Europa

Em jogaço na Euro sub-21, Alemanha mantém tradição de eliminar Inglaterra nos pênaltis

A semifinal do Europeu sub-21 prometia um jogaço e entregou. Inglaterra e Alemanha fizeram um duelo equilibrado e com muitos gols. O empate por 2 a 2 foi movimentado, com os dois times ficando à frente no placar. A disputa só foi decidida nos pênaltis. Brilhou o goleiro Julian Pollersbeck, que vem sendo destaque do time alemão no torneio. Ele defendeu a cobrança decisiva que levou os alemães à vitória por 4 a 3.

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Pollersback, 22 anos, selou a sua transferência para  o Hamburgo nesta segunda-feira, depois de fazer 31 jogos pelo Kaiserslautern, na segunda divisão. Foram 14 jogos sem sofrer gols ao longo do ano. O time terminou em 13º lugar. Ele chega ao clube com a responsabilidade de substituir o veterano Rene Adler, que deixou o clube após o fim do contrato e acertou com o Mainz 05. Descrito como um “goleiro jovem e muito talentoso” pelo Hamburgo, vem mostrando que merece a confiança neste Europeu sub-21. Foi o jogador da partida contra a Inglaterra.

Antes da classificação que termina nas mãos de Pollesback, o jogo teve quatro gols e alternâncias no placar. O primeiro gol saiu aos 34 minutos, em uma boa jogada do ataque alemão. Meyer fez um ótimo passe para Toljan, que cruzou e o centroavante Selke marcou, de cabeça. No lance fica claro que o camisa 9 da Alemanha fez um movimento inteligente para se desmarcar e cabecear sozinho.

Com o gol, a Alemanha passou a dominar ainda mais a partida. Os ingleses sofreram para tentar recuperar a bola. A situação parecia difícil e os ingleses só ameaçavam com bolas paradas. Foi assim que veio o gol de empate, aos 41 minutos. Aproveitando a clara deficiência alemã em defender as investidas na sua área, Callum Chambers aproveitou que para finalizar, foi bloqueado e sobrou para Andre Gray, que não perdeu: 1 a 1.

No início do segundo tempo, os ingleses chegaram ao segundo gol. Pressionando a saída de bola, forçaram o erro de Gnabry, que perdeu a bola. Hughes rapidamente aproveitou a chances, fez a jogada de fundo pela direita e cruzou rasteiro para Tammy Abraham marcar e virar o jogo para 2 a 1. Com cinco minutos do segundo tempo, eram os ingleses que lideravam o placar.

Com a defesa alemã dando muito espaço e a Alemanha com posse de bola e pressionando para tentar empatar, o jogo ficou bem aberto. O técnico alemão, Stefan Kunz, tirou Davie Selke, autor do gol, e colocou em campo Felix Platte. Foi justamente ele quem marcou o gol. E, apesar da pressão da Alemanha ser com a posse de bola e os muitos chutes a gol, o empate veio em uma bola parada. Platter completou de cabeça um ótimo cruzamento e fuzilou: 2 a 2.

Os ingleses foram mostrando cansaço, o que tornou a partida mais arrastada. Os dois times se alternaram no ataque, mas a rede não foi mais balançada. O jogo foi para a prorrogação, que acabou sendo pouco atrativa. Os pênaltis acabaram sendo a forma de decisão do primeiro finalista.

Depois da Alemanha abrir as cobranças com Arnold marcando 1 a 0, os ingleses empataram com Baker. O goleiro Pickford defendeu a cobrança de gerhart, dando esperança aos ingleses. Abraham, porém, perdeu em seguida. Philipp voltou a marcar pelos alemães e Chilwell empatou. Meyer, então, marcou mais uma vez pela Alemanha, antes de Ward-Prowse, em bela cobrança, marcar pelos ingleses. Amiri cobrou e o goleiro Pickford raspou na bola, mas não conseguiu defender. Foi então que Pollersback defendeu o chute de Redmond, classificando a Alemanha.

Sim, mais uma vez a Inglaterra foi eliminada nos pênaltis. E pela Alemanha, um carrasco conhecido. Em 1990, na Copa do Mundo, e em 1996, na Eurocopa, os alemães eliminaram os ingleses na semifinal desta forma, pênaltis. Os alemães estarão na final e tentarão seu segundo título, repetindo 2009, justamente um ano que derrotaram os ingleses na final. O jogo será na sexta-feira, dia 30, às 15h45 (horário de Brasília). O jogo será transmitido pelo SporTV (ainda a definir qual dos canais).

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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