Liga Europa

Everton e Lyon fizeram um jogo de Libertadores na Liga Europa, que complicou ainda mais os ingleses

Pelo peso dos clubes, Everton e Lyon poderiam fazer um grande jogo pela Liga Europa. No entanto, a fase de grupos da competição continental não costuma contar com o maior empenho dos times. E pelo que os Toffees vêm exibindo na temporada até o momento, os motivos para ficar com um pé atrás redobravam. Ainda assim, o Goodison Park recebeu um duelo em ebulição. Não exatamente com cara de Liga Europa, e sim com um tempero de Libertadores, considerando os ânimos exaltados dos jogadores. Desentendimentos que apimentaram a boa partida, decidida no segundo tempo. Ao final, melhor para o Lyon, que venceu por 2 a 1 e deixou o Everton às portas da eliminação, colocando ainda mais pressão sobre Ronald Koeman.

Depois das atuações decepcionantes contra Atalanta e Apollon Limassol, o Everton entrava em campo precisando dar uma resposta à sua torcida. Ainda assim, Koeman apostou em um time sem alguns de seus principais nomes. E começou no prejuízo. Logo aos seis minutos, o Lyon saiu em vantagem, graças a um pênalti convertido por Nabil Fekir. Os Gones seguiram melhores no primeiro tempo, criando oportunidades com facilidade, especialmente com o trio formado por Bertrand Traoré, Memphis Depay e Fekir. Somente nos minutos finais é que o Everton responderia, parando em Anthony Lopes. Foram para o intervalo sabendo que a situação era bastante complicada.

Ademola Lookman e Gylfi Sigurdsson entraram no segundo tempo, mas o goleiro do Lyon continuava prevalecendo. Até que o lance capital do jogo acontecesse à parte, aos 21 minutos. Em uma bola alçada na área, Anthony Lopes neutralizou o lance com uma defesa segura. Contudo, quando aterrissava após o salto, foi empurrado por Ashley Williams para fora do campo. Falta antidesportiva, que logo gerou uma confusão na linha de fundo. Bertrand Traoré chegou acertando o capitão do Everton e o bolo de jogadores se formou próximo às placas de publicidade. As trocas de empurrões e esboços de socos foram muitas, até mesmo de torcedores, incluindo um que segurava uma criança no colo e passou a bater boca com os franceses. Depois de alguns segundos até que os ânimos se acalmassem, o árbitro aliviou, mostrando apenas o amarelo para Williams e Traoré.

A partir daquele momento, os 25 minutos finais guardavam não apenas a chance de vitória, mas a manutenção da honra. O Everton levava perigo nas bolas paradas e empatou três minutos depois do imbróglio, justamente com Ashley Williams. E a vitória do Lyon se consumaria logo na sequência, com um gol (obviamente) de Traoré. Maxwel Cornet fez grande jogada pela direita e cruzou para o camisa 10 completar de letra. Depois disso, diante das necessidades, os Toffees pressionaram e criaram suas ocasiões, mas sem concluir da melhor maneira. Acabaram saindo de campo vaiados pela torcida, insatisfeita com mais uma atuação fraca.

Com apenas um ponto em três rodadas, o Everton precisa de um futebol que não mostra há tempos para se recuperar na Liga Europa. E a classificação, neste momento, está em segundo plano. A preocupação se concentra em encontrar um rumo para o time, que contratou bastante, mas não consegue se encaixar. Fica a dúvida sobre até quando Koeman será o encarregado da tarefa. Já do outro lado, o Lyon chega aos cinco pontos, dois a menos que a Atalanta, que nesta quinta venceu o Apollon por 3 a 1 na Itália. Mais uma vez, os Gones tentarão fazer bom papel na competição continental, com qualidade para chegar ao menos nas fases finais.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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