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Fernandão arrancou o empate do Celtic na Escócia e vai brilhando em seu início no Fener

Robin van Persie chegou à Turquia como o grande reforço da temporada. Mas, por enquanto, o holandês não vem atendendo todas as expectativas no Fenerbahçe. Em 11 partidas, o craque anotou apenas quatro gols. Vem sendo ofuscado por outro reforço das últimas semanas: o brasileiro Fernandão, mais lembrado no país por suas passagens pelo Palmeiras e pelo Bahia. Nas duas últimas temporadas, o centroavante fez o seu nome pelo Bursaspor, se tornando artilheiro do Campeonato Turco nesta temporada. Motivo de disputa entre os grandes de Istambul, o camisa 9 optou pelo Fener. E causa impacto ao menos na Liga Europa. Já são quatro gols, buscando nesta quinta o empate contra o Celtic por 2 a 2, dentro da Escócia.

É verdade que os números de Fernandão também não impressionam tanto assim no Campeonato Turco 2015/16, com apenas uma bola nas redes em seis aparições. Todavia, o centroavante brilha no torneio continental. Nesta quinta, ele começou no banco, mas foi a campo ainda no primeiro tempo, após a lesão de Volkan Sen. Naquele momento, o Celtic vencia por dois gols de vantagem, mas tomou o empate com o camisa 9 mostrando todo o seu oportunismo imediatamente. Resultado importante em um grupo parelho.

A presença de Fernandão não impede que Van Persie seja titular. Na verdade, ambos costumam atuar juntos. Só que o holandês não vem rendendo tão bem aberto pelos lados do campo, como jogou por muito tempo no Arsenal. E, como centroavante, a preferência do técnico Vítor Pereira tem sido por Fernandão, como aconteceu no clássico contra o Besiktas no último final de semana. Ninguém discute a superioridade técnica e muito menos a história de Van Persie no futebol. Mas, neste momento, Fernandão parece ter um pouco mais de moral, considerando também que as expectativas são bem mais baixas. Compensa com gols.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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