Liga Europa

E para ganhar do Sevilla na Liga Europa? United esbarra em Bono, e De Jong coloca espanhóis na final

Há poucas missões no futebol que são mais difíceis do que vencer o Sevilla na Liga Europa. Sabe-se lá o motivo, sabe-se lá o que acontece, o fato é que é poucos conseguiram. Desde 2004/05, o clube espanhol disputou a competição secundária da Europa 11 vezes e, neste domingo, chegou à sexta final em busca do seu sexto título, após o goleiro Bono segurar o Manchester United e Luuk de Jong marcar o gol da vitória, de virada, por 2 a 1.

Foi um jogo equilibrado e interessante, mas o grande destaque acabou sendo o goleiro marroquino Yassine Bounou, popularmente conhecido como Bono. Estava no Girona, tem 29 anos e é um dos quase 20 jogadores que o diretor de futebol Monchi contratou para esta temporada. Um novo projeto quase do zero que já conseguiu manter a tradição de sucesso do Sevilla na Liga Europa e conseguiu vaga na Champions League por meio do Campeonato Espanhol.

O Manchester United deve ter se preparado para as dificuldades de furar a ótima defesa do Sevilla. Um primeiro gol cedo abriria caminho para que os ingleses pudessem tentar garantir a vaga com seus velozes atacantes e saiu por meio do oitavo pênalti convertido por Bruno Fernandes. A marca impressiona, considerando que o português tem oito meses de clube e passou três deles em quarentena.

Aos nove minutos, Martial deu um bonito passe para a infiltração de Rashford. A finalização foi bem defendida por Bono, mas, assim que a bola saiu dos pés do jovem inglês, Diego Carlos o derrubou com um arriscado carrinho. O árbitro apontou à cal. Fernandes deu aquele seu tradicional pulinho antes de enviar a bola no canto direito alto do goleiro marroquino.

Como esperado, o United se retraiu para tentar ampliar o placar no contra-golpe, e o Sevilla assumiu a iniciativa das jogadas. De Gea, de volta ao time titular após Sergio Romero enfrentar o Copenhague, fez boa defesa em chute cruzado de Ocampos. Aos 26 minutos, os espanhóis empataram com uma jogada muito bem trabalhada.

Começou no campo de defesa, uma saída de bola normal. Ocampos abriu a defesa do United pela esquerda e Reguillón atacou o espaço. Recebeu o passe do argentino, foi ao fundo e cruzou rasteiro para o outro lado da área, onde Suso apareceu para completar.

Placar empatado, retornamos ao início, com os dois times buscando ações em proporção mais parecida, e o United teve melhores oportunidades. Martial pegou de primeira da entrada da área, mas mandou por cima e Bono conseguiu espalmar aquela cobrança de falta venenosa de Rashford.

Bono realmente brilhou no começo da etapa final. Primeiro, defendeu uma bola difícil de Greenwood e depois outra, à queima-roupa de Martial. No rebote, Fernando bloqueou a tentativa de Rashford, mas a bola seguiu viva. Martial, em ótima fase, fez fila dentro da área e bateu sem ângulo. Bono espalmou novamente, e Fernandes teve seu chute desviado para escanteio. Aos oito minutos, Martial bateu a carteira de Banega, tabelou com Pogba, e ficou cara a cara com Bono, que defendeu com os pés.

O jogo ficou um pouco mais morno na sequência, ao fim de uma temporada longa para os dois clubes, mas um erro defensivo do United acabaria sendo crucial. Navas cruzou da direita. Lindelöf era o cara que deveria cortar e deixou a bola passar. Wan-Bissaka, atrás dele, viu a bola chegando, viu Luuk de Jong livre, e nem se mexeu. Bastou ao holandês empurrar às redes para fazer o segundo do Sevilla.

Faltavam por volta de 15 minutos para o fim do jogo. Solskjaer esperou quase todos eles passarem para começar a se mexer. Fez três substituições de uma vez aos 42 – Fosu-Mensah, Daniel James e Juan Mata – e ainda colocou Ighalo para tentar romper a defesa nos acréscimos, mas não conseguiu e pela terceira temporada seguida o Manchester United não levantará uma taça.

O Sevilla terá sua chance contra Internazionale e Shakhtar Donetsk, provavelmente suando frio diante da perspectiva de enfrentar o Rei da Liga Europa.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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