Europa

Escandinávia em alerta nas Eliminatórias

Foi apenas a primeira rodada, mas os resultados e o desempenho das principais seleções da Escandinávia foram abaixo do esperado e não faltaram críticas. Sobrou especialmente para os treinadores, que podem depender dos jogos deste meio de semana para seguirem em seus cargos.

Jogar no Ullevaal só aumentou a revolta pelo empate em 2 a 2 da Noruega contra a frágil vizinha Islândia. Pouco depois do final da partida, os pedidos pela demissão de Åge Hareide já apareciam na imprensa. O treinador já sofre com o desgaste de seu trabalho, principalmente desde a não classificação para a Eurocopa 2008. Comenta-se que Ståle Solbakken, do FC Copenhagem, seria o favorito para o assumir o cargo, mas a Federação norueguesa não teriam condições financeiras de contratá-lo.

Após um período de otismismo de seus torcedores, a atuação na partida deixou-os descrentes de que a seleção – que por pouco não sofreu uma derrota nos últimos minutos – possa conseguir a classificação para a Copa de 2010. Quem saiu de campo ainda mais insatisfeito foi Carrew, substituído pouco antes do final da partida.
Já a Finlândia não se amedrontou com a tarefa de jogar fora de casa. Em um processo claro de evolução, a seleção mostrou muito efetiva ao anular o jogo adversário e o atacante Eidur Gudjohnsen soube aproveitar os espaços.

Em Tirana, a Suécia não conseguiu vencer a Albânia e a atuação do goleiro Arian Beqaj teve muita colaboração para isso. Sem conseguir balançar as redes, a dupla de ataque “dos sonhos” Ibrahimovic e Larsson, que aos 36 anos estreou como capitão, não funcionou. O esquema 3-5-2 de Lagerbäck foi anulado pela frágil Albânia, criticado por Ibrahimovich, mas o treinador ainda não pensa em substituí-lo e afirma que as razões para o mau desempenho da seleção não é sua formação.

Mas se alguém ganhou créditos pela partida foi Sebastian Larsson, o volante entrou nos primeiros minutos do jogo, foi bem e deve iniciar a partida entre os titulares já contra a Hungria. Larsson carrega a expectativa de que as atenções em pouco tempo deixem de estar apenas voltadas à Ibrahimovich. A seleção que já contou com Ljungberg, Larsson (em melhor forma) e Mellberg, sofre com a carência de referências.

Além, do resultado considerado desastroso, o meio campista Tobias Linderoth sofreu uma lesão no pé e desfalcará a equipe contra a Hungria, o goleiro Andreas Isaksson, que machucou um dos dedos da mão, também é dúvida para a partida.

A mais tradicional seleção da Escandinávia mostrou além de fragilidade técnica, pouca criatividade. Além disso, sofre com a falta de empenho de seus principais atletas, o que fez com que o atacante Jon Dahl Tomasson também fosse muito questionado.

Para quem acompanhou o 0 a 0, em Budapeste, a conquista de um ponto na tabela pôde ser considerada um lucro e a vaga para o próximo Mundial, quase uma utopia.

Sem comemorar nenhuma vitória na rodada de estréia, a Escandinávia corre riscos de não ter representantes na Africa, em 2010. Uma preocupação que por enquanto pode ser considerada precipitada, mas que deve servir como alerta e principalmente em questionamentos sobre o trabalho de alguns treinadores.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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