Funcionários do Celtic passam a receber salários mais justos graças à pressão feita pelos torcedores
O compromisso de uma torcida com o seu clube, muitas vezes, supera o mero ato de motivar a equipe a partir das arquibancadas. E o Celtic viveu o melhor exemplo possível nesta semana, diante do resultado de uma briga que os torcedores compraram junto à diretoria, em defesa dos funcionários dos Bhoys. Cerca de 100 empregados diretos e 250 indiretos do clube recebiam menos do que o recomendado pela Living Wage Foundation, organização que faz o cálculo sobre o salário mínimo que deve ser pago por empregadores no Reino Unido. Pois graças à pressão de grupos de torcedores e acionistas, os dirigentes reviram a postura e passaram a desembolsar o valor determinado.
O imbróglio se deu no último encontro anual do clube com seus acionistas, realizado em 2015. Ao ser questionado sobre a nova regulamentação, o presidente Ian Bankier declarou que “não era de interesse do clube” pagar o novo salário mínimo nacional recomendado. A atitude obviamente desencadeou diversos protestos. Enquanto parte dos acionistas ameaçou abandonar o clube, os grupos de torcedores prometeram acompanhar de perto o processo para que os dirigentes abandonassem a “avareza da pior espécie para fazer o mínimo”.
Nesta semana, por fim, veio a confirmação da vitória. O clube divulgou o balanço dos primeiros meses da temporada e, desde julho, elevou o mínimo dos £7,85 por hora anteriores para os £8,25 atuais – enquadrando-se à recomendação da Living Wage Foundation para Glasgow. “O progresso foi feito, por menor que seja. Os trabalhadores com menores salários agora recebem mais do que receberiam sem a nossa campanha e estamos muito satisfeitos com isso. Pensamos que é isso que o Irmão Walfrid gostaria, não acham?”, declarou o porta-voz dos torcedores, fazendo referência ao religioso que fundou o Celtic para arrecadar fundos à caridade. Nada mais coerente à própria história.
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