Champions League

Vitória que pode ter garantido United na Champions é também um sinal de alerta

A volta do Manchester United para a Champions League após uma temporada está próxima de ser confirmada. A vitória por 2 a 1 sobre o Crystal Palace, fora de casa, neste sábado, fez o time abrir sete pontos de vantagem para o Liverpool, quinto colocado, que, se perder para o Chelsea no domingo, pode dar adeus ao sonho de disputar a competição europeia. Se o triunfo dos Red Devils deu a sensação de dever cumprido ao time, a maneira como ele aconteceu deve virar um sinal de alerta para os próximos meses. Contrastando com a alegria do iminente retorno à Liga dos Campeões está a fraqueza da equipe, muito aquém do nível necessário para não decepcionar na Champions.

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Dominante nos minutos iniciais de partida no Selhurst Park, o Manchester United só abriu o placar graças a um pênalti duvidoso marcado pelo árbitro Michael Oliver. Um cruzamento de Young pela esquerda foi interceptado por Dann, aparentemente com o peito. Não para Oliver, que apontou para a marca da cal. Na cobrança, Mata converteu e fez 1 a 0 aos 20 do primeiro tempo. Nos minutos seguintes ao gol, o United diminuiu seu volume de jogo, e o Crystal Palace passou a avançar. Não levou riscos a De Gea até o intervalo, mas, no início da segunda etapa, Jason Puncheon bateu com qualidade uma cobrança de falta próxima à área e empatou tudo: 1 a 1.

Mesmo quando ainda vencia o duelo por 1 a 0, o United não jogava bem. Era previsível, estático, sem variações de jogadas. Ander Herrera, um dos destaques recentes do time, não conseguiu fazer com tanta qualidade o que é sua característica: criar espaços, com passes, penetrando na área adversária ou batendo da meia-lua. Fellaini, cuja entrada no time titular há algumas rodadas mudou o estilo de jogo da equipe e deu maior regularidade nos resultados e no desempenho em campo, também não fazia a diferença – assim como nas três rodadas anteriores, em que as derrotas para Chelsea, West Brom e Everton fizeram parecer que o “novo United” já havia sido decifrado.

Mesmo mal, pouco inspirado e merecedor de, no máximo, um empate, o time de Manchester chegou à vitória perto do fim. Em bola alçada na área, aos 33 minutos, o bom goleiro argentino Speroni saiu catando borboletas e deixou Fellaini livre para marcar de cabeça e dar números finais ao duelo em 2 a 1. Um resultado construído de maneira emblemático tendo em vista o que tem sido o United nesta temporada: mesmo sem encantar ou alcançar o potencial que tem em seu elenco, conseguiu o mínimo suficiente. E, mais especificamente, com a mesma cena de outros duelos mais recentes: bola levantada na cabeça do belga para chegar às vitórias.

Esse estilo de jogo será insuficiente para que o retorno à Champions League na próxima temporada não passe de um incremento financeiro com a renda pela participação na competição. Se quiser duelar para fazer uma boa campanha, chegando bem à fase de mata-mata, por exemplo, precisa tirar mais de atletas como Mata, Rooney, Falcao, Di María e Van Persie. Diante da letargia de parte dessas estrelas, talvez o sangue novo de Depay seja uma boa resposta. O certo é que confiar apenas em Fellaini para definir partidas pode dar certo para garantir um terceiro ou quarto lugar no Inglês, mas não levará a muito além disso.

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Equipe Trivela

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