Europa

Hapoel Be’er Sheva evocou Moisés na Liga Europa – só não deu muito certo

O Hapoel Be’er Sheva vive uma temporada surpreendente nas competições continentais. Nas preliminares da Champions, eliminou Sheriff Tiraspol e Olympiacos, além de ameaçar o Celtic. Descolou ao menos uma vaga na Liga Europa, sorteado no mesmo grupo de Internazionale e Southampton. E qual o tamanho do orgulho dos torcedores israelenses ao verem seu time derrubando dois clubes tão tradicionais, com direito a grandes atuações? Por isso, a mera presença nos 16-avos de final serviu de pretexto a uma grande festa no Estádio Yaakov Turner.

Antes que a bola rolasse, os alvirrubros ergueram um bandeirão bastante criativo. O clube do Deserto de Neguev evocou Moisés e o milagre que realizou a poucos quilômetros dali, abrindo o Mar Vermelho. “O impossível é nada”, dizia a faixa junto com à imagem.

Conhecer a Torá, porém, não ajudou muito o Hapoel. Os israelenses foram derrotados pelo Besiktas por 3 a 1, com destaque para o atacante Cenk Tosun, autor de belo gol. Apesar das animosidades entre judeus e muçulmanos, prevaleceu o respeito – em uma cidade tolerante e historicamente ligada ao Império Otomano, apesar de seu contexto atual no Estado de Israel. Prova de esportividade maior, aliás, veio após o apito final. Mesmo com o resultado amargo, os torcedores promoveram uma enorme cantoria para agradecer o esforço de seus jogadores. O impossível é realmente nada.

A foto que abre o post é do @BabaGol.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo