Jens Hauge, 21 anos, foi contratado pelo Milan logo depois de impressionar com a camisa do Bodo/Glimt no jogo entre os times pela fase preliminar da Liga Europa. O custo relatado de € 5 milhões já parece uma grande barganha à medida em que o garoto se desenvolve. Nesta quinta-feira, o norueguês fez chover na ponta esquerda do ataque rossonero e comandou a virada por 4 a 2 sobre o Celtic que classificou o clube italiano à próxima fase da Liga Europa.

A vitória do Lille sobre o Sparta Praga, por 2 a 1, na outra partida do grupo, ajudou. Agora, o Milan tem 10 pontos, um a menos que os franceses, e quatro de vantagem para os tchecos, a uma rodada do fim. Mesmo em caso de empate na França, o Milan ainda teria uma boa vantagem de 3 a 0 no confronto direto contra o Sparta Praga.

O Celtic segue de mal a pior na temporada. Eliminado ainda na rodada anterior da Liga Europa, chegou ao quarto jogo sem vitória, por todas as competições. Ganhou apenas uma das últimas quatro rodadas do Campeonato Escocês – o que é uma hecatombe para os padrões do clube na liga nacional –  e está a cinco pontos do líder Rangers, em pontos perdidos, porque tem dois jogos a menos. A pressão sobre o treinador Neil Lennon é imensa.

O pior começo que o Milan poderia imaginar ainda seria melhor do que os primeiros 15 minutos. O Celtic abriu o placar, logo aos sete minutos, quando Rade Krunic não conseguiu o domínio de um passe de Donnarumma. Tom Rogic recolheu, abriu à esquerda e bateu firme para fazer 1 a 0. O próprio Rogic bateu colocado de fora da área, com muito perigo, e Stefano Pioli, de volta ao banco de reservas após contrair COVID-19, teve que substituir o machucado Simon Kjaer por Alessio Romagnoli.

Ainda não havíamos chegado aos 15 minutos quando Donnarumma barrou um chute forte e à queima-roupa de Callum McGregor e Ryan Christie achou um bonito passe para Ousanne Edouard dar uma cavadinha que dobrou a vantagem do Celtic.

O Milan parecia completamente perdido. E talvez continuasse assim não fosse uma cobrança de falta perfeita de Hakan Çalhanoglu para descontar, aos 24 minutos. Foi a injeção de ânimo que os italianos precisavam. Logo em seguida, o turco soltou Hauge pela esquerda, Rebic dividiu o cruzamento e a sobra ficou com Castillejo: 2 a 2.

Dava para ter virado ainda no primeiro tempo, mas Castillejo mandou para fora e a cobrança de escanteio de Çalhanoglu direto ao travessão foi apenas um susto. Ficou mesmo para logo depois do intervalo. O garoto Hauge passou no meio de três e entrou na área antes de bater de perna direita para fazer o terceiro do Milan.

No fim do jogo, Hauge fez outra grande jogada pela esquerda. Passou um pouco mais aos trancos e barrancos, mas teve agilidade nos pés e precisão para soltar Brahim Díaz, que fechou a vitória do Milan com um toquinho por cima do goleiro Vasilis Barkas.

.

.