Depois do sucesso na Islândia, Lagerback aceita um desafio: treinar a Noruega, rival da sua Suécia
O técnico da sensação da Eurocopa, Islândia, acertou um novo desafio. Lars Lagerback, experiente treinador de 68 anos, irá dirigir a Noruega com a missão de levar os escandinavos à Copa do Mundo de 2018. É um desafio porque a Noruega não foi bem nos primeiros jogos nas Eliminatórias e o time ser apenas o quinto colocado no seu grupo. O que chamou a atenção também foi o fato de ser justamente a Noruega. Lagerback é sueco e a rivalidade entre os dois países é grande também nos esportes e especificamente no futebol.
LEIA TAMBÉM: Tabárez, o mestre que resgatou o orgulho uruguaio e, agora, o recordista em jogos por uma seleção
Vale lembrar que Lars Lagerback é um treinador bastante experiente em seleções. Comandou a Suécia entre 2000 e 2009, a Nigéria em 2010 e a Islândia de 2011 a 2016, quando alcançou as quartas de final com os islandeses, eliminando a Inglaterra no caminho. A Islândia nunca tinha ido a uma Eurocopa e, antes disso, passou perto de vir à Copa do Brasil – perdeu na repescagem para a Croácia. Depois da Eurocopa, Lagerback deicou o cargo de técnico da Islândia e falou em se aposentar como técnico. Tanto que aceitou o cargo de consultor da seleção sueca. Ele teve que rescindir o seu contrato com a Federação Sueca de Futebol para assinar com a Noruega, algo que deve ter sido complicado.
A situação da Noruega nos primeiros jogos foram bem ruins. Os noruegueses jogaram quatro partidas com uma vitória e três derrotas para Alemanha, Azerbaijão e Tchéquia (se você estranhou o nome do país, o Ubiratan Leal te explica aqui no Rodínia). A única vitória veio sobre San Marino, justamente a única seleção que está atrás dos noruegueses. A Alemanha lidera o Grupo C com 12 pontos, seguida por Irlanda do Norte e Azerbaijão, com sete pontos cada. Na próxima partida, a Noruega enfrenta a Irlanda do Norte fora de casa no dia 26 de março.
“É obviamente uma situação difícil”, declarou Lagerback. “Será difícil ficar em primeiro no grupo, mas ainda há uma possibilidade de terminar em segundo e ter a chance de jogar a repescagem”, continuou. O técnico foi além e lembrou do seu último trabalho ao falar sobre as possibilidades. “Se a Islândia pode ir à repescagem, então a Noruega também pode. É uma questão de vencer. É uma questão de ter uma ideia de jogo e fazer os jogadores embarcarem nela, então há chance de sucesso”.
“Este é um desafio que realmente me motiva”, afirmou o treinador. “Os resultados até aqui nas Eliminatórias não foram bons, então temos que ser francos em relação a onde nós estamos. Contudo, eu vejo potencial neste time”, disse Largerback na sua entrevista coletiva de apresentação, nesta quarta-feira.
A Federação Norueguesa de Futebol tentou a contratação do ex-atacante Ole Gunnar Solskjaer para o cargo, assim como o treinador do Copenhague, Stale Solbakken, mas ambos recusaram as propostas. Lagerback irá substituir Per-Mathias Hogmo, que se demitiu em novembro depois da série de resultados ruins. O treinador sueco assinou contrato até 2019.
O bom trabalho de Lagerback com a Suécia certamente será visto diferente com o treinador treinando uma seleção rival. Eventualmente, o destino pode até colocar os dois países em confronto em uma eventual repescagem – que neste momento parece improvável para os noruegueses. Os suecos estão em situação um pouco melhor. No Grupo A, estão em terceiro lugar com sete pontos, empatado com a Holanda. A Bulgária vem logo em seguida, com seis pontos. A França é a líder com 10 pontos. Já imaginou um confronto do técnico sueco no comando da Noruega com o seu país natal?