Liga Europa
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Confronto a confronto, um mini-guia das oitavas de final da Liga Europa

Com o início das oitavas de final nesta quinta-feira, reunimos destaques que podem pintar na Liga Europa

Os mata-matas da Liga Europa começaram muito legais. Os 16-avos de final do torneio entregaram um punhado de partidaças, atuações sensacionais e muito equilíbrio. Assim, as expectativas crescem para as oitavas, com a chegada dos times que haviam sido líderes de suas chaves durante a fase de grupos. Forças como Arsenal, Real Sociedad, Feyenoord e Fenerbahçe retomam a disputa, contra um grupo de sobreviventes da fase anterior que inclui Manchester United, Juventus, Sevilla, Roma e Union Berlim. A espera é de que mais jogaços aconteçam, sem vida fácil mesmo para aquelas equipes que vieram repescadas da Champions League e, em teoria, possuem um grau maior de favoritismo.

Para acompanhar os duelos, preparamos um mini-guia com comentários sobre cada uma das equipes, o momento que atravessam e os principais destaques. Confira:

Manchester United x Betis

(Julian Finney/Getty Images/One Football)

Manchester United

O Manchester United tem motivos para ser considerado o principal favorito à Liga Europa nesta temporada. Os Red Devils possuem um dos melhores elencos, vinham de uma boa sequência de resultados, já faturaram um título nesta temporada. A classificação sobre o Barcelona parecia referendar os comandados de Erik ten Hag. No entanto, existe uma grande incógnita que paira neste momento sobre Old Trafford, após a traulitada contra o Liverpool na Premier League: como os mancunianos vão absorver esse resultado? Foi um tombo imenso, não apenas pelas dimensões históricas, mas também pela inação da equipe no segundo tempo. Não é das goleadas mais fáceis de se digerir. Mas, se por um lado o resultado praticamente descartou qualquer pretensão de título no Campeonato Inglês, por outro a Liga Europa surge até com mais força no horizonte. Será um caminho importante para se reerguer. Qualidade para se impor o time tem, especialmente por aquilo que se viu diante do Barça. A temporada de Marcus Rashford, Casemiro e Lisandro Martínez ainda é magnífica. Da mesma forma, as chances de triunfar aumentam quando se reúne Bruno Fernandes, Raphaël Varane e David de Gea. Vai ser interessante também a forma como Alejandro Garnacho pode aproveitar o torneio.

(Fran Santiago/Getty Images/One Football)

Betis

O Betis já atravessou momentos mais empolgantes, inclusive nesta temporada, quando o time começou muito bem em La Liga. A equipe de Manuel Pellegrini não apresentou tanta consistência na sequência da campanha e perdeu espaço na tabela. Só mais recentemente é que os verdiblancos voltaram a emendar bons resultados e se recolocaram com mais força na briga por vaga à Champions League. O bicampeonato na Copa do Rei não será possível, com a queda diante do Osasuna nas oitavas. Assim, a Liga Europa vira um objetivo central na temporada. Se há uma pressão na Andaluzia por aquilo que os maiores rivais já conquistaram na competição, a fase de grupos dos beticos pelo menos animou. A equipe somou cinco vitórias e um empate, numa chave que não era tão simples com a concorrência da Roma e do Ludogorets. O brasileiro Luiz Henrique esteve entre os destaques do início da campanha. É um elenco com bons talentos, com menções principais a Borja Iglesias, Sergio Canales, William Carvalho e Germán Pezzella. Se Nabil Fekir é uma enorme perda por lesão, o interminável Joaquín permanece presente.

Juventus x Freiburg

(FILIPPO MONTEFORTE/AFP via Getty Images/One Football)

Juventus

A Liga Europa precisa ser o grande objetivo da Juventus na temporada. Primeiro, por ser um título continental que o clube não conquista desde os anos 1990. Depois, por ser o caminho mais curto para a próxima Champions League no momento. Também pela necessidade de melhorar as finanças dos bianconeri num período de crise. E ainda porque a motivação na Serie A é mínima, depois da punição de 15 pontos. Os juventinos até vinham de uma sequência de bons resultados em fevereiro, depois da sanção e da goleada do Napoli. Todavia, a derrota para a Roma no último final de semana quebrou o clima e ressaltou como a frente continental vale bastante. A classificação sobre o Nantes na fase anterior serviu para animar, especialmente pela atuação de Ángel Di María na volta. A inspiração do argentino é magnífica e ressalta as credenciais do time de Massimiliano Allegri. No geral, é um conjunto com força suficiente para também chegar longe. Dusan Vlahovic, Filip Kostic, Federico Chiesa, Adrien Rabiot, Juan Guillermo Cuadrado, Danilo, Wojciech Szczesny e ainda outros têm bagagem para triunfar. A volta de Paul Pogba ainda pode garantir mais qualidade.

(Helge Prang/Getty Images/One Football)

Freiburg

O Freiburg tenta reencontrar o fio da meada na temporada. O time fez um ótimo primeiro turno na Bundesliga, ao ocupar a liderança por um breve período e se manter na briga. Porém, a retomada das atividades vê uma equipe em declínio. O clube da Floresta Negra tomou de 6 a 0 do Wolfsburg e de 5 a 1 do Dortmund, com outros tropeços que o distanciaram da disputa principal, embora siga perto do G-4. A Liga Europa pode servir nessa recuperação. A campanha na fase de grupos foi excepcional. Os alemães somaram 14 pontos, invictos, num grupo bem equilibrado contra Nantes, Qarabag e Olympiacos. Mas, obviamente, a Juventus representa um desafio além. Christian Streich continua como um dos maiores milagreiros do futebol europeu. Ainda assim, seu elenco pouco badalado conta com ótimos valores. Principal destaque da temporada, o italiano Vincenzo Grifo terá uma motivação extra ao encarar os compatriotas. Michael Gregoritsch e Ritsu Doan são outros que podem aprontar, assim como o talentoso Roland Sallai. Já a liderança fica por conta do capitão Christian Günter e do rodado Matthias Ginter. É um time que pede cuidado.

Roma x Real Sociedad

(FILIPPO MONTEFORTE/AFP via Getty Images/One Football)

Roma

A Roma dá a impressão de que podia mais nessa temporada. Os giallorossi vinham na crista da onda após conquistarem a Conference League, receberam reforços estelares e mesmo assim não conseguem uma estabilidade. A campanha na Serie A abusa dos tropeços, embora mantenha o time na briga pelo G-4. O problema é variar entre uma derrota para a Cremonese e uma vitória sobre a Juventus. Por falar em Cremonese, os grigiorossi também foram algozes na Copa da Itália. E por falar em Juventus, talvez o clima positivo pelo triunfo de domingo empolgue na Liga Europa. Mesmo que o título continental passado tenha sido muito comemorado, os romanistas ainda não engrenaram na atual campanha. Ao menos, aquela campanha de 2021/22 também levou um tempo para realmente pegar fogo. Na fase de grupos, a Loba ficou abaixo do Betis, e dependeu de uma reviravolta nos 16-avos para eliminar do Red Bull Salzburg, com a derrota por 1 a 0 na ida e a vitória por 2 a 0 na volta. Leonardo Spinazzola foi enorme na classificação e chega com moral. O mesmo pode se dizer de Paulo Dybala, numa temporada sublime na capital. E há mais gente para aparecer: Tammy Abraham, Lorenzo Pellegrini, Andrea Belotti, Georginio Wijnaldum e até Gianluca Mancini, como bem fez diante da Juve.

(ANDER GILLENEA/AFP via Getty Images/One Football)

Real Sociedad

Em certo momento da temporada, a Real Sociedad parecia capaz de brigar pelo topo da tabela em La Liga. Vinha numa sequência de vitórias e estava no encalço do Barcelona, embora com jogos a mais. Fevereiro, no entanto, se tornou um mês bem difícil no Campeonato Espanhol. Os txuri-urdin só ganharam uma partida nas últimas seis rodadas, e isso depois da eliminação para o Barça na Copa do Rei. Os bascos até deixaram a terceira posição, ultrapassados pelo Atlético de Madrid, e precisam defender seu lugar no G-4. A Liga Europa, então, ganha mais força no horizonte. A Real pulou diretamente às oitavas porque liderou o grupo contra o Manchester United, com um saldo superior. A espinha dorsal do time é boa, com nomes como Robin Le Normand, Mikel Merino, Brais Méndez, Takefusa Kubo e Alexander Sörloth. A volta de Mikel Oyarzabal foi uma baita notícia, enquanto David Silva permanece como uma enorme referência. Além disso, o técnico Imanol Alguacil tem bons recursos para bater de frente com Mourinho.

Arsenal x Sporting

(Julian Finney/Getty Images/One Football)

Arsenal

Neste momento, o pensamento do Arsenal é um só: conquistar a Premier League. É no fim do jejum no torneio que as forças dos Gunners precisam se concentrar, especialmente por toda a luta das vitórias apertadas nas últimas rodadas. O elenco de Mikel Arteta não é dos mais recheados, especialmente pelas lesões que tem enfrentado nos tempos recentes. Assim, a Liga Europa se torna até um pequeno estorvo, mas que os Gunners também não irão dispensar. Da mesma forma, é um troféu continental que não pinta desde os anos 1990, numa competição que possui decepções dos londrinos nas últimas décadas. Resta saber como vai ser o comportamento do time, para não faltar gás no grande objetivo. A sequência mais recente respalda, apesar dos tropeços que criaram riscos na Premier League. E a campanha na fase de grupos da LE, mesmo com a divisão de atenções e vários mistões, foi muito boa. O Arsenal conquistou 15 pontos, com a única derrota para o PSV. Dentro da rotação, figuras como Eddie Nketiah e Fábio Vieira aproveitaram a etapa anterior na Liga Europa. Reiss Nelson é outro que tende a ganhar mais chances. Mas, se precisar, dá para acionar Bukayo Saka, Martin Odegaard, Gabriel Martinelli e outros que carregam o sonho na liga.

(CARLOS COSTA/AFP via Getty Images/One Football)

Sporting

O Sporting corre contra o tempo no Campeonato Português. Foi um começo de campanha ruim, com muitos tropeços, que afastaram os leoninos da zona de classificação para a Champions. O time só voltou a emendar bons resultados a partir de janeiro. Perdeu o clássico contra o Porto, mas a sequência de vitórias já deixa os lisboetas a cinco pontos do G-3. E se nem nas copas nacionais os sportinguistas se deram bem, a Liga Europa vira uma esperança a se agarrar. Depois de cair na fase de grupos da Champions, a equipe de Ruben Amorim passou por cima do Midtjylland na fase anterior, com direito a uma rodada por 4 a 0. Agora, tenta se aproveitar do foco desviado do Arsenal. Pedro Gonçalves é o diferenciado numa equipe que tem outras boas pedidas em Sebastián Coates, Marcus Edwards e Hidemasa Morita. Nuno Santos foi outro que entregou bastante na classificação sobre os dinamarqueses.

Union Berlim x Union St. Gilloise

(JOHN MACDOUGALL/AFP via Getty Images/One Football)

Union Berlim

O Union Berlim recomeçou 2023 muito bem, mas perdeu fôlego nas últimas partidas. São três rodadas da Bundesliga sem ganhar, incluindo a derrota para o Bayern de Munique, muito custosa nos sonhos de um surpreendente título. Para os Eisernen, ainda assim, conquistar um lugar no G-4 e a consequente vaga na Champions já seria enorme. E a Liga Europa concede outro caminho para sonhar. A classificação sobre o Ajax foi gigantesca, especialmente pelas dimensões do adversário. Pegar a Union St. Gilloise se promete um duelo mais capicioso, não apenas pelos embates na fase de grupos, mas também porque o estilo de jogo dos belgas pode dificultar mais aos alemães. Não vão tão de peito aberto quanto os Ajacieden, por exemplo. Urs Fischer, apesar disso, sabe utilizar seus recursos sem perder a identidade da equipe. E tem muita gente para aparecer. Sheraldo Becker, Janik Haberer, Danilho Doekhi, Robin Knoche, Christopher Trimmel e Fredrik Rönnow estão entre os grandes destaques da temporada. Além disso, as adições de Josip Juranovic e Aïssa Laïdouni já impactaram positivamente na fase anterior do torneio continental.

(LAURIE DIEFFEMBACQ/BELGA/AFP via Getty Images/One Football)

Union St. Gilloise

A Union St. Gilloise voltou à elite do Campeonato Belga após 48 anos e quase ficou com o título logo de cara. O vice, ainda assim, promoveu o retorno às competições continentais após 57 anos e a campanha faz jus à tradição dos auriazuis. A equipe veio repescada das preliminares da Champions, ao cair diante do Rangers. Foi uma ótima fase de grupos na Liga Europa, com a primeira colocação num grupo que ainda tinha Union Berlim, Braga e Malmö. A única derrota, contudo, ocorreu exatamente contra os berlinenses na última rodada – quando os belgas já estavam garantidos. A USG também é vice-líder na atual edição do Campeonato Belga, mas longe do líder Genk, muito por causa dos tropeços consecutivos nas rodadas mais recentes. A Liga Europa, de qualquer forma, é uma porta aberta para demarcar a ascensão recente do clube que possui 11 títulos nacionais. O técnico Karel Geraerts faz um bom trabalho após assumir nesta temporada. Já o elenco sofreu mudanças por conta do destaque no último ano e ainda perdeu na janela de inverno o artilheiro Dante Vanzeir, vendido ao New York Red Bulls. O capitão Teddy Teuma é a referência mais tarimbada. Já entre os destaques mais recentes estão os garotos Victor Boniface e Simon Adingra – este cedido pelo Brighton, que tem os mesmos donos da Union St. Gilloise.

Sevilla x Fenerbahçe

(OLAF KRAAK/ANP/AFP via Getty Images/One Football)

Sevilla

Nunca duvide do amor que o Sevilla tem pela Liga Europa. Os rojiblancos conquistaram o torneio seis vezes, inclusive em muitas campanhas nas quais não estavam bem cotados, mas reafirmavam sua supremacia na competição. O que deixa uma ponta de dúvida é a temporada sofrível, sobretudo em La Liga. Julen Lopetegui saiu, Jorge Sampaoli chegou e não é que a situação melhorou tanto. Janeiro até guardaria bons resultados e os rojiblancos indicavam certo respiro na tabela. Porém, são três rodadas sem vencer, incluindo o acachapante 6 a 1 sofrido diante do Atlético de Madrid. O risco volta a se evidenciar porque muitos concorrentes se recuperaram e os andaluzes só estão fora da zona de rebaixamento por causa do saldo de gols. Por mais que a Liga Europa inspire tempos de glórias, o objetivo da temporada é evitar o descenso. Repescado da Champions, o Sevilla iniciou a LE com uma grande vitória sobre o PSV, apesar da derrota na visita à Holanda. O elenco até que possui um bom número de opções, que incluem Lucas Ocampos, Youssef En-Nesyri, Ivan Rakitic, Jesús Navas, Nemanja Gudelj e outros tarimbados. Mas as lesões atrapalham e também a fragilidade da zaga. O goleiro Marko Dmitrovic terá trabalho – mesmo se nenhum torcedor invadir o campo para atacá-lo.

(OZAN KOSE/AFP via Getty Images/One Football)

Fenerbahçe

A temporada de Jorge Jesus no Fenerbahçe não é muito linear. O time teve bons momentos no Campeonato Turco, mas sofreu um baque na virada do ano e acabou atropelado no clássico contra o Galatasaray. Resultado: os rivais abriram uma vantagem de seis pontos e mesmo a recuperação posterior na competição não adiantou. A Liga Europa é um respiro maior no calendário dos Canários. Depois da decepcionante eliminação nas preliminares da Champions, a equipe tratou sério o torneio secundário. Passou com autoridade nas preliminares e também dominou seu grupo. Deu o troco no Dynamo Kiev, algoz na Champions, além de passar por Rennes e AEK Larnaca. A primeira colocação soou como prêmio. É ver como o Fener retoma o torneio, um pouco fora de ritmo pelas semanas parado por conta da tragédia na Turquia. Enner Valencia é o cara da equipe, com 26 gols em 23 partidas pelo clube em 2022/23. Outros jogadores como Attila Szalai, Ferdi Kadioglu, Diego Rossi e Michy Batshuayi oferecem outros recursos. Ainda há a legião brasileira com Lincoln, Willian Arão, João Pedro, Luan Peres e Gustavo Henrique. Olho no garoto Arda Güler, meia de 18 anos.

Feyenoord x Shakhtar Donetsk

(PIETER STAM DE JONGE/ANP/AFP via Getty Images/One Football)

Feyenoord

O Feyenoord vem de uma marcante temporada continental, quando chegou à decisão da Conference League. E as possibilidades continuam abertas ao Stadionclub, mesmo que um desmanche bastante severo tenha levado praticamente todos os destaques do time vice-campeão da Conference. A diferença fica por conta do técnico Arne Slot, capaz de reconstruir a equipe e manter um altíssimo nível. Neste momento, o Feyenoord é o principal candidato para conquistar a Eredivisie. O clube de Roterdã lidera o campeonato com uma vantagem de três pontos e está invicto há 17 rodadas. O Stadionclub também avançou às semifinais da Copa da Holanda. Já na Liga Europa, mesmo que a fase de grupos tenha causado tropeços, o grupo parelho rendeu a liderança. Fez a diferença os 6 a 0 sobre o Sturm Graz, numa chave em que todo mundo ficou com oito pontos. Orkun Kökçü e Lutsharel Geertruida são as referências em relação à temporada passada, com a lesão do goleiro Justin Bijlow. Já entre aqueles que despontam mais recentemente, Sebastian Szymanski e Santiago Giménez são bons nomes, enquanto os brasileiros Danilo e Igor Paixão também dão boas contribuições. A questão é o equilíbrio entre torneio nacional e continental, com uma clara prioridade ao Holandês.

(ANDY BUCHANAN/AFP via Getty Images/One Football)

Shakhtar Donetsk

O que o Shakhtar Donetsk faz nessa temporada é milagroso. Os ucranianos perderam uma penca de jogadores desde o início da invasão russa e sequer podem atuar no país pelas competições continentais, mas mantêm a honra dentro de campo. Os Mineiros fizeram uma campanha louvável na Champions, mesmo repescados para a Liga Europa. E passaram pelo Rennes num duelo cheio de tensão pelos 16-avos, com uma reviravolta nos pênaltis para deixar os franceses pelo caminho. Já no Campeonato Ucraniano, o Shakhtar deu um salto à liderança neste final de semana, ao amassar o Metalist 1925 por 7 a 0. Igor Jovicevic é o treinador que consegue elevar as pretensões em Donetsk. E, se o time perdeu Mykhaylo Mudryk em janeiro, ainda possui bons nomes. Danylo Sikan, Maryan Shved, Mykola Matvienko e Oleksandr Zubkov são outras figuras que despontam, enquanto Taras Stepanenko e Yaroslav Rakitskyi garantem doses de experiência. O goleiro Anatoliy Trubin é o principal responsável pelos sucessos além das fronteiras.

Bayer Leverkusen x Ferencváros

(Markus Gilliar/Getty Images/One Football)

Bayer Leverkusen

O Bayer Leverkusen continua em ascensão numa temporada que começou muito ruim. O começo desastroso na Bundesliga chegou a deixar os Aspirinas na zona de rebaixamento e provocou a demissão do técnico Gerardo Seoane. A recuperação se deu a partir da chegada de Xabi Alonso. O ex-volante acertou o time e permitiu uma guinada na tabela da Bundesliga, suficiente para afastar os riscos. O Leverkusen ainda não parece forte para alcançar a zona de classificação às copas europeias, mas pelo menos aproveita melhor os seus talentos. E é na Liga Europa que os alemães podem se dar bem, depois de serem repescados da Champions. O embate com o Monaco pelos 16-avos de final foi excelente, com dois jogaços que terminaram em 3 a 2. Com uma vitória para cada lado, os Aspirinas avançaram com o triunfo nos pênaltis dentro do Principado. Sobra qualidade num setor ofensivo que possui as alternativas de Florian Wirtz, Moussa Diaby, Adam Hlozek e ainda outros que podem render mais, como Sardar Azmoun ou Patrik Schick. Exequiel Palacios foi ótimo no meio contra o Monaco, enquanto Jeremie Frimpong faz impressionante temporada na ala.

(ATTILA KISBENEDEK/AFP via Getty Images/One Football)

Ferencváros

O Ferencváros tenta fazer uma temporada à altura de sua gloriosa história. Os alviverdes sobram no Campeonato Húngaro, com uma diferença de 14 pontos na primeira colocação. O título nacional deve vir sem problemas. Assim, fica mais fácil de se concentrar nos compromissos europeus, nos quais o clube de Budapeste já vem se destacando. Apesar da queda nas preliminares da Champions, o Ferencváros chegou à Liga Europa com o pé na porta. Liderou um grupo duro que reunia Monaco, Trabzonspor e Estrela Vermelha. O time chega motivado para a fase decisiva. O técnico desde 2021 é Stanislav Cherchesov, responsável pela boa campanha da Rússia na Copa de 2018. Já entre os principais jogadores estão Dénes Dibusz, Kristoffer Zachariassen e Ryan Mmaee, atletas com tarimba nos alviverdes. Adama M. Traoré chegou com tudo do Sheriff Tiraspol que fez história na Champions passada. E há um brasileiro com destaque, o atacante Marquinhos, antiga revelação do Atlético Mineiro que foi comprado na temporada passada.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.
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