Liga Europa

Bale deu uma resposta em campo e liderou a goleada do Tottenham sobre o Wolfsberger

José Mourinho, talvez levando as coisas um pouco demais ao pé da letra, sentiu a necessidade de dizer que publicações de Gareth Bale nas redes sociais dizendo que havia tido uma boa sessão de treino eram “uma contradição com a realidade”. Depois, admitiu que pode ter tomado decisões erradas em relação a ele e a Dele Alli, duas estrelas que não vem jogando muito. Os dois foram titulares nesta quinta-feira, contra o Wolfsberger, pelos 32 avos de final da Liga Europa e pelo menos Bale apresentou bem o seu caso para ganhar mais minutos com a camisa do Tottenham na vitória por 4 a 1.

Bale havia atuado apenas 801 minutos neste seu retorno ao Tottenham, espalhados em 16 partidas por todas as competições. Começou jogando apenas dez vezes, mas seis pela Liga Europa e somente duas pela Premier League. Participou de sete dos 23 jogos disputados pelos Spurs na liga inglesa. Não vem sendo muito melhor do que sua última temporada pelo Real Madrid, quando atuou 1260 minutos em 20 jogos.

Mourinho disse semana passada que Bale não jogou contra o Everton pela Copa da Inglaterra por um problema muscular, mas, no geral, a questão com ele tem sido mais adquirir preparo físico para aguentar um alto ritmo com frequência, e fugir de pequenas contusões, do que uma grave lesão específica.

Em busca de mais espaço, comeu a bola nos primeiros 30 minutos em que realmente houve um jogo na Áustria. O Tottenham foi muito superior com Bale, Alli, Lucas e Son na sua linha ofensiva. Aos 13 minutos, Lucas virou para Doherty, que abriu com Bale. O galês cruzou baixo, e Son mergulhou para desviar de cabeça. O Wolfsberger até teve uma chance boa da empatar, com Joveljic entrando na área e abrindo para a perna esquerda, mas não pegou tão bem, e Lloris agarrou.

Na marca da meia hora, Bale anotou uma pintura. Recebeu novamente de Doherty, deu um drible seco em Jonathan Scherzer e ampliou com um chute forte e colocado de perna esquerda. Com inveja, Lucas Moura marcou um gol ainda mais bonito: arrancou pela esquerda em velocidade, bem sua característica, passou por Dominik Baumgartner, limpou Luka Lochoshvili e acertou o canto para fazer 3 a 0.

A chance de descontar apareceu quase do nada para o Wolfsberger. Sissoko errou o domínio na saída de bola, ainda na entrada da área. Christopher Wernitznig tomou a frente e foi derrubado. Michael Lendl deslocou Lloris e deu um fiapo de esperança para os austríacos se agarrem. Ele desapareceu, aos 43 minutos, quando Hojbjerg cruzou da direita, Lamela ajeitou de cabeça e Carlos Vinícius desviou para ampliar ainda mais a vantagem do Tottenham para o jogo de volta, na próxima semana, no norte de Londres.

.

.

.

Mostrar mais

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo