Liga Europa

Enfim ganhando espaço no Sporting, Wendel estreou na Liga Europa com três assistências

A torcida do Fluminense certamente sente falta de Wendel. Em dias difíceis para os tricolores, eliminados na Copa Sul-Americana e à beira do precipício no Brasileirão, a lembrança do promissor meio-campista alude a um sonho que não aconteceu. E a transferência do garoto ao Sporting também não foi nada fácil, com raras oportunidades ao longo dos últimos meses. Aos poucos, o camisa 37 começa a ganhar cancha nas copas nacionais. Anotou seu primeiro gol pelo clube no fim de outubro, pela Taça da Liga. Já nesta quinta, ele pôde fazer sua estreia nas competições continentais e não decepcionou. Foram três assistências na goleada por 6 a 1 sobre o Qarabag, que confirmou os leoninos nos 16-avos de final.

Wendel atuou mais adiantado, como meia central. E diante de um rival débil, o garoto aproveitou a oportunidade para se destacar. Esteve entre os líderes do time em passes, dribles e chutes. Além disso, funcionou bem como garçom. Foram três assistências, duas para Bruno Fernandes e outra para Nani. O lance com o veterano, aliás, rendeu o tento mais bonito em Baku. O brasileiro iniciou uma troca de passes ainda no campo de defesa, abrindo a marcação adversária. Pois o toque de mágica veio quando Nani recebeu na entrada da área. Deixou dois adversários no chão, passou entre outros dois e arrematou na saída do goleiro. Golaço. Wendel ainda poderia ter feito o seu, mas desperdiçou duas boas chances que teve. Além dos mencionados, vale destacar também Abdoulaye Diallo, que ofereceu muita velocidade e anotou dois gols.

O Sporting chega aos 10 pontos no Grupo E da Liga Europa, avançando ao lado do Arsenal. Vive um momento para ganhar confiança. E a boa partida de Wendel também reivindica o seu espaço junto ao técnico Marcel Keizer, contratado no início do mês. O antigo comandante do Ajax é conhecido por seu trato com jogadores da base. Pode ser o empurrão que o meio-campista de 21 anos precisava, depois de meses conturbados. Mostra que precisa ao menos de espaço.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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