do Mundial, a carreira do treinador tinha sofrido um solavanco. Foi demitido em poucos meses de Real Madrid e reencontrou o bom trabalho no Sevilla. Agora ainda conquista o seu primeiro título na carreira.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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