Europa

Helsingborg é campeão sueco

Antes de qualquer coisa, sempre é bom lembrar que o calendário do futebol sueco não segue o padrão convencional de temporada européia, durando entre setembro e maio. Devido ao inverno rigoroso que aperta bem mais forte em alguns países europeus, a liga sueca começa em abril e termina em outubro.

Depois de seis meses e meio e 240 partidas, terminou a Allsvenskan, o campeonato sueco. E o título, como se desenhava desde o primeiro terço da competição, ficou mesmo com o Helsingborg – dono de uma campanha que impossibilita qualquer questionamento sobre o mérito da conquista.

Após um ótimo 2010, quando venceu a Copa da Suécia e perdeu o título nacional por dois pontos, o clube começou 2011 sem grandes revoluções, como era de se esperar numa equipe que vinha de um bom ano. Após a primeira temporada bem-sucedida, o treinador Conny Karlsson também foi mantido.

Já na quinta rodada, o HIF assumiria a liderança para não largar mais. Os números da campanha final merecem destaque: cinco pontos de vantagem para o vice AIK e apenas três derrotas em trinta partidas, além de melhor ataque e defesa e a confirmação da taça com três rodadas de antecipação.

As 26 rodadas consecutivas na liderança denunciam que o Helsingborg teve uma temporada sem sustos. Não deixa de ser verdade, mas há de se considerar alguns percalços que o clube passou pelo caminho até o troféu. O primeiro deles certamente soará familiar ao torcedor brasileiro: ter de negociar jogadores enquanto a liga local se aproximava da metade, coincidência gerada graças ao já citado calendário sueco.

Foi assim que o clube perdeu Alexander Gerndt, principal goleador do time. Artilheiro do último campeonato, o atacante flertou com o Kobenhavn (clube que tradicionalmente mantêm ótimas relações com o HIF), mas, em julho, embarcou para a Holanda após ser vendido ao Utrecht. A saída de Gerndt, ao menos, rendeu aos cofres, se tornando a maior venda da história do clube.

Seu parceiro de ataque, Rasmus Jönsson, foi outro que deixou a Suécia rumo a uma liga européia maior. Jönsson, jovem matador de 21 anos que começa a ganhar suas primeiras oportunidades pela seleção local, acabou negociado com o Wolfsburg.

Mesmo com o retorno do ídolo brasileiro Álvaro Santos, a equipe foi incapaz de preencher as lacunas abertas em seu ataque após as negociações de seus melhores homens de frente. A prova disso é que, mesmo campeão e com mais gols marcados, o artilheiro do time na competição ainda foi Jönsson, que fez sua última partida pela equipe ainda em agosto. Além disso, fez apenas nove gols – contra 21 do goleador máximo, Mathias Ranégie.

Foi o quinto título nacional da história do clube e o primeiro desde 1999, quando o treinador norueguês Age Hareide montou um forte time que, além da conquista doméstica, chegou até a fase de grupos da Liga dos Campeões. Champions que, aliás, estará de volta ao calendário do Helsingborg.

Curtas

– A Finlândia também tem seu campeão: o HJK Helsinki, pela terceira vez consecutiva. E foi uma barbada. A vantagem do time da capital para o segundo colocado, o Inter Turku, foi de 24 pontos.

– Mais Suécia: restam ainda importantes confrontos para o encerramento da temporada do futebol no país. Um deles é o play-off entre Angelholm x Syrianska, valendo vaga na primeira divisão. Na primeira partida, vitória do Angelholm (vindo da segundona) sobre o clube da comunidade assíria, que terminou em antipenultimo da divisão principal.

– E se a Allsvenskan já terminou, a Copa da Suécia se aproxima da definição. O Kalmar já está na final, após vencer na prorrogação o IFK Goteborg (em Gotemburgo) por 4-3. O segundo finalista sai do confronto entre Örebro e Helsingborg, a ser jogado no próximo sábado.

– Na próxima coluna, com rebaixamento e Copa definidos, um resumo sobre a temporada sueca.

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