Europa

Como os atacantes que estão no mercado podem ajudar quem precisa de camisa 9

Do centroavante no auge entre os melhores do mundo àquele que pode ser a solução para o seu time a curto prazo, há atacante disponível para todos os gostos

A janela de transferências do futebol europeu está na reta final. O mercado está aberto para entradas e saídas dos clubes nos principais centros da Europa até o dia 1 de setembro. E muitas histórias ainda não foram concluídas, incluindo a de diversos atacantes.

Desde os que viraram alvo de diversos clubes e ainda não saíram, até aqueles que brigaram com o clube atual para dar adeus, a Trivela elencou centroavantes que podem, querem ou deveriam mudar de clube antes do final da janela — e quem eles poderiam beneficiar, tanto na Europa quanto no Brasil.

Os atacantes que podem ajudar outros clubes pelo Mundo

A atual janela de transferências foi marcada por algumas “birras” de centroavantes de destaque, principalmente na Inglaterra, com seus próprios clubes após pedidos de transferências. E a saída destes nomes poderia reforçar rivais e mudar equipes de patamar.

Esses são os casos, por exemplo, de Yoane Wissa, do Brentford, e Alexander Isak, do Newcastle. Ambos tiveram desentendimentos internos e até deixaram de treinar pelos seus clubes.

Há também exemplos de jogadores que foram cobiçados, mas não saíram, como Jean-Philippe Mateta, do Crystal Palace, e o inverso — aqueles que estão na lista de transferências, mas ainda não firmaram sua saída. É o caso da dupla Nicolas Jackson, do Chelsea, e Mehdi Taremi, da Inter de Milão.

Yoane Wissa

O centroavante do Brentford foi destaque na última temporada ao lado de Bryan Mbeumo, que já deixou o clube rumo ao Manchester United. Foram 19 gols e quatro assistências na Premier League e, agora, um grande desejo de se juntar ao Newcastle.

A limpa do Brentford pode não resistir às tentativas de Wissa de deixar o clube — já tendo, inclusive, comunicado que pretende se transferir. Perto de completar 29 anos, o congolês ainda é uma opção para diversos times do alto nível.

O congolês é um atacante rápido, forte e que está no seu melhor rompendo em profundidade, seja atacando as costas da última linha ou em um time com contra-ataques bem articulados.

Alexander Isak

Alexander Isak, atacante do Newcastle
Alexander Isak, atacante do Newcastle (Foto: Imago)

O sueco é o nome mais polêmico da janela de transferências. Já disse que não quer continuar nos Magpies e deixou de treinar com o clube para forçar sua saída — desejo que, segundo ele, surge depois de promessas quebradas.

Um dos principais atacantes do mundo, Isak tem sido ligado ao Liverpool durante a janela. Os Reds, no entanto, já contrataram Hugo Ekitiké, um perfil semelhante ao do jogador do Newcastle, o que, apesar de ainda estarem interessados, faz a transferência ter menos sentido e necessidade.

Isak é alto, rápido, bom driblador e que também está em seu melhor quando ataca espaços. Encaixaria em vários dos principais clubes do mundo, mas quase todos têm motivos para não contratá-lo:

  • O Chelsea já tem inúmeras opções e recentemente contratou mais dois camisas 9, enquanto o Manchester United acabou de desembolsar grande dinheiro em Sesko;
  • O Real Madrid tem jogado com Mbappé como centroavante, e o Barcelona seria uma boa opção para suceder Lewandowski, mas os culés não têm dinheiro e vivem imbróglio financeiro para inscrever jogadores;
  • Entre outros gigantes, o Liverpool quer, mas não precisa, e o Manchester City tem o maior goleador do mundo no momento. O Bayern de Munique tem Harry Kane e poderia apostar no sueco no futuro, para sucedê-lo, mas nunca fez um movimento que indicasse isso. O Borussia Dortmund dificilmente gastaria mais de 100 milhões em Isak.

Jean-Philippe Mateta

O francês se destacou com o Crystal Palace nos últimos anos e passou a ser alvo de gigantes como o Manchester United. Foram 19 gols em 39 jogos em 2023/24 e, na temporada seguinte, 17 gols em 46 partidas.

Um atacante forte, com bom jogo de pivô e consideravelmente móvel para seus 1,92m de altura, Mateta tem contrato até o fim da atual temporada, o que também facilitaria uma mudança antes de terminar seu vínculo.

Apesar de não se encaixar em qualquer time de ponta, o francês de 27 anos poderia encorpar as opções ofensivas de ataques que já têm um nome consolidado, como a Inter de Milão e o Napoli.

Além disso, poderia brigar por posição em equipes com mais aspiração do que o Palace, como Aston Villa, Nottingham Forest e o próprio Newcastle na Inglaterra. Fora, poderia ser uma opção para a Juventus caso Vlahovic saia.

Nicolas Jackson

Nicolas Jackson Chelsea
Nicolas Jackson com a camisa do Chelsea (Foto: Imago)

Apesar do destaque no Chelsea, Nicolas Jackson viveu momentos inconstantes em suas duas primeiras temporadas, o que foi suficiente para ser colocado na lista de transferências. E virou alvo de diferentes mercados.

Recentemente, o Bayern de Munique avançou pelo jogador, e seria uma opção diferente de Kane para dar mais possibilidades ao técnico Vincent Kompany. O senegalês é um jogador de velocidade e que ataca espaços na defesa, enquanto o inglês prefere descer para ser opção de passe e controlar mais o jogo com a bola.

Outros clubes da Premier League foram ligados ao jogador e seria um bom perfil de encaixe em diversos deles: jovem, com potencial e que, apesar das inconstâncias, se provou no alto nível. Foram 30 gols e 11 assistências nas duas últimas temporadas pelos Blues.

Mehdi Taremi

O veterano iraniano está fora dos planos da Inter de Milão e não conseguiu contribuir tanto quanto esperava depois de se destacar pelo Porto. Entre 2020 e 2023, foram três temporadas com 30, 40 e 40 participações em gols, respectivamente.

Ainda assim, aos 33 anos, Taremi pode contribuir para equipes de menor expressão europeia. Ele tem sido ligado ao Olympiacos, e poderia ser boa adição a eixos menos badalados.

Por outro lado, apesar de ser uma opção menos condizente com o que tem acontecido no mercado, o centroavante poderia se tornar estrela em clubes brasileiros que precisem de atacantes. Taremi seria definitivamente caro, mas um ótimo reforço para equipes como São Paulo e Atlético Mineiro.

Jamie Vardy

Vardy não teve seu contrato renovado com o Leicester
Vardy não teve seu contrato renovado com o Leicester (Foto: Imago)

Icônico atacante do Leicester, o veterano de 38 anos deixou o clube após 13 anos depois do rebaixamento para a Championship na última temporada. Foram 10 gols e quatro assistências em 36 jogos em 2024/25.

Sem clube, ele tem sido ligado à Cremonese, da Itália, e não indicou que acabaria sua carreira. Apesar de não ser mais explosivo e goleador como no seu auge na década passada, Vardy pode ser um sonho distante para o futebol sul-americano.

Com nomes deixando o futebol europeu, inclusive os próprios jogadores europeus, para fazer morada no Brasileirão e nos campeonatos argentino e mexicano, por exemplo, o inglês poderia ser uma surpresa curiosa no continente — e possivelmente render em um nível competitivo mais baixo por mais um ano, ao menos.

Paco Alcácer

O espanhol surgiu como um fenômeno no Valencia e passou a ser convocado para a seleção ainda aos 21 anos, após a Copa de 2014. Foram 19 jogos e 12 gols pela Roja, números incríveis, mas que não se sustentaram.

Uma passagem apagada pelo Barcelona teve um rebote no Borussia Dortmund, que o rendeu uma temporada com 19 gols em 2018/19, e uma sequência de três anos marcando mais de 10 vezes. Depois disso, lesões o atrapalharam, apesar de um bom momento nos Emirados Árabes Unidos em 2023/24.

Sem clube e com apenas 31 anos, apesar dos problemas físicos, Alcácer é outro nome que cairia como uma luva em clubes sul-americanos. A barreira do idioma seria pequena no Brasil e praticamente inexistente na Argentina ou México, onde ainda poderia disputar vaga para ser artilheiro em times de Libertadores e Concachampions, por exemplo.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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