Liga Europa

Antes do Betis x Zenit, comunidade ucraniana realizou protestos nos portões do estádio contra a guerra

Partida envolvendo o clube russo era considerada de alto risco, mas não teve incidentes, com protestos pacíficos nos arredores do Benito Villamarín

A invasão da Ucrânia não impediu a participação das equipes russas na rodada da Liga Europa. O Zenit era o representante do país e enfrentou o Betis no Estádio Benito Villamarín, com o empate por 0 a 0 que beneficiou os espanhóis. Porém, o duelo seria marcado por protestos nos arredores do estádio contra a ação militar dos russos. Dezenas de pessoas se reuniram nos portões do Benito Villamarín, muitos delas pertencentes à comunidade ucraniana na Andaluzia, e se manifestaram contra a guerra.

O mote da manifestação nas ruas de Sevilha era o “não à guerra”. Os protestos tinham bandeiras da Ucrânia e faixas se posicionando contra o conflito. Alguns dos manifestantes vinham com fotos de Vladimir Putin, presidente da Rússia, com as mãos manchadas de sangue. Os cartazes tinham mensagens em castelhano, inglês e ucraniano. Torcedores do Betis também participaram dos atos, dando apoio aos presentes. Boa parte do grupo era composto por mulheres, muitas delas de origem ucraniana.

O jogo entre Betis e Zenit seria considerado de alto risco pelas autoridades espanholas e, por isso, contou com policiamento reforçado. Foram convocados 750 policiais para o evento. O Zenit contou com cerca de 200 torcedores visitantes nas arquibancadas. Apesar dos temores, não foram registrados embates ou incidentes mais graves no Benito Villamarín.

Dentro de campo, Betis e Zenit fizeram um bom jogo, que não transparece pelo placar de 0 a 0. Com a vitória dos espanhóis por 3 a 2 na ida em São Petersburgo, os russos precisavam dar a resposta na Andaluzia. Os visitantes foram melhores na primeira etapa, mas sem tantas chances. Foi no segundo tempo que o duelo realmente se animou. Yuri Alberto teve um gol anulado pelo Zenit logo de cara. Depois, o Betis mandou duas bolas na trave em sequência.

O Zenit aumentou a pressão na reta final e emendou lances de perigo. Malcom era um dos destaques da equipe, com bons lances. Já aos 45 minutos, até parecia que os russos forçariam a prorrogação. Após cruzamento, Dmitry Chistyakov completou para as redes, mas o tento acabou anulado pelo VAR. Houve a alegação de um toque de mão, que não ficou claro pelas imagens e causou controvérsia. Nos acréscimos, os celestes ainda tentaram o gol salvador e não marcaram por pouco. Com o resultado, o Betis passou às oitavas de final.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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