Djurgårdens, o preço que se paga

Erros no planejamento, dinheiro gasto em contratações que não deram certo, troca constante de treinadores. Na Suécia, o Djurgården paga, nesta temporada, o preço por uma seqüência de escolhas equivocadas. Do título em 2005 ao desespero de estar próximo a zona de rebaixamento em 2008, uma análise do que aconteceu recentemente com os “Blåränderna”.
O Djurgårdens é um dos mais tradicionais clubes da capital da Suécia, Estocolmo. Por sete vezes campeão da Allsvenskan, o principal torneio do país, o time segue a apenas quatro pontos da zona de rebaixamento e 20 pontos o distancia do líder.
A situação não é nada animadora. O time não consegue jogar bem, a torcida já se mostra incomodada e junta-se a todos os problemas, o fato de, atualmente, seis jogadores estarem no departamento médico do clube.
Esta situação próxima ao desespero fez com que o presidente do Djurgårdens, Bo Lunquist, reconhecesse publicamente as falhas administrativas cometidas, mas não deixou de creditar parte da razão pela crise à falta de sorte. Há 10 anos no comando, o dirigente resolveu escancarar os motivos para a crise.
“ Quando assumi o controle do clube, existia a meta de conquistar o título em cinco anos. Mas os resultados apareceram antes mesmo deste prazo. Em 2002, após uma passagem pela Divisão 1 (equivalente a segunda) comemoramos o título, mas não conseguimos manter o bom trabalho que havia sido realizado”, declarou.
Lunquist acredita que grande parte da culpa está no banco de reservas. Após a passagem de sucesso da dupla de treinadores Sören Åkeby e Zoran Lukic no comando do time. Lukic recebeu a missão de dar sequência sozinho ao trabalho. Mas ele não conseguiu sustentar-se na posição e em pouco tempo entrou em choque com a diretoria e com o elenco.
A contratação de Kjell Jonevret mudou o panorama do clube. O treinador apostou na renovação do elenco e trouxe apenas jovens, principalmente revelações, Para muitos, o titulo conquistado em 2005 foi mérito do trabalho anterior. “Jonevret adaptava o esquema tatico aos jogadores que chegavam e não o contrário”, comentou Lunquist.
O presidente comentou que não entende porque depois da contratação de Sören Larsen, Tobias Hysén, Markus Johannesson e Matias Concha, em 2004, o clube não conseguiu mais acertar nas compras. Nos últimos tempos, passaram pelo clube cerca de quinze jovens de bom nível, que não foram bem, mas depois se destacaram em outras equipes do país, como os africanos Makondele, Bapupa, Ekunde, Lollo Chanko e Aziz Nyang.
Essa sequência de falhas fizeram com que Bo Lunquist tomasse uma atitude. Para voltar a brigar pelo título, o presidente trouxe de volta ao clube, Göran Aral, parceiro de Lunquist, quando ele assumiu o cargo de presidente. Aral assumirá o comando das categorias de base do clube que um dia revelou Mikael Dorsin, Richard Henriksson e Patrick Amoah, mas que já há algum tempo não lança um jogador de destaque.
O investimento nas categorias de base é uma estratégia de longo prazo. Até lá, Lunquist isenta de culpa a dupla de treinadores Siggi Jonsson e Paul Lindholm, realiza algumas contratações de emergência como Johan Oremo, Patrik Haginge, Prince Ikpe Ekong, Peter Magnusson e Kristoffer Näfver e tenta distrair seus torcedores com entrevistas polêmicas. Uma estratégia que também, nem sempre dá certo.
Brasileiros na Tippeligaen
A participacão brasileira no Campeonato Norueguês aumentou nesta temporada. Há poucos anos nenhum brasileiro destacava-se na competicão, mas com a chegada de Alanzinho, que colocou o Stabæk entre as melhores equipes do país, o caminho parece estar aberto para a chegada do talento verde-amarelo na principal Liga norueguesa.
Nas últimas rodadas da Tippeligaen, alguns brasileiros mostraram-se decisivos em algumas partidas:
Adriano Munoz, contratação recente do Tromsø, foi fundamental na goleada por 4 a 0 do time do norte em cima do Rosenborg. O brasileiro marcou dois gols.
Leonardo Ferreira da Silva fez sua estréia pelo HamKam e tornou-se a maior esperança da equipe para livrar-se do rebaixamento.
Alvaro Santos, despediu-se do Sochaux e chegou ao Brann para substituir Thorstein Helstad.
Despedida
Fredrik Ljunberg anunciou sua saída do West Ham, mas ainda não decidiu qual será seu destino no futebol.
“Eu dei meu melhor ao West Ham, e passei muito bem durante minha permanência no clube, mas a decisão é melhor para os dois. Agora vou considerar meu futuro do futebol”, declarou o jogador.
Após a disputa da Eurocopa-08, Ljunberg havia anunciado sua aposentadoria da seleção sueca. O jogador defendeu a Landslaget em 75 partidas oficiais.
A imprensa sueca faz especulações em relação ao interesse de alguns clubes no ex-capitão sueco. Lazio, da Itália, o grego Olympiakos, clubes da Suécia e Estados Unidos são citados.
Banco e insatisfação
Kim Källström não anda muito satisfeito com a posição de reserva na seleção sueca. O jogador reclamou publicamente de sua condição e declarou que pode deixar a seleção, já que não tem muitas oportunidades entre os titulares.
Se a situação não é boa na seleção, no Lyon, as coisas também não caminham bem para Källström. A equipe francesa fez algumas contratações para o meio campo e o jogador terá dificuldades também em ser titular em seu clube. Nesta temporada, dez jogadores deverão disputar as quatro vagas
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O meio campista, que atuou apenas 37 minutos durante a Euro, afirmou que, em breve tomará sua decisão em relação à Landslaget.



