Grupo A: Atlético de Madrid é o favorito, mas Juventus tenta voltar às glórias
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O cenário esperado
Atlético de Madrid, vice-campeão da última edição da Champions League e atual campeão espanhol, é o cabeça de chave e favorito do grupo. O time do técnico Diego Simeone perdeu muitos jogadores importantes, mas conseguiu repor até deixando o elenco mais forte. O seu grande adversário deve ser a Juventus. A campeã italiana, agora comandada por Massimiliano Allegri, tenta chegar ao mata-mata, como não conseguiu na última temporada. Os confrontos entre os dois devem definir a liderança do grupo. O time não perdeu nenhum jogador importante e contratou no mercado interno para fortalecer o elenco. O Olympiacos é a terceira força do grupo e jogar na Grécia deve trazer alguma dificuldade e é quem deve ficar com a vaga na Liga Europa. Já o Malmö é o time que ninguém pode perder pontos.
O cenário possível
Na temporada passada, a Juventus tropeçou contra o Kobenhavn ao empatar e viu a sua classificação ficar ameaçada. Na última rodada, perdeu para o Galatasaray e ficou fora. O Olympiacos, que costuma engrossar o caldo ao menos jogando em casa, pode fazer esse papel de complicar a vida de um dos favoritos, especialmente a Juventus. Assim, ficaria com a segunda vaga do grupo e jogaria o time italiano para a Liga Europa. O Malmö, bem, esse deve ser último de qualquer jeito.
Jogador-chave

Carlos Tevez
O atacante é o principal jogador da Juventus e é quem tem a maior capacidade de decidir as partidas pelo time de Turim. O seu desempenho deve ser determinante na campanha da Juve, que tem ambição de chegar longe no mata-mata. Na temporada passada, foi artilheiro do Campeonato Italiano com 19 gols em 34 jogos, além de oito assistências. No total, foram 48 jogos e 21 gols. Só que Carlitos não marcou na Champions League. Neste ano, será importante que ele marque e carregue a Juventus a um patamar mais alto na Europa. Com ele em grande forma, a Juventus é um time forte para dificultar até para os grandes times europeus, embora esteja em um patamar inferior aos favoritos.
Fique de olho

Malmö finalista
É a primeira vez que o Malmö irá jogar a fase de grupos da Champions League, mas a história do time na principal competição europeia tem uma final. Em 1978/79, quando ainda era Copa dos Campeões, o time caminhou até a final da competição. Na primeira fase, bateu o campeão francês, o Monaco, com empate por 0 a 0 fora e vitória por 1 a 0 em casa. Na segunda fase, enfrentou o forte time do Dynamo Kiev, na época ainda da União Soviética, e novamente empatou por 0 a 0 fora de casa e venceu em casa, desta vez por 2 a 0. Nas quartas, bateu o Wisla Krakov, da Polônia. Perdeu por 2 a 1 fora, mas goleou por 4 a 1 em casa. Na semifinal, bateu o Austria Viena, empatando fora por 0 a 0 e vencendo em casa por 1 a 0. Na final, disputada em Munique, o time sueco perdeu para o Nottiingham Forest por 1 a 0 e foi vice-campeão. Como os ingleses se recusaram a jogar o Mundial de Clubes, em uma época que os europeus não queriam mais vir jogar na América do Sul, o Malmö foi o representante na chamada Copa Intercontinental contra o Olimpia. No primeiro jogo, em Malmö, o time da casa perdeu por 1 a 0. Na volta, em Assunção, nova vitória paraguaia por 2 a 1 e o título garantido.
O brasileiro
Miranda

O melhor zagueiro na Europa em 2014/15, campeão espanhol, vice-campeão da Champions League. Miranda se tornou essencial na forte defesa do Atlético de Madrid armada por Simeone. O brasileiro teve atuações de altíssimo nível, foi especulado por muitos clubes – incluindo o Barcelona, que tanto precisa de zagueiros – e acabou ficando nos Colchoneros. Forte no jogo aéreo, tem ótimo posicionamento e é muito calmo. Características que ajudam o time a conseguir ter uma defesa tão elogiada por sua solidez. O mérito da defesa é de todo o sistema defensivo, que inclui até os atacantes, mas Miranda dá muita qualidade na última linha de marcação. Ficou fora da seleção brasileira que foi à Copa do Mundo, mas, aos 29 anos, esteve na primeira convocação de Dunga logo depois do Mundial. E tem potencial para ficar lá por alguns anos.
A contratação

Konstantinos Mitroglou, pelo Olympiacos
Ídolo do clube grego na temporada passada, quando ajudou o time a passar pela fase de grupos da Champions League, o atacante foi para o Fulham, que acabou rebaixado. Os ingleses queriam economizar o salário do jogador e o emprestaram de volta ao clube da sua terra, onde ele tenta recuperar a boa fase e se livrar das lesões. Na temporada 2013/14, fez 17 jogos na primeira metade da temporada e marcou 17 gols. Foi fundamental na campanha que levou a Grécia à Copa do Mundo e pode ser um ponto focal no ataque dos Piraeus, forte no jogo aéreo e bastante perigoso dentro da área.
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