Liga Europa

Garoto marca seu primeiro gol pelo Fenerbahçe, vai beijar o escudo na nova camisa da Puma e… CADÊ?

Gumuskaya substituiu Özil e, três minutos depois, anotou um golaço para decretar a vitória, mas ficou parecendo um pateta por culpa da camisa sem escudo

A Puma gosta de inovar em seus uniformes, mas nem todas as mudanças são bem recebidas. Durante a Euro 2020, as camisas reservas das seleções patrocinadas pela empresa alemã traziam um modelo “alternativo” sem o escudo das federações. Tal ideia foi transferida para os clubes e diversas equipes já lançam seu terceiro uniforme com o nome dos times no centro do peito, não o escudo. E os problemas já começaram a acontecer: na Liga Europa, Muhammed Gumuskaya anotou um golaço pelo Fenerbahçe. Na comemoração, ficou procurando o símbolo da equipe na camisa para beijar e não achou nada. Pobre coitado…

O Fenerbahçe recebeu o HJK Helsinque em Istambul, na partida de ida válida pela última fase preliminar da Liga Europa. Os Canários venceram por 1 a 0, graças a um petardo de Gumuskaya aos 20 minutos do segundo tempo. Apenas três minutos após sair do banco, no lugar de Mesut Özil, o meio-campista de 20 anos livrou-se da marcação e mandou um chutaço de canhota, que saiu do alcance do goleiro adversário. Um feito sem dúvidas memorável à sua carreira precoce. Quando corria para comemorar diante da torcida, porém, o prodígio não tinha o escudo para beijar e ficou alguns segundos até se dar conta disso. Depois, caiu na risada.

Cria da base do Fenerbahçe, Gumuskaya foi emprestado ao Boluspor na última temporada e agora ganha sequência na equipe principal dos Canários. Esse foi apenas seu quinto jogo pelo Fener, o primeiro numa competição internacional. Mais importante, foi seu primeiro gol profissional pela equipe. Uma pena que sua imagem parecendo um pateta vá se espalhar bem mais que a pintura. Que fique a lição à Puma: não se mexe com o escudo.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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