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Grupo B: Real Madrid, Juventus, Galatasaray, Kobenhavn

O Grupo B tem um dos grandes favoritos ao título na temporada. O Real Madrid entra novamente pensando em chegar à sua sonhada “décima”. É o time que gastou € 100 milhões em um só jogador, é o time milionário, que chegou na semifinal nas últimas três temporadas. Mas o grupo não tem só os merengues como força. A Juventus chega para tentar ir além do que conseguiu na temporada passada, quando caiu nas quartas de final. As duas camisas pesadas terão a companhia do Galatasaray, o campeão turco, que tenta abocanhar uma vaga no mata-mata. Tem também o Kobenhavn que… Bom, trará a alegria dinamarquesa ao evento e já está bom demais.

Real Madrid

Como chegou à Liga dos Campeões: 2º colocado no Campeonato Espanhol
Melhor campanha: Campeão (1955/56, 1956/57, 1957/58, 1958/59, 1959/60, 1965/66, 1997/98, 1999/00, 2001/02)

O cara

Cristiano Ronaldo é o segundo melhor jogador do mundo e é um dos jogadores mais decisivos do planeta. A média de um gol por jogo desde que chegou ao clube merengue é absolutamente impressionante. São 203 jogos e 203 gols. Ronaldo sabe que “la décima” é uma obsessão do clube. Ronaldo tem plenas condições de conduzir o estelar elenco merengue à conquista. Como duvidar de um jogador que, em quatro anos, já se aproxima dos principais artilheiros da história do Real Madrid? O português está em sexto lugar no número de gols, atrás de Hugo Sánchez (208), Ferenc Puskás (242), Carlos Santillana (289), Alfredo Di Stéfano (305) e Raúl (323). E tem mais cinco anos de contrato…

Papo de bar

Um time que gasta mais do que o necessário, paga mais do que devia em um jogador só para ver a sua vaidade saciada. É o time do marketing. Deve ter um espelho no vestiário para os jogadores ficarem se olhando, em vez de um lugar para discutir táticas. E ainda tem esse Cristiano Ronaldo, que só gosta de se olhar no telão.

A realidade

O Real Madrid é um dos times mais fortes do mundo e, apesar da fogueira de vaidades no vestiário, já mostrou que em campo pode vencer qualquer time do mundo. O time de fato gasto muito mais do que devia, paga mais caro só para provar que pode contratar quem quiser (ou quase), mas é um time que entra como um dos favoritos ao título.

Lições do passado

Com três semifinais em três temporadas consecutivas sob o comando de José Mourinho, o Real Madrid parece pronto para dar o próximo passo. As três eliminações já mostraram que não adianta ter craques no time. É preciso fazer valer a sua qualidade em momentos decisivos. E com Carlo Ancelotti no comando, um técnico experiente e vencedor na competição, essa lição deve ser aprendida.

Ponto forte

O time tem o contra-ataque mais rápido do mundo. Com as chegadas de Bale e Isco, o time se torna ainda mais veloz e capaz de decidir rapidamente as jogadas. Com Cristiano Ronaldo, um dos mais rápidos para conduzir a bola, o time se torna fatal nesse tipo de jogada e ainda tem a opção do chute de fora da área com todos esses jogadores, especialmente Bale e Ronaldo.

Ponto fraco

Nesse início de temporada, o time tem se mostrado perdido defensivamente em diversos momentos. O time tem batido cabeça em diversos momentos, o que pode ser fruto das novidades no setor: Carvajal entra eventualmente na lateral direita, enquanto Nacho, que é da base, já entrou na lateral esquerda. É um problema que Carlo Ancelotti terá que resolver.

Curiosidade

O Real Madrid nasceu como Madrid Club de Fútbol e só ganhou o nome “Real” em 1920. Foi quando o rei Alfonso XIII concedeu o título da realeza ao clube, dando o nome de “Real Madrid”. Assim, a coroa do rei Alfonso XIII foi adicionada ao escudo e o nome do clube passou a ser Real Madrid desde então. Em toda sua história, só um período o clube não usou a coroa no seu escudo. Durante dez anos, entre 1931 e 1941, o Real Madrid foi obrigado a retirar o símbolo, porque a monarquia foi extinta nesse tempo. O escudo da equipe passou a ter uma faixa azul, símbolo da região de Castilha. Foi só com o fim da guerra civil que o time voltou a ter a coroa no escudo e o escudo voltou a ostentar a coroa, que é vista até hoje.

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Juventus

Como chegou à Liga dos Campeões: campeã italiana
Melhor campanha: Campeão (1984/85, 1995/96)

Vidal é o motor do meio-campo da Juventus (Foto: AP)
Vidal é o motor do meio-campo da Juventus (Foto: AP)
O cara

Arturo Vidal já era um grande meio-campista no Bayer Leverkusen, mas as duas temporadas em Turim o transformaram em um dos melhores do mundo na posição. É um jogador dinâmico, que defende e ataca com intensidade. É marcador e criador em um time que tem um meio-campo muito qualificado.

Papo de bar

Vai ser campeã italiana de novo, porque o nível lá é fraco. E pode ser forte na Itália, mas na Europa, não dá para concorrer com os outros grandes, assim como todos os outros times italianos.

A realidade

A Juventus se reforçou na sua principal carência, o ataque, e se tornou ainda mais favorito na Itália. Com a consistência de seus jogadores de meio-campo e um ataque mais confiável, é um forte candidato a ir longe nos mata-matas se tiver um cruzamento favorável.

Lições do passado

A Juventus sentiu que a diferença entre o seu time e o Bayern Munique era gigantesca. As duas vitórias dos alemães mostraram que o time precisará atuar no seu melhor, e talvez até acima disso, para superar as potências da Europa.

Ponto forte

O entrosamento e a força coletiva da equipe torna a Juventus muito forte. Seu ponto alto é o meio-campo, onde talentos como Pirlo, Pogba e Vidal dão as cartas. Com o time jogando no 3-5-2, esse setor é ainda mais importante.

Ponto fraco
O time não tem um plano B. Taticamente, a Juventus usa quase sempre o 3-5-2 e poucas vezes muda essa formação. Se o adversário consegue travar o jogo dos bianconeri, o time de Antonio Conte não tem uma alternativa imediatamente preparada.

Curiosidade

Nos seus dois títulos da Liga dos Campeões, a Juventus tinha um francês no meio-campo. Em 1984/85, o grande nome da equipe era Michel Platini. Em 1995/96, Didier Deschamps era um dos líderes da equipe de Turim. Nesta temporada, há um projeto de craque francês no meio-campo bianconero: Paul Pogba, de 20 anos. Será possível repetir o que seus compatriotas já fizeram pela Juve?

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Galatasaray

Como chegou à Liga dos Campeões: Campeão Turco
Melhor campanha: Semifinal (1988/89)

Didier Drogba é a esperança do Galatasaray
Didier Drogba é a esperança do Galatasaray
O cara

Didier Drogba é o principal nome dos campeões turcos. O marfinense chegou no meio da temporada passada e já causou um estrago no campeonato nacional e na própria Liga dos Campeões. Apesar de veterano, com 35 anos, tem um enorme poder de decisão no ataque e pode causar problemas a qualquer defesa.

Papo de bar

Ser campeão na Turquia não representa muito e suas estrelas, Drogba e Sneijder, já passaram do seu melhor. Não tem chance contra times mais fortes como o Real Madrid e Juventus.

A realidade

Drogba pode não ser mais tão jovem e Sneijder está longe de ser o craque que levou a Internazionale à conquista da Trípice Coroa em 2010, mas ambos são capazes de decidir jogos. Há também bons jogadores, como Aurélien Chedjou, Selçuk Inan, Felipe Melo (sim, ele joga bem por lá) e o atacante Burak Yilmaz. Não é favorito, mas briga por classificação.

Lições do passado

Será preciso ser mais eficiente em casa se quiser ir longe na competição. O time sofreu demais para vencer jogando no seu estádio, Türk Telekom Arena. Foram cinco jogos, duas vitórias, dois empates e uma derrota. E uma das vitórias, o 3 a 2 sobre o Real Madrid, veio porque os madridistas venceram o primeiro jogo por 3 a 0 e entraram com o freio de mão puxado.

Ponto forte

O ataque é o ponto forte do time. O poder de fogo é considerável com Sneijder armando para Drogba e Yilmaz. Todos eles muito fortes – o turco, inclusive, começou bem a temporada, com dois gols e duas assistências nos primeiros quatro jogos. É onde o time pode ganhar pontos.

Ponto fraco

O Galatasaray sofre muitos gols. É um problema do time, que Chedjou chegou para ajudar, mas que ainda atormenta o time do técnico Fatih Terim. Nos primeiros quatro jogos da temporada, quatro gols marcados e três sofridos. Juntando isso à dificuldade de vencer na Liga dos Campeões jogando em casa, o time pode ter problemas.

Curiosidade

Nas duas vezes que foi eliminado pelo Real Madrid nas quartas de final da Liga dos Campeões, em 2000/01 e em 2012/13, o time teve os placares foram exatamente os mesmos: venceu por 3 a 2 em casa e perdeu por 3 a 0 fora. A diferença é que em 2000/01, os turcos jogaram a primeira em casa e na temporada passada foi o inverso.

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Kobenhavn

Como chegou à Liga dos Campeões: campeão dinamarquês
Melhor campanha: Oitavas de final (2010/11)

Nicolai Jörgensen é o jovem destaque do Kobenhavn
Nicolai Jörgensen é o jovem destaque do Kobenhavn
O cara

Nicolai Jörgensen é um ponta esquerdo que costuma criar muitas situações perigosas. Aos 21 anos, é uma revelação dinamarquesa. Apesar de alto (1,90 metro), é habilidoso e também pode atuar centralizado no ataque. Fez oito passes para gol na temporada passada e é o principal nome do time dinamarquês.

Papo de bar

Saco de pancadas do grupo. Não terá nenhuma chance de classificar. Será o time bônus do grupo.

A realidade

O Kobenhavn vem mal no Campeonato Dinamarquês com só uma vitória em oito jogos, quatro  empates e três derrotas. O time está beirando a zona do rebaixamento e não dá para acreditar que o desempenho na Liga dos Campeões será melhor. Deve mesmo ser último do grupo que tem Real Madrid, Juventus e Galatasaray.

Lições do passado

Na sua melhor temporada na Liga dos Campeões, o time conseguiu a vaga nas oitavas de final com um desempenho em casa acima da média. Empatou em casa com o Barcelona, venceu o Panathinaikos e o Rubin Kazan. No mata-mata veio a primeira derrota em casa, para o Chelsea. Se quiser ter alguma remota chance, precisará ter um desempenho parecido.

Ponto forte

Os dois laterais atuam de forma ofensiva e costumam dar muitos passes para gols. Lars Jacobsen, pela direita, e Pierre Bengtsson, pela esquerda, fizeram sete e oito assistências, respectivamente.

Ponto fraco

O time empata demais, o que é um problema. Mesmo na temporada passada, quando levou o título dinamarquês, foram 11 empates em 33 jogos – um terço da campanha. Só um time empatou mais na liga do país, o Brodby, que ficou em nono lugar. Na atual campanha, o time empatou quatro de oito jogos. Assim fica difícil.

Curiosidade

César Santin está na história do Kobenhavn como um dos maiores da história do clube. Ao menos em número de gols. São 80 gols pelo clube desde que chegou, em 2008, dois a menos que Dame N’Doye, maior artilheiro da história do clube. Tem tudo para superar essa marca. Já superou em número de gols no Dinamarquês, com 64, enquanto o senegalês tem 59.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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